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sábado, 24 de março de 2012

AÇORES 2012 - TEMPORADA DE MÚSICA

Arranca hoje a temporada de música organizada pela Direção Regional da Cultural, que segundo esta notícia será dividida por dois períodos, o primeiro até maio e o segundo a partir de setembro, o primeiro e único concerto no Faial, realiza-se no dia 21 de abril na Matriz da Horta, pelas 20h30.
Clique nas imagens para ampliar ou consulte o programa aqui



Para já verifica-se embora haja apenas uma ação no Faial, menos ainda que em São Jorge, nesta fase não são cobertas quatro das nove ilhas dos Açores... apesar de tudo, quem tiver possibilidade: Aproveite!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vila do Porto, o Alentejo nos Açores

Vila do Porto (clique para ampliar)

Todas as vezes que vou a Santa Maria impressiona-me o contraste da paisagem verde e montanhosa das restantes ilhas Açorianas com o dourado plano da parte ocidental da terra mais antiga do Arquipélago, tanto geologicamente como de povoamento pelos Portugueses.
Apesar de tudo, sempre me senti bem em Santa Maria, uma terra acolhedora devido à importância do seu aeroporto internacional. Vila do Porto, a capital da ilha, quase com uma rua única que se estende desde o porto até ao interior da ilha tem um casario branco ao longo de uma via larga, contrastando com outras povoações mais importantes do Arquipélago.

Rua principal de Vila de Porto

Vila do Porto vista de fora parece sempre uma terra alentejana dentro dos Açores, observada de dentro tem alma e arquitectura Açoriana e onde se encontram imóveis antigos de grande beleza.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Santa Maria a primeira ilha dos Açores

Praia Formosa - ilhas de Santa Maria, foto daqui

Não só é a ilha geologicamente mais antiga dos Açores, como tudo indica foi a primeira a ser descoberta e povoada pelos Portugueses.
É nesta terra onde parte do relevo foi intensamente modelado pelo mar, existem rochas calcárias entre as vulcânicas e se encontram baías com praias deslumbrantes que ando em trabalho por estes dias...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Paisagens da Ribeirinha 3 - Graciosa

Graciosa no horizonte - clique para ampliar

Talvez seja a ilha menos falada neste blog e a mais distante das observáveis do Faial, mas a Graciosa continua ali exposta defronte da Pontinha da Ribeirinha nos dias de bom tempo e é sem dúvida tão graciosa quanto o seu nome, pena que eu já não vá lá há muitos anos... talvez um dia tenha a possibilidade de lá voltar.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pela Ilha de São Miguel

Cidade de Ponta Delgada

Não são férias, apenas uma viagem de trabalho que me obriga a percorrer vários recantos da maior ilha dos Açores, provavelmente em contra-relógio para poder concluir todas as tarefas.
Espero apenas que também a meteorologia outonal não venha a perturbar o trabalho de campo e as viagens dos aviões interilhas.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Bonitas Terras Açorianas 3 - PRAIA DA VITÓRIA

Há uma cidade açoriana que, por razões várias, ao longo da última década me cativou: a Praia da Vitória.
clique nas fotos para as ampliar
Desde o modo como soube aproveitar a sua frente-mar, onde a pequena marina convive calmamente com o burgo, os restaurantes e os cafés da marginal. Um espaço com alguma agitação nocturna, mas à dimensão adequada da terra.
Passando pelas ruas pedonais, onde uma calma reina entre um pequeno comércio tradicional simpático e diversificado.
Prosseguindo pela diversidade arquitectónica das suas igrejas e casas de traça tradicional local, algumas delas pérolas do Ramo Grande.

Continuando com o colorido das ruas que alegra o turista, anima o residente e onde as pessoas ainda se comprimentam e sorriem para o visitante

Sem esquecer o aproveitamento da lava para molduras em edifícios públicos, mas apenas em quantidade suficiente para não saturar a povoação de branco e cinza.
e ainda alguns desenhos em fachadas, varandas de madeira e em estruturas de ferro-forjado que, apesar de influências várias, não deixam de ser tipicamente portugueses.

Sem esquecer a razão da origem do nome, pois a Praia da Vitória abre-se ao mar por um extenso areal que convida a banhos no Verão e a um passeio relaxante no Inverno.
Até terminar na recuperação do seu paúl, que pode não ter sido a mais ideal para a avifauna selvagem, mas seguramente, é perfeita para se ter o campo dentro da cidade.
Assim, por ter sabido aproveitar as suas potencialidades sem megalomanias, mas de modo intensamente marcante no planeamento urbano, preservando um ambiente humano e a simpatia das suas gentes, cada vez gosto mais desta bela terra açoriana.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

INUNDAÇÕES NO FUNCHAL - VÍDEOS

Nem como geólogo da área de riscos preciso de falar, palavras para quê?













Vídeos recolhidos através da net, sobretudo compilados através do twitter de @brunomoniz

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

BONITAS TERRAS AÇORIANAS


Este blogue tem-se concentrado no Faial e nas outras duas ilhas do Triângulo dos Açores: Pico e São Jorge, aquelas que me são mais póximas e de grande beleza, mas o Arquipélago possui 9 ilhas, cada uma cheia de especificidades encantadores, com povoações que possuem um ar bucólico, arranjado, imponente na paisagem ou acolhedor, que me ficam muito tempo na memória depois de uma visita.

Esta série de terras Açorianas bonitas, começa hoje pela pequena vila do Nordeste, a sede do concelho mais distante de Ponta Delgada na ilha de São Miguel, por isso raramente vou lá, mas é sempre um prazer ir.

Pequena, é verdade, mas a sua limpeza, os numerosos pequenos canteiros ajardinados, as molduras desenhadas em lava vulcânica nos vãos dos edifícios e ponte e o arranjo das suas ruas, dão um ar imensamente acolhedor ao centro da vila do Nordeste e deixam-me sempre vontade de lá voltar.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

PORTAS DO MAR

Portão do Porto das Velas

Nas principais povoações viradas ao mar nos Açores, por vezes, o porto era o principal e mais digno acesso à ilha, por isso não admira que à semelhança das cidades muralhadas, também existissem portas de entrada como magníficas obras de arte, só que estas não tinham um caracter defensivo e transformavam-se em autênticos arcos de triunfo.

Portas da cidade em Ponta Delgada no centro de uma praça e sem nenhum cais por perto

No século XX fizeram-se aterros sobre o mar que cobriram cais de entrada e realizaram-se ampliações de portos que despromoveram os antigos, assim as portas do mar foram deslocadas ou ficaram cercadas de terra.
Hoje estes imóveis já não cumprem a sua missão de bem acolher, ficou a penas a memória de arcos desenquadrados das suas funções iniciais, mas de grande beleza na arte de trabalhar o basalto.
Não me lembro de outros arcos de mesmo tipo, mas é provável que ainda existam ou tenham exisitido muitos mais.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

NOVAMENTE EM EXPLORAÇÕES EM SÃO MIGUEL

Hoje vim em viagem de avião até Ponta Delgada.

Para me reunir aqui em trabalho...

Amanhã pretende-se reconhecimento de campo no seio da Serra da Tronqueira no Concelho de Nordeste, onde vive a ave mais rara da Europa: o priolo.
É esperar que o tempo colabore para o trabalho e recolha de imagens. Quiçá não nos surja um exemplar da avezinha tão rara, daria um bom post, não daria?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

VILAS DO TRIÂNGULO: VELAS

Três ângulos de uma vila única no triângulo...

Vila das Velas, como habitualmente digo, ou vila de Velas, como por norma dizem os jorgenses actuais, o maior aglomerado urbano da ilha de São Jorge...

Uma pequena e encantadora vila açoriana, numa surpreendentemente bela ilha deste arquipélago, que vive de uma forma intensa a realidade do Triângulo constituído pelo Faial, Pico e São Jorge.

Uma terra que me trás recordações das férias da minha infância... a simpatia das pessoas, a doçaria tradicional caseira, o queijo de São Jorge... a pátria do verdadeiro queijo da ilha que muitos procuram imitar.

clique nas fotos para ampliar

sábado, 18 de abril de 2009

RECONHECIMENTO DA CALDEIRA DE CIMA

A deslocação a São Jorge, entre reuniões de trabalho, implicou um reconhecimento de campo, em equipa, de um vale entre a Serra do Topo e a Caldeira de Cima. Assim, após se sair da viatura, começou a descida com origem no local da foto acima e, dado o bom tempo, a promessa de paisagens idílicas concretizou-se. (clique nas fotos para as ampliar)

Logo quase no início a floresta natural de laurissilva dos Açores, com um solo detentor de uma cobertura vegetal húmida de Sphagnum sp., permitiu descobrir uma paleta de cores difícil de transmitir em foto... mesmo assim, é visível a grande diversidade de cor e beleza.
A geologia não esteve ausente da visita. Depois de se falar em filões no anterior post, eis que aqui vários outros se destacam na paisagem, também em resultado da erosão diferencial, e ficaram de tal forma salientes do solo que até permanecem visíveis acima das copas das árvores das extensas e densas manchas de floresta natural que cobrem as vertentes do vale.

Após algum tempo de viagem, finalmente, lá em baixo, ainda muito distante, surge a nossa meta: a Caldeira de Cima. Uns escassos telhados escuros, pastagens verde-vivo, recortadas de muros e situadas em terrenos pouco inclinados. Nota: a toponímia do local nada tem a ver com o significado geológico de "caldeira".

Perdido na paisagem, no fundo do vale e longe da civilização, ainda subsistem algumas casas dispersas, minimamente conservadas e habitáveis, entre outras já em grande estado de degradação que marcam o antigo e pequeno povoado a Caldeira de Cima. Várias têm aproveitamento turístico, para quem gosta de uma experiência diferente, longe da modernidade e ser envolvido de pura beleza natural.

Reconhecimento concluído num cenário de sonho, surge então a realidade, um verdadeiro pesadelo, uma tortura não desejada: a volta à origem, um local situada mesmo lá no fundo da foto, no cimo mais alto do vale...

Numa espécie de conselho de crise brota uma conclusão unânime: para a frente há outra saída, um percurso muito mais suave e que todos sabem ser de beleza máxima. Assim basta alterar os planos, pôr a logística a par da nova decisão e o deslumbre prossegue para o próximo post...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O CACHALOTE FEITO ARTE

Entre as várias funções desempenhadas ao longo do Faial Filmes Fest, coube-me a grata tarefa de mostrar as numerosas belezas do Faial e do Pico a vários participantes, situação que me permitiu mais uma visita a vários núcleos museológicos da Baleação: Fábrica da Baleia no Porto Pim no Faial, Museu da Indústria Baleeira, em São Roque do Pico, e Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, estes dois integrados no Museu do Pico

Para quem desconhece as ilhas do Faial e Pico ou julga que a baleação acabou, esclarece-se que esta apenas se transformou, pois hoje a observação de cetáceos ou "whalewatching" é uma das ofertas turísticas mais requisitadas por estas bandas dos Açores.

A memória dos homens que corajosamente se sacrificaram para obter da caça ao cachalote algum rendimento para conseguir uma vida minimamente digna e da indústria associada está preservada nos vários museus do Faial e Pico acima referidos e para surpresa de muitos...

...artesãos destas ilhas souberam transformar o osso e o marfim do cachalote, armazenado desde então, em autênticas obras de arte escultórica e pictórica, nalguns casos comercializado em lojas da especializado.
Contudo as maiores obras-primas estão expostas no Museu dos Baleeiros das Lajes do Pico ou no Museu do Scrimshaw do Peter no Faial.

Neste post, feito em homenagem dos baleeiros e dos artesãos que transformaram os restos do cachaloe em arte, todas as imagens correspondem a uma pequena amostra do magnífico espólio situado no Museu dos Baleeiros das Lajes do Pico.

sábado, 13 de setembro de 2008

SÃO JORGE: DE PONTA A PONTA, DE CIMA A BAIXO

(clique nas fotos para as ampliar)

A ilha de São Jorge vista do Space shuttle (fotografia: Wikipédia)

Devido à origem vulcânica dos Açores, as ilhas possuem, por norma, uma zona central mais elevada e relevo acentuado (onde se instalaram os maiores centros eruptivos) e uma periferia mais baixa e menos declivosas, por onde se espraiaram as escoadas de lava ou de piroclastos (gotículas ou fragmentos de lava projectados durante uma erupção que depois caem por gravidade) provenientes do vulcão. Assim, um dos principais circuitos turísticos e passeios consiste em "dar a volta à ilha".

Ponta dos Rosais e o seu ilhéu, no extremo ocidental da ilha

A ilha de São Jorge corresponde a um grande alinhamento de cones de escórias vulcânicas, implantados ao longo de uma fractura geológica da crosta terrestre de direcção WNW-ESE, ou seja, foi formada por tipo de vulcanismo chamado de vulcanismo fissural. Assim, esta terra açoriana é, sobretudo, uma cordilheira estreita, com 55 km de comprimento, uma largura máxima de 6,75 km, mas que atinge 1053 m de altitude.

Ilhéu do Topo, junto à ponta do Topo, no extremo oriental da ilha e com a Terceira no horizonte ao longe.

Logo o tradicional trajecto, mais ou menos circular, só é viável no terço central de São Jorge. Conhecer esta ilha, é ir de uma ponta à outra, mas onde, ao longo de dois terços do seu comprimento, se vai e vem pelo mesmo caminho, mais ou menos rectilíneo.

A freguesia das Manadas vista do Pico da Esperança, o ponto mais alto da ilha.

Tendo eu uma relação especial com a ilha de São Jorge, quando em tempo livre lá me desloco não me limito a ir de ponta-a-ponta, mas também a subi-la (de carro é claro!) de cima-a-baixo e foi o que fiz da última vez em que lá estive durante dois dias no último mês de Agosto e, nos próximos tempos, de uma forma nem sempre continuada, irei descrever a geologia, a geodiversidade das estruturas e as minhas impressões pessoais sobre esta belíssima ilha do Triângulo.

O Pico da Esperança visto do nível do mar na zona do Porto das Manadas

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

FIM DE SEMANA EM SÃO JORGE

(clicar nas fotos para as ampliar)

Este fim-de-semana vou em viagem a São Jorge, ver familiares e matar saudades desta paisagem da freguesia das Manadas.

Deslumbrar-me ao balcão da minha casa, debruçado sobre as ilhas do Triângulo (Pico à esquerda e Faial ao fundo) e a ver o pôr-do-sol.

Tomar banhos nos portos das Manadas, onde as suas águas concorrem em transparência com as da Ribeirinha do Faial.

Recordar as belas fajãs desta ilha, encalhadas entre o mar e as arribas de proporções descomunais...
Enfim... aproveitar o Verão açoriano e a beleza destas ilhas!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Cruzeiro do Canal no Mau tempo

Encontra-se identificado como tendo sido realizado ou alojado pela Rádio Pico, julgo que foi produzido ontem durante a tempestade que atingiu os Açores.
Não sei quem é o autor, mas o vídeo mostra como pode ser difícil a ligação marítima entre as ilhas do Faial e do Pico - o célebre canal do livro de Vitorino Nemésio "Mau Tempo no Canal".
O filme que mostra o que é a vida de vários ilhéus destas duas terras irmãs durante alguns dias de inverno ou de tempestade, terras que partilham muita da sua actividade sócio-económica, que por vezes parecem desavindas como acontece entre irmãos, mas que são interdependentes e se unem nas dificuldades e nos laços sanguíneos.
Existem pessoas cujo emprego e os serviços de saúde estão do outro lado deste canal, a viagem é uma necessidade e por vezes um risco, que felizmente tem corrido sem acidentes graves até hoje.

Parabéns ao autor pelo magnífico filme.


quinta-feira, 3 de abril de 2008

DELTAS LÁVICOS DO TRIÂNGULO - Lajes Pico

A ilha do Pico, pela sua jovialidade, na sua metade mais ocidental não tem arribas costeiras com alturas significativas, por isso, nesta área, as númerosas escoadas lávicas chegam ao mar e cobrem completamente a zona de costa antiga, não permitindo a formação de fajãs.
Todavia, a parte oriental, com um núcleo mais antigo, já apresenta algumas arribas com grandes desníveis e várias fajãs. Entre estas, apesar da sua dimensão não ser muito grande, encontra-se o delta lávico onde se instalou a primeira vila e concelho da ilha: Lajes do Pico.

(clique na foto para a ampliar)

Este delta tem, na sua frente exposta ao mar, uma plataforma de abrasão marinha, que resulta da acção erosiva das ondas, que criou uma superfície aplanada a uma cota próxima da do nível do mar.
Devido à reduzida largura desta fajã, a sua pequena altitude e ao facto de não existir nenhuma ilha mais meridional que perturbe a ondulação vinda do alto mar, em caso de grandes tempestades com ondulação proveniente do quadrante entre sul e sudoeste a vila das Lajes do Pico fica sujeita a galgamentos marítimos, como se pode ver na magnífica foto publicada num dos posts do blog Castelete Sempre.



A vila das Lajes do Pico está limitada a norte por uma arriba fóssil, que embora não sendo muito alta, impediu a expansão do aglomerado populacional para o interior da ilha a partir desta estreita faixa costeira.


Um pormenor da arriba fóssil, onde a vontade e a necessidade dos homens obrigou a escavar socalcos para aproveitar ao máximo todas os terrenos disponíveis, apesar das inclinações desfavoráveis evidentes na foto.

terça-feira, 1 de abril de 2008

DELTAS LÁVICOS NO TRIÂNGULO - Fajã das Almas

Não tenho condições para efectuar uma cobertura da geologia de todas as ilhas dos Açores tal como faço para o Faial, não só por falta de conhecimento tão profundo de todas as terras deste Arquipélago, mas também por não possuir uma cobertura fotográfica exaustiva e adequada de cada parcela desta Região. Todavia, ao nível do Triângulo, sempre possuo algumas fotos que me permitem efectuar alguns post. Assim, continuando o recente tema das fajãs, arribas fósseis e deltas lávicos, hoje damos um salto a São Jorge, mais precisamente à freguesia das Manadas, onde, quando jovem e criança, passei grande parte das minhas férias de Verão.


Na foto acima é bem evidente uma estrutura que parece descer pela arriba costeira e que corresponde, em grande parte, à cascata de uma escoada lávica, como que "fossilizada".
Também existem na base da arriba depósitos de avalanche que parecem aumentar o volume da cascata.



Junto ao mar lá se desenvolve um delta lávico típico e responsável pela belíssima Fajã das Almas.
Ao fundo podem ver uma povoaçãona base da arriba, que corresponde ao limite ocidental da Fajã Grande, onde se instalou a vila e sede de concelho da Calheta.

A zona portuária e balnear da Fajã das Almas, na freguesia das Manadas, concelho de Velas.

São Jorge é, sem dúvida alguma, a ilha açoriana com maior número de fajãs de todo o arquipélago, com géneses normalmente associadas a deltas lávicos e a escorregamentos ao longo da arriba.

No próximo post espero dar um salto à ilha do Pico, para cobrir o Triângulo neste tema.