impressões de um geólogo amante de livros e música erudita que vive numa ilha vulcânica bela e cosmopolita
segunda-feira, 9 de julho de 2018
9 de Julho de 1998 - 2018 - 20 anos após o Sismo no Faial
domingo, 6 de novembro de 2016
Curiosidades geológicas: Efeito colateral do último sismo no centro de Itália - erupção de vulcões de lama
Sobre esta tipologia de fenómeno geológico, pouco divulgado pelas populações em geral, já falei neste post, bem como aqui, aqui e aqui há quase 6 anos atrás.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Férias: Pozzuoli a cidade no vulcão que sobe e desce Campi Flegrei
Tal como acontece em muitos edifícios de vulcões ativos, estes tem a particularidade de ao longo do tempo se deformarem, havendo zonas que ora sobem ou descem, cone vulcânico como que "incha" ou "encolhe", inflação ou deflação, em função de movimentos do magma sobem ou descem dentro do edifício. Ora como esta caldeira se situa na costa parte dos edifícios costeiros e o porto ficam expostos a serem ora galgados ora a assistirem ao recuo das águas, transgressão e regressão, assim com o decurso dos anos, as ruínas romanas da foto que foram construídas em terra, já estiveram parcialmente submersas e agora estão emersas e bem acima da água, mas com sinais de erosão marinha, tal como já ocorreram portos que ficaram acima ou submersos pelo mar.
Em torno desta cidade existem ilhas resultantes de cones vulcânicos dentro da caldeira mas dentro do mar, bem como zonas dispersas com fumarolas, a mais conhecida é Solfatara, algo do género do que se observa nas Furnas em São Miguel e onde também se fazem cozidos enterrados no solo.
Pozzuoli é rica em piroclastos vulcânicos com grande percentagem de sílica, composição química que os romanos descobriram servir para produzir uma argamassa útil à construção civil: cimento (concreto no Brasil). Esta matéria-prima tem agora o nome de pozolana devido ao nome desta cidade, e muita da grandeza arquitetónica do Império Romano resulta desta descoberta, sendo o Panteão Romano o exemplo máximo da antiguidade do engenho do homem na construção de um grande monumento com cimento.
O mesmo observatório que acompanha a atividade do Vesúvio também monitoriza o vulcão de Campi Flegrei e sem dúvida esta é uma cidade muito exposta aos riscos vulcânicos e uma erupção deste pode igualmente afetar significativamente Nápoles, embora pelo impacte paisagístico do Vesúvio popularmente poucos de lembram que os Campos Flegreanos constituem um dos complexos vulcânicos mais perigosos da Terra.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Férias: Pompeia - A cidade luxuosa soterrada pelo Vesúvio
Se não visualizar o vídeo no post, observe no Youtube aqui
Espero ter possibilidade de ainda postar fotografias do que observei no terreno nestas férias em Pompeia.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Férias: Campânia e Nápoles - na rota dos vulcões
sábado, 20 de junho de 2015
Férias Toscânia: Pisa e a torre inclinada ou a importância da geotecnia
segunda-feira, 8 de junho de 2015
"O livro de Jón" de Ófeigur Sigurdsson
terça-feira, 9 de julho de 2013
Sismo de 9 de julho de 1998 - 15 anos
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Montanha do Pico em risco - Notícias - RTP Açores
terça-feira, 20 de março de 2012
Crise sísmica na Graciosa
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Bonitas Terras Açorianas 5 - Ribeira Grande
e explorar...
domingo, 22 de janeiro de 2012
Convém lembrar: o risco sísmico em Lisboa
sábado, 9 de julho de 2011
Memórias de 9 de Julho - 13 anos após sismo na Ribeirinha

quinta-feira, 26 de maio de 2011
Costa Leste do Faial


terça-feira, 24 de maio de 2011
Novo sismo na Ribeirinha
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Sismo na Ilha do Faial a NE da Ribeirinha
Imagem do CIVISA com a implantação do epicentro, este departamento calculou a magnitude em 3.7 e intensidade V
Foi sentido às 7h23 dos Açores um sismo na ilha do Faial que segundo os primeiros dados provisórios e sujeitos a correcção terá atingido 3.9 na Escala de Richter e com epicentro a 6 quilómetros a NE da freguesia da Ribeirinha.
Sabe-se que o sismo foi sentido nas ilhas do Faial e de São Jorge, tendo algumas pessoas da Ribeirinha do Faial saído para a rua assustadas com o evento, mas não observei nesta localidade qualquer estrago, este comportamento mais o facto de algumas pessoas no exterior o terem sentido aponta para um intensidade mínima de IV/V na escala de Mercalli.
Última actualização
Segundo diversas fontes, confirma-se para o Faial as intensidades de V - Ribeirinha, IV - Praia do Almoxarife, cidade da Horta, Flamengos e Salão, III/IV -vila da Madalena na ilha do Pico e II - vila de Velas ilha de São Jorge.
Questionam-me porque não é sempre igual a magnitude do CIVISA e a do IM. Embora possam existir outras razões, verifica-se que as grandezas tendem a ser próximas, tal deve-se ao facto do valor resultar de dados colhidos nos sismógrafos dispersos pelas ilhas e da adopção de determinados critérios nas fórmulas, como os aparelhos não estão exactamente nos mesmos locais, nem têm todos a mesma sensibilidade, podem ocorrer pequenas perturbações na precisão do cálculo, se guirem sempre o dado fornecido pelo mesmo Serviços as relações de magnitude de sismos diferentes devem estar correctas. Aliás se virem magnitudes para um mesmo sismo na rede mundial verão que essas discrepâncias também acontecem entre os dados emitidos por diferentes países.
Mais informações serão actualizadas ao longo do dia.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Crise Sísmica no Faial

domingo, 13 de março de 2011
Japão: sismo reactiva o vulcão Shinmoedake?
sábado, 12 de março de 2011
Sismo do Japão, construção sismo-resistente e prevenção nos Açores
2 - Ordenamento do território para a ocupação humana, sobretudo habitacional onde há maior probabilidade de se ser apanhado a dormir, de forma a que as casas não estejam em regiões sujeitas a movimentos de massa, rupturas de superfície, liquefacção dos solos e inundações.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Sismo de Sendai no Japão medido em bombas atómicas
A força das águas a penetrarem no Japão, ao fundo vêem-se pessoas a fugirem às águas
Seguiu-se um maremoto ou tsunami (são dois nomes para o mesmo fenómeno), sinal de que houve importantes movimentações no fundo do oceano, escorregamentos e/ou rotura sísmicas que atingiram o mar com movimentações de um lado em relação ao outro dessas fracturas que empurraram a água gerando grandes ondas, mas diferentes das que se formam nas tempestades.
Até ao momento o número de baixas é pequeno (6 pessoas), mas, tendo em conta a proximidade do epicentro à linha de costa, é provável que entre o maremoto e o terramoto o tempo tenha sido pequeno para que os alertas permitissem atempadamente a fuga das pessoas das regiões mais afectadas por estas ondas marinhas de grande comprimento, amplitude e energia, cujas soluções de engenharia civil para os imóveis resistirem ao seu impacte são difíceis de conseguir e diferentes das destinadas a enfrentar as vibrações e acelerações sísmicas. Temo que com o rescaldo da catástrofe o número de agrave significativamente.












