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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Por Budapeste

Nestes dias o blogue tem andado sem vistorias minhas, pois ando em férias por Budapeste. Hungria.





 Cidade muito bonita, com monumentos marcantes construídos ou redesenhados sobretudo no século XIX, com forte imponência sobre o Danúbio.

sábado, 1 de julho de 2017

CANADA Day - Celebração dos 150 anos do CANADA: 1867-2017

Hoje o CANADA, o meu país natal e do qual sou um orgulhoso cidadão celebra 150 anos como País com a proclamação da Confederação Canadiana a 1 de julho de 1867 destaco o acordo de John A MacDonald, de língua inglesa, e George-Étienne Cartier, de língua francesa, na liderança do entendimento de um Estado com várias nações.

Inicialmente composto apenas pelas atuais províncias do Ontario, Quebec, Nova Scotia e New Brunswuick por adesão voluntária de colónias britânicas na América do Norte estendeu-se do Atlântico ao Pacífico e chegou ao Polo Norte, sendo a província que mais recente aderiu a New Foundland and Labrador (Terra Nova e Labrador) já após a segunda-guerra mundial em 31 de março de 1949 .


Apesar do vermelho ser  desde o início a cor da Confederação e a folha de ácer o principal símbolo das antigas províncias do Alto e Baixo Canada, só passado um século da criação deste País foi adotada a atual bandeira oficial do Canada já sem qualquer referência à Union Jack que caracteriza muitos Estados da Commonwealth, apesar da minha memória apenas se lembrar daquela que me comove: a Maple Leaf.


Não sei o que define uma nação, mas na pluralidade de culturas na origem do Canada, na diversidade de línguas maternas, para além das oficiais da federação ou ainda de outras de determinadas províncias ou territórios e na multiplicidade de religiões, mesmo reconhecendo que certos nacionalismos por vezes mais dividem do que unem os povos que se juntaram para formar um País e o Povo Canadiano; a verdade é que sempre me senti Canadiano sem qualquer conflito com também me sentir Português e ter como língua materna a de Pessoa e Camões e é por este orgulho de ser Canadiano, sempre ligado à minha Pátria natal e continuar ativamente a colaborar com a representação do Canada em Portugal que há muito decidira neste dia Celebrar os 150 anos do Canada na minha cidade natal, Galt e hoje Cambridge, Ontario, na antiga província do Alto Canada.


Happy Canada Day
Bonne Fête du Canada
Feliz Dia do Canadá


PROUD DO BE CANDIAN!

FIER D'ÊTRE CANADIEN!

ORGULHOSO DE SER CANADIANO


terça-feira, 21 de junho de 2016

Férias: Roma o regresso à cidade Eterna

Roma vista da cúpula do Vaticano

Uma revisita a Roma, esta cidade fascinante no trajeto de regresso, talvez a cidade com maior riqueza patrimonial de valor artístico do planeta, falei de Roma quando da anterior visita em 2009 aqui e aqui. Desta vez não penso passar grande tempo em museus e templos, apenas se possível saborear e observar a vida em Roma, pode ser que me surpreenda agora de um modo diferente, o que uma exploração muito programada não permitia.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Férias: Pozzuoli a cidade no vulcão que sobe e desce Campi Flegrei




Hoje é o dia de visita a Pozzuoli, uma antiga cidade à beira-mar, anterior ao Império Romano a oeste de Nápoles, com muitos património da antiguidade, que se situa dentro de uma caldeira costeira, parcialmente submarina de um grande vulcão: Campi Flegrei ou Campos Flegreanos, é mais um dia que junta férias e geologia.
Tal como acontece em muitos edifícios de vulcões ativos, estes tem a particularidade de ao longo do tempo se deformarem, havendo zonas que ora sobem ou descem, cone vulcânico como que "incha" ou "encolhe", inflação ou deflação, em função de movimentos do magma sobem ou descem dentro do edifício. Ora como esta caldeira se situa na costa parte dos edifícios costeiros e o porto ficam expostos a serem ora galgados ora a assistirem ao recuo das águas, transgressão e regressão, assim com o decurso dos anos, as ruínas romanas da foto que foram construídas em terra, já estiveram parcialmente submersas e agora estão emersas e bem acima da água, mas com sinais de erosão marinha, tal como já ocorreram portos que ficaram acima ou submersos pelo mar.
Em torno desta cidade existem ilhas resultantes de cones vulcânicos dentro da caldeira mas dentro do mar, bem como zonas dispersas com fumarolas, a mais conhecida é Solfatara, algo do género do que se observa nas Furnas em São Miguel e onde também se fazem cozidos enterrados no solo.
Pozzuoli é rica em piroclastos vulcânicos com grande percentagem de sílica, composição química que os romanos descobriram servir para produzir uma argamassa útil à construção civil: cimento (concreto no Brasil). Esta matéria-prima tem agora o nome de pozolana devido ao nome desta cidade, e muita da grandeza arquitetónica do Império Romano resulta desta descoberta, sendo o Panteão Romano o exemplo máximo da antiguidade do engenho do homem na construção de um grande monumento com cimento.
O mesmo observatório que acompanha a atividade do Vesúvio também monitoriza o vulcão de Campi Flegrei e sem dúvida esta é uma cidade muito exposta aos riscos vulcânicos e uma erupção deste pode igualmente afetar significativamente Nápoles, embora pelo impacte paisagístico do Vesúvio popularmente poucos de lembram que os Campos Flegreanos constituem um dos complexos vulcânicos mais perigosos da Terra. 

terça-feira, 14 de junho de 2016

Férias: Nápoles Campânia - Primeiras Impressões


Após um primeiro impacto de a cidade me ter recebido sujíssima ontem, durante a noite Nápoles limpou-se e hoje tem sido uma surpresa agradável.


Famosa pelo seu Bairro Espanhol, um género de Bairro Alto, mas muito mais extenso, abundam ruas estreitas, lambretas, roupa a secar, portas despudoradamente abertas para a moradias do rés-do-chão.


Espaço de venda de tudo espalham-se pelas ruelas e o trânsito é do desenrasca, sinais e peões são objetos a contornar com perícia, mesmo assim parecem evitar chocar com as pessoas, mas passeios e tudo mais são espaços a transitar e passadeiras e semáforos são decoração a ignorar.


Monumentos não abundam, Castel Nuovo, Palácio Real, Duomo com o tesouro de São Januário e o seu sanguem que liquefaz-se em dias específicos e o interior luxuoso de Jesus Novo, quase esgotam uma cidade densamente povoada, barulhenta e castiça tem um ambiente muito diferente da luxuosa Milão ou da monumental Roma e Florença, mas vale a pena a visita.


Ainda houve tempo para sair de Nápoles e visitar Herculano, soterrada por escoadas piroclásticas que preservaram muitas casas na erupção do ano 79 do Vesúvio, vendo-se ainda tetos, madeiras e até uma fornada de pão fossilizados.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Holanda, impressões finais



Primeiro importa deixar claro que neste campo Holanda, são mesmo as províncias da Holanda do Sul, com Roterdão, Haia, Delft e Leiden, e da Holanda do Norte com Amesterdão e um passeio por Volendam e ilha de Marken, não se confundindo com o Estado dos Países Baixos.

Na Holanda do Norte, Amesterdão é de facto lindíssima e rica, milhares de pontes, centenas de canais e casas de empensas apertadas ricamente decoradas confere-lhe uma beleza singular, mas a sua bandeira de tolerância, que a leva aos coffeeshops e ao Bairro da Luz Vermelha emprestam-lhe também uma aspeto decadente e demonstra o carácter do holandês, mais do que tolerante, está aberto a todo o tipo de comércio, inclusive amoral. O centro da cidade é do mais ruidoso que conheço na Europa e o lixo deixado pelos numerosos turistas, com muitos jovens atraídos pelo exótico da legalidade das drogas leves e prostitutas na montra como qualquer artefacto comercial, dão um aspeto sempre sujo da zona mais movimentada da urbe que nem as frequentes limpezas conseguem dar vazão.
Se gostei de Amesterdão, confirmo que é bonita e vale a penas conhecer, mas o ar de moral decadente e os ciclistas que concorrem com os automóveis e não são de todo simpáticos para com os peões também fragilizam o meu gosto e não me sentiria bem a viver dentro desta cidade.



Volendam e Marken (na foto) têm a característica de a primeira ser católica e de ambas terem sido terras de pescadores, mas onde hoje o mar salgado deixou de lhes tocar devido à engenharia dos diques, só que as famílias daí dependentes vivem sobretudo depois de apoios do Estado, preservando-se para fins turísticos os seus bairros agora com um ar muito artificial para visitante ver. Os lacticínios em contrapartida estão pujantes, mas também abertos para o turista. Na visita foi pelo guia que se tornou evidente o desprezo protestante pelos cristãos ligados ao Vaticano, evidenciando que uma coisa é ser-se tolerante oficialmente e para fins de comércio, outra é tal resultar de uma atitude assimilada pelo caracter do cidadão e infelizmente as impressões com que fiquei dos holandeses não foram das mais positivas neste ponto.
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Na Holanda do Sul, Roterdão é uma cidade moderna cujo centro faz lembrar uma cidade média da América do Norte pelos numerosos arranha-céus, só que aqui abundam ciclistas em vez do automóvel e reina um comportamento delicado para com o peão e a simpatia dos habitantes está conforme com a ideia de civismo que se tem do norte da Europa. Não tem a beleza da capital da Holanda do Norte, mas a diversidade de arquitetura contemporânea, as numerosas esplandas em ruas largas de pouco trânsito, a arte de rua, o asseio e o ar moderno são trunfos que admirei, até no seu principal museu a arte do século XX é rainha e encontram-se magníficas peças. Confesso que o peso económico do porto e a força das empresas mostram a pujança do país e da urbe, isto misturado com gente de grande educação no trato que me cativaram de facto.



Leiden (na imagem abaixo) e Delft são cidades ricas em património histórico e cultural, também devido à universidade na primeira e têm uma enorme beleza e simpatia. Novamente os canais e as casas de tijolo típicas em torno de igrejas de majestosas externamente são pontos fortes e as esplanadas dão ar cosmopolitas só que aqui não decadentes e merecem uma visita.



Haia é uma cidade algo incaracterística, o seu centro histórico está altamente marcado por imóveis modernos, mas muitas vezes sem o equilíbrio entre o novo e o antigo, só que o largo onde se encontra o parlamento e o governo merecem um visita, tal como o museu Mauritshuis.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Veneza a rima perfeita com beleza

 A minha primeira impressão de Veneza foi de deslumbramento pela sua beleza...
 O movimento das gôndolas, dos vaporetti, dos táxis e barcos de carga no Grande Canal defronte a dezenas ou centenas de fachadas de palácios róseos de estilo veneziano é algo único e de uma poesia e estética inesquecível.
 As várias pontes que ligam ruas ou ilhas, com destaque para a arquitetura da do Rialto.
 As praças rosadas onde afluem numerosas ruas estreitíssimas que conferem um emaranhado labiríntico à cidade.
 Os pequenos canais que ora fazem de rua, ora são um rio entre passeio, ora atravessam praças e sempre com numerosas pontes de tamanhos variados.
A imensidão e imponência da praça de São Marcos com as suas arcadas, a torre campanille e a fachada bizantina da catedral esmagam pela beleza a primeira entrada do visitante vindo das ruelas que a bordejam.
 Em torno de São Marcos tudo é arte, imóveis tão diferentes combinam-se para dar um quadro harmónico com uma estética inigualável.

 A leveza e luz projetada pelo palácio dos Doges impressiona, cativa e desperta ternura para com um imóvel que foi sede de poder e onde a prepotência e a tortura parecem não ter podido ali localizar-se.
 Um interior desta residência é nada menos belo, imponente que o seu exterior mágico.
Tal como a magnificência dos dourados, dos mosaicos, dos tesouros e da arquitetura da catedral bizantina de São Marcos.
O romantismo dos gondoleiros e a serenidade da deslocação destas embarcações por pequenos canais de águas verdes a cheira a algas de lagoas estuarinas.
 O arquipélago que rodeia a cidade, com os seus campanários e imponência das suas catedrais e beleza do casario separado por autoestradas de água.
 Tudo se conjuga para uma cidade única onde a beleza é omnipresente
Tanto defronte dos palácios e templos, como nos becos, nos pequenos canais, no casario desbotado e com rebocos caído e nas ruelas labirínticas ou no chão, na água e mesmo no cimo da campanile... beleza é a palavra que combina na perfeição com Veneza.

domingo, 2 de junho de 2013

Milão: as impressões da cidade


Como habitual, terminada uma visita a uma cidade Geocrusoe apresenta as impressões marcantes aí sentidas e Milão não será exceção.
Genericamente os aspetos mais marcantes de Milão serão: o Duomo ou a catedral, o fresco da última ceia de da Vinci, a moda e o comércio de luxo e a importância cultural do alla Scala, sobretudo no domínio da ópera.

Monumentalmente pela sua qualidade estética e impacte arquitetónico, o Duomo destaca-se de toda a cidade, com as suas fachadas de calcário claro, onde se misturam o estilo gótico e neoclássico e se encontram numerosas esculturas e rendilhados de santos, gárgulas e agulhas que conferem um riqueza que merece ser apreciada. 
No resto da cidade  não abundam grandes monumentos de beleza significativa, embora se encontrem alguns imóveis antigos, como a basílica de Santo Ambrósio na sua traça medieval, o castelo Sforza da grande família do poder em Milão durante o renascimento e algumas relíquias do império romano.


Não parecem existir bairros históricos antigos em Milão, provavelmente foram demolidos em planos de urbanização do século XIX onde se construíram largas vias marginadas por imóveis elegantes de estilos barroco e romântico, resistindo alguns arruamentos entre estes eixos viários na sua maioria pintados de cores ocres a castanhos e bem arranjados.


Genericamente Milão é uma cidade mais elegante, cosmopolita e exibicionista de luxo do que monumental ou com grande riqueza patrimonial e onde infelizmente pululam mendigos nas zonas mais imponentes e de exposição das grandes marcas para as pessoas mais ricas do planeta.
Para mim o alla Scala foi sem dúvida o elemento que mais me cativou e me convida a voltar...

domingo, 26 de maio de 2013

Milão - no coração da ópera

Imagem Wikipedia

Retomei o meu périplo pelas grandes óperas do ocidente que cobria nas minhas viagens de férias, desta vez coube aquela que será talvez o coração europeu desta forma de arte, o Teatro alla Scala de Milão.

Imagem Wikipedia

Hoje, na semana em que se comemorou os 200 anos de nascimento do compositor devo devo celebrar a efeméride com a grande récita Die Götterdämmerung (O crepúsculo dos deuses) de Wagner, que fecha o ciclo do Anel dos Nibelungos, uma extensa e magnífica ópera onde todos os temas musicais desta epopeia de deuses, humanos, monstros se reexpõem de uma forma magnífica.

Um vídeo com o final desta excelente ópera cantada por Iréne Theorin a Brünnhilde da representação de hoje e bem diferente do libreto de Wagner, mas ópera é algo dinâmico sempre em evolução... por coincidência Siegfried é um compatriota meu, o canadiano Lance Ryan. 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Lisboa - Feira do Livro 2013

Já há mais de uma década que não passava por Lisboa durante a feira do livro, felizmente ontem este interregno foi interrompido e estive presente até no momento da inauguração.
Muitos milhares de livros com descontos, diversidade de temas, alfarrabistas (sebos no Brasil) para relíquias ou obras já esgotadas, presença de autores com sessões de autógrafos, lançamentos de novos títulos, tudo isto no coração verde e de uma beleza paisagística deslumbrante no Parque Eduardo VII em Lisboa cujo tempo parece estar a dar uma grande ajuda com um céu tão azul e temperaturas agradáveis.
As minhas aquisições nesta feira já começaram... aproveite!