impressões de um geólogo amante de livros e música erudita que vive numa ilha vulcânica bela e cosmopolita
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Corte geológico e princípios estratigráficos
quarta-feira, 25 de março de 2009
CONE DE ESCÓRIAS "FOSSILIZADO"
O recorte do paleossolo no talude mostra ainda o relevo existente à data da erupção: paleorrelevo, hoje soterrado por uma topografia diferente.
O topo do cone aparece repetido na parte superior do talude apenas porque este possui um patamar e o degrau de cima volta a descobrir uma parte mais elevada da mesma estrutura, situação que permite igualmente determinar a sua forma a 3 dimensões (3D). Tudo isto numa exposição vertical das rochas, corte geológico, em resultado do talude da obra
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
A HISTÓRIA GEOLÓGICA DE S. JORGE III: A COBERTURA CENTRAL




segunda-feira, 22 de setembro de 2008
A HISTÓRIA GEOLÓGICA DE S JORGE II: O salto para ocidente


Algumas das características que demonstram uma certa antiguidade desta unidade vulcânica são, novamente: o interior da ilha suavizado pela erosão, mas a forma dos cabeços está melhor preservada que para os lados do Topo; e as arribas costeiras, norte e sul, muito escarpadas e com grandes desníveis, indiciando tempo suficiente para um avanço erosivo significativo do mar que atingiu mesmo cones vulcânicos situados dentro da ilha.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008
A HISTORIA GEOLÓGICA DE SÃO JORGE I: O início

sexta-feira, 16 de maio de 2008
PALEOSSOLOS: Testemunhos do repouso do vulcão
Com o tempo de repouso aumentam as transformações das rochas e instala-se um solo que abriga a vida. Para o mesmo tipo de rocha e clima, a espessura do solo cresce com o duração do período de dormência do vulcão... só que quando se iniciar outra erupção, os novos materiais expelidos soterram o solo e este fica como fossilizado sobre as novas rochas: Paleossolo. É o que testemunha a foto acima onde o paleossolo de cor acastanhada se situa entre escoadas de lava e delimitado por um traço a vermelho (clique na foto para ampliar).
Quando se estuda um vulcão, o número de paleossolos e disposições fornece informações sobre a quantidade mínima de períodos de repouso ocorridos e sobre o relevo antigo: Paleorrelevo.Se existirem fósseis de animais, plantas ou se estas estiverem transformadas em carvão, pode ser possível datar as várias erupções e outros acontecimentos, ou seja, fazer a história geológica de uma forma datada: Geocronologia.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
EMPILHAMENTO DE LAVAS
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
PONTA DELGADA - Primeira Paragem
Portas da Cidade, antiga entrada portuária da maior cidade do Arquipélago
Igreja Matriz com uma fachada com basalto esculpido em estilo manuelino, o pórtico principal é de calcário importadoHoje esta cidade parece querer assemelhar-se a uma megalópolis, construiram espaços típicos de grandes urbes separados por zonas com ruas estreitas e arquitectura tradicional, um transito por vezes caotico. Uma miscelânea confusa que permitiu um adolescente na televisão comparar Ponta Delgada actual a Nova Iorque, mas ainda existem muitas zonas características que interessa conhecer.
Igreja de São Pedro, uma fachada típicamente micaelense onde o basalto sobressai
Ponta Delgada, local onde se encontra concentrada a maior quantidade de vulcanólogos de Portugal, situa-se na unidade estratovulcânica mais recente da ilha, que uniu duas antigas ilhas, uma a leste, que se estendia do vulcão do Fogo até ao Nordeste, e outra a ocidente, formada pelo vulcão das Sete Cidades... hoje há quem pense que, num futuro mais ou menos longíquo, algo de semelhante pode ocorrer no canal Faial - Pico.
PS: Ainda estou em Portugal mas os teclados para os ultimos retoques do post ja embirram com acentos... um treino para o cidade que se segue.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
HISTÓRIA GEOLÓGICA DO FAIAL VII - O Vulcão da Praia do Norte
Este foi o início de um período sombrio, pois a lava brotou do chão em pelo menos dois locais do alinhamento do Capelo. Formaram-se então duas escoadas lávicas que correram em sentido opostos. Uma para norte que cobriu grande parte da freguesia da Praia do Norte, que na época se situaria mais para oeste e possuía boas terras agrícolas. Outro derrame correu para sul e destruíu um povoado do Capelo denominado Ribeira Brava, que nunca mais teve lugar na toponímia da ilha e que deveria situar-se próximo da actual recta do Areeiro.
Esta erupção mostrou que o Complexo Vulcânico do Capelo tinha um vulcanismo ainda activo.
Vulcão de 1672 à esquerda da foto e a sua escoada para norte, na zona de transição de verdes vê-se a actual Praia do Norte (clique para ampliar)Em escoadas de lava junto ao mar na Praia do Norte, atribuídas por geólogos a esta erupção, encontraram-se magníficos fragmentos de rochas do interior da terra, arrancadas pela força do magma em ascensão, chamados Xenólitos. Nestas rochas existe em grande quantidade um mineral chamado Olivina, parece-se com um vidro verde garrafa, e no qual se encontrou, pela primeira vez na natureza, uma variedade pura de olivina rica em ferro e que por isso foi baptizada de Faialite. Hoje, por todo mundo, quem estuda geologia aprende o nome deste importante mineral que regista a sua origem faialense na ciência.
Mas o vulcanismo no Faial desde então não ficou parado, mas isso há-de ficar para uns próximos posts...
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
HISTÓRIA GEOLÓGICA DO FAIAL VI - Complexo Vulcânico do Capelo
Vários cones alinhados visto de Leste para Oeste na região da Caldeira.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
HISTÓRIA GEOLÓGICA DO FAIAL V - Formação da Caldeira
Algumas destas explosões foram tão intensas que expulsavam da cratera fragmentos de magma a grande temperatura que ao cairem cobriram grandes extensões do Faial com pedra-pomes. Uma rocha granular, normalmente clara, cujos grãos são muito porosos e flutuam na água (foto imediatamente acima e abaixo).
Outras vezes as explosões tiveram tanta energia que pulverizavam o próprio magma expelido da cratera e que se depositou em muitos lugares da ilha como um pó a que os geólogos chamam de cinza vulcânica.Há cerca de mil anos as explosões fizeram escoar núvens de gotícolas de magma sobre muitos vales da ilha, com destaque para os Cedros - Ribeira Funda, Pedro Miguel - Praia do Almoxarife e Flamengos.
As gotículas e lava nos vales denominadas de núvens ardente cobriram a floresta de então com dezenas de metros de cinza, pedra-pomes e areia, deixando no sei interior troncos de árvores queimados, uma espécie de carvão natural e que ainda hoje parece actual. À rocha assim formada os geólogos chamam ignimbrito e a sua origem podem destruir cidades inteiras em segundos, como São Pedro da Martinica e Plymouth respectivamente no início e final do século passado.
Como resultado destas explosões o centro do vulcão foi desmantelado e a cratera alargou-se e transformou-se numa estrutura de beleza impar, cujo nome técnico e popular se estendeu para além dos Açores - CALDEIRA - assim nasceu a Caldeira do Faial! (clique para ampliar)segunda-feira, 3 de setembro de 2007
HISTÓRIA GEOLÓGICA DO FAIAL IV - Formação do Almoxarife
Mesmo lá em baixo junto ao mar surge um vulcanismo de lavas basálticas, com a formação de pequenos cones vulcânicos de bagacina ou tufo, deles saíram escoadas de lava muito líquida que ao solidificarem davam uma rocha preta - o basalto.
Estes vulcões que não estiveram todos activos em simultâneo, devem ter começado a surgir, talvez, há 15 ou 20.000 anos atrás e continuaram a "nascer" novos, até quase há 10.000 anos... depois tudo se acalmou.
Hoje, nos flancos de vários destes cones, em anfiteatro, está a cidade da Horta, que em vez de colinas tem o Monte Carneiro, o Cabeço das Moças, da Conceição, Queimado e o Monte da Guia...
Na zona a Leste da Horta existem vários outros que bordejam a freguesia dos Flamengos...quarta-feira, 29 de agosto de 2007
HISTÓRIA GEOLÓGICA DO FAIAL III - O Complexo vulcânico dos Cedros
Tudo aponta que ao longo de quase 400.000 anos, até cerca de 30.000 anos atrás, aquele vulcão continuou a crescer, a derramar lavas, inicialmente pouco evoluídas e conhecidas por basalto, depois mais ricas em sílica e sódio. O magma foi então tornando-se mais viscoso, ocorreram períodos de alguma explosividade, outros de emissão de escoadas e momentos de dormência, que representam uma evolução natural deste tipo de vulcões com o tempo: os basaltos passaram a havaítos, depois sucessivamente a mugearitos, benmoreítos e traquitos; nomes estranhos, mas que apenas indicam que, tal como os homens, os vulcões poligenéticos também nascem, crescem e amadurecem, e a ilha continuou a crescer em largura e altura, talvez pouco mais de dezena e meia de quilómetros em diâmetro e 1300 m de altura.sábado, 25 de agosto de 2007
RIBEIRINHA - Um vulcão extinto?
A Geologia não é uma ciência exacta e muitas das classificações em vulcanologia implicam rótulos respeitantes a um intervalo de características ou classe de parâmetros que usamos para comunicar. Mas muitas vezes existem dúvidas em atribuir a um vulcão uma etiqueta, pois na natureza encontram-se todos os elementos de transição entre as várias classe que criámos.
A USGS classifica os vulcões, em relação à actividade como activos, adormecidos (dormentes) ou extintos.quarta-feira, 22 de agosto de 2007
HISTÓRIA GEOLÓGICA DO FAIAL II - a chaminé vulcânica da Ribeirinha
Hoje apenas através do estudo das inclinações das escoadas com a determinação dos pontos prováveis da sua origem, da estruturas pertencentes àquele vulcão é possível suspeitar o local provável da chaminé vulcânica. Vários elementos apontam para que esta se encontrasse próxima desta calma, bucólica e bela paisagem na zona entre os Matos da Ribeirinha e os principais pastos de Pedro Miguel. (clique sobre as fotos para as aumentar)
Com tanta flor, gado, calma e ar puro, dá para imaginar que neste local parece ter-se situado a boca principal do grande vulcão por onde a ilha do Faial começou?





