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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Férias: Pompeia - A cidade luxuosa soterrada pelo Vesúvio


Hoje é o dia que dediquei à visita da cidade de Pompeia que a erupção do Vesúvio no ano de 79 DC soterrou  completamente e está hoje a ser exposta através de escavações arquelógicas que mostram aos visitantes a dimensão, a riqueza e o estilo de vida desta povoação de luxo, onde muitos romanos ricos vinham então passar períodos de repouso tal como hoje o fazem em muitas estâncias de férias.
Desta erupção resultou um texto com uma descrição de grande pormenor feita por um observador atento: o filósofo Plínio o jovem; Plínio o Velho, seu tio, foi então uma das vítimas do Vesúvio, o que permitiu aos geólogos saberem com grande pormenor o evoluir dos acontecimentos  e caracterizar o estilo eruptivo com um nome em honra deste sábio: Atividade Eruptiva do Tipo Pliniano, uma das mais perigosas pelas explosões que tem associadas e projeção de piroclastos quer sob a forma de queda de pedra-pomes ou de cinzas, quer sob a forma de escoadas piroclásticas de grande velocidade dos mesmos materiais capazes de soterrar vastas zonas, em Pompeia muitas das vítimas vaporizaram-se pelo calor, mas deixaram os moldes na cinza vulcânica e são hoje um dos elementos observáveis na estação arqueológica que é Património da Humanidade
Recordo que no Faial a formação da Caldeira resultou de uma erupção do tipo Pliniano que descrevi neste post no tempo em que este blogue dedicava grande parte da sua temática à Geologia.
Para esta cidade em concreto, fica abaixo um filme das suas últimas 24h e dá para perceber não só a erupção que num dia destruiu Pompeia, como compreender o facto de a mesma ter ficado perdida até ao século XVIII, quando ocasionalmente foi redescoberta.



Se não visualizar o vídeo no post, observe no Youtube aqui
Espero ter possibilidade de ainda postar fotografias do que observei no terreno nestas férias em Pompeia.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Férias: Nápoles Campânia - Primeiras Impressões


Após um primeiro impacto de a cidade me ter recebido sujíssima ontem, durante a noite Nápoles limpou-se e hoje tem sido uma surpresa agradável.


Famosa pelo seu Bairro Espanhol, um género de Bairro Alto, mas muito mais extenso, abundam ruas estreitas, lambretas, roupa a secar, portas despudoradamente abertas para a moradias do rés-do-chão.


Espaço de venda de tudo espalham-se pelas ruelas e o trânsito é do desenrasca, sinais e peões são objetos a contornar com perícia, mesmo assim parecem evitar chocar com as pessoas, mas passeios e tudo mais são espaços a transitar e passadeiras e semáforos são decoração a ignorar.


Monumentos não abundam, Castel Nuovo, Palácio Real, Duomo com o tesouro de São Januário e o seu sanguem que liquefaz-se em dias específicos e o interior luxuoso de Jesus Novo, quase esgotam uma cidade densamente povoada, barulhenta e castiça tem um ambiente muito diferente da luxuosa Milão ou da monumental Roma e Florença, mas vale a pena a visita.


Ainda houve tempo para sair de Nápoles e visitar Herculano, soterrada por escoadas piroclásticas que preservaram muitas casas na erupção do ano 79 do Vesúvio, vendo-se ainda tetos, madeiras e até uma fornada de pão fossilizados.

domingo, 25 de novembro de 2012

AMMAIA - Cidade romana no Alentejo e a importância do guia

Ainda no rescaldo das minhas férias e das maravilhas do Alentejo raiano,  na sequência do artigo referente à arqueologia,  importa informar que aquando de uma visita a Marvão se deve para o mesmo concelho programar uma visita às ruínas da antiga cidade romana Ammaia, situada na freguesia de São Salvador da Aramenha.
Uma cidade cujos alicerces e parte das sua estrutura está presentemente a ser escavada e desenterrada ao longo de vários hectares e acessível à visita através de um museu introdutório e com muitas peças arqueológicas.
No museu, além das lamparinas e do moinho na foto, várias estátuas, moedas, joias, e cenários reconstituídos, existem textos explicativos sobre a importância, dimensão, estrutura e organização de Ammaia no contexto da sua época.
O museu permite ainda compreender e aumentar o interesse do que se observa no exterior que vai desde os restos de arruamentos, portas de entrada na cidade, termas e templos, até estruturas de armazenamento de cereais, vinhos etc.
A terminar, saliento que no museu encontrei um dos melhores guias/rececionistas do País, que calmamente e com um saber e interesse enorme sobre o assunto e com uma técnica de comunicação cativante, explicou com um pormenor técnico digno de louvor os conhecimentos em torno do que seria a Ammaia, as incertezas  e as confirmações já obtidas, tornando esta visita inesquecível e apetecível a novas deslocações para observar os que se perspetiva com os trabalhos de prospeção em curso.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Maravilhas alentejanas: arqueologia

Se Évora é uma pérola patrimonial com uma grande riqueza histórica e cultural que se estendeu à pintura e à música; o Alentejo rural assemelha-se como um jardim onde, no lugar de flores, se encontram tesouros dos mais variados géneros. O domínio da arqueologia é sem dúvida um dos campos mais ricos desta provincia:

O cromeleque de Almendres nos arredores de Évora é sem dúvida uma das maiores surpresas destas estruturas provavelmente religiosas do período pré-histórico nos arredores de Évora, mas em torno desta cidade não faltam outros cromeleques, menires contemporâneos desta maravilha, sinais da importante ocupação humana nos mílénios IV a VI antes de Cristo.

Já no período Romano, mais afastado de Évora, mas também no Baixo Alentejo, a vila romana de São Cucufate são sem dúvida outra bela surpresa da importância desta região no império romano no contexto ibérico.

Como frequentemente acontece, aos maiores imóveis romanos, segue-se o aproveitamento cristão e em S Cucufate o fenómeno acontece com antigos frescos com um grau de conservação assombroso.


Castelos, igrejas, palácios e povoados antigos surgem com uma elevada frequência na paisagem e assinalam a história de Portugal que já se aproxima de um milénio, motivo para os numerosos imóveis dispersos, sobretudo nos pontos mais elevados da planície alentejana... mas o tema destes últimos ficará para um artigo futuro.

terça-feira, 1 de junho de 2010

CURIOSIDADES: Obras do Porto da Horta

Já ouvi pessoas a se interrogarem do porquê daqueles pequenos barcos sempre à frente do novo molhe em construção da baía norte do porto da Horta.
Antes destas obras, uma equipa de arqueologia subaquática sondou toda a baía para a detecção de património arqueológico submerso ou não fosse esta uma zona de passagem dos navios entre Lisboa e os territórios do Antigo Império Português dispersos pelos vários continentes.
Presentemente, todo o local de implantação do molhe é rastreado com maior pormenor para detectar algum achado arqueológico, recolhê-lo e encaminhá-lo para local adequado.
Até ao momento, tal como já no passado foi noticiado nos jornais locais, as buscas não foram em vão.