impressões de um geólogo amante de livros e música erudita que vive numa ilha vulcânica bela e cosmopolita
terça-feira, 22 de maio de 2018
Mordomo das Festas do Espírito Santo
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Festas do Espírito Santo
domingo, 12 de junho de 2011
Espírito Santo a festa dos Açores

quarta-feira, 20 de abril de 2011
Império do Faial à moda antiga
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Império do Espírito Santo - Santo Antão
terça-feira, 25 de maio de 2010
ESPÍRITO SANTO NA RIBEIRINHA 2010
TERÇA-FEIRA DO ESPÍRITO SANTO
domingo, 23 de maio de 2010
ESPÍRITO SANTO NOS ESPALHAFATOS 2010


sábado, 22 de maio de 2010
FESTA DOS ESPÍRITO SANTO E AÇORIANIDADE

Após um passado contencioso com a hierarquia da Igreja, a qual tentou controlar e assumir a liderança da festa do Pentecostes, hoje por norma já é aceite por esta a forma que o povo tem de expressar a sua fé neste dia do calendário religioso, embora ainda por vezes com alguma renitência.
terça-feira, 2 de junho de 2009
FESTAS DO ESPÍRITO SANTO NOS ESPALHAFATOS e RIBEIRINHA 2009
A coroa da Irmandade do Império Central da Ribeirinha (obra em prata do sec. XIX) esteve exposta no altar durante o almoço.Este ano, devido à acústica do espaço, o programa apresentado e, sobretudo, pela boa interpretação, a filarmónica cativou os presentes que foi presenteada com numerosos aplausos e justificando o carinho que esta entidade cultural merece.
sábado, 30 de maio de 2009
PENTECOSTES: A festa do Povo Açoriano
No passado falei duas vezes dos símbolos e depois continuei com as festas, as tradições, os impérios e as lendas ligadas a estas manifestações religiosas tradicionais...
Hoje fica aqui apenas a memória e a ideia de que o Espírito actua onde quer, como quer e quando quer. O Povo Açoriano sempre sentiu que o Divino estava com ele nos seus momentos mais difíceis e mesmo quando alguns não vêem ou não querem, a Fé desta gente vem ao cima e percebe-se a presença e o significado do Espírito Santo no seio desta gente...
sexta-feira, 9 de maio de 2008
ESPÍRITO SANTO - VS GEOLOGIA E LENDAS
A força das festas do Espírito Santo radica na necessidade do Açoriano ter um protector ou defensor contra os sismos, vulcões e intempéries, pelo que talvez seja esta a celebração religiosa em Portugal mais marcada pelos condicionalismos geológicos do que qualquer outra, por isso não admira que em paralelo circulem os numerosos "milagres" que justificavam o agrado do Divino perante esta oferenda do Povo.
A festa do Espírito Santo é sobretudo uma celebração da esmola e da partilha de alimentos, não só pelos mais necessitados, mas também pelos que estão mais próximos, os habitantes da mesma localidade e os amigos. São organizadas através instituições - irmandades, que entre si e num sistema diversificado seleccionam o irmão que organiza a festa em cada ano.
O Espírito da Santo é simbolizado por uma coroa imperial e um estandarte, a festa é precedida pela dádiva de esmolas (num ambiente mais privado) no dia ou na véspera, prossegue com um cortejo da casa do organizador da festa - mordomo, em direcção à igreja, onde é, frequentemente, invocado o Espírito para protecção através da imposição da coroa sobre o mordomo ou familiar.
No império a coroa é colocado no altar e o mordomo serve uma refeição a todos os membros da irmandade e convidados em louvor do Divino, com Sopas do Espírito Santo, cujo corpo central da receita é comum às várias ilhas, massa sovada (uma espécie de pão doce rico em ovos, limão, especiarias e manteiga), arroz doce e vinho, a festa pode prosseguir com os arraiais típicos das festas rurais.
Relatos de correntes de lava que se desviaram perante a exposição da coroa do Espírito Santo, escoadas lávicas que bifurcaram de modo a manter vivo o gado destinado às esmolas e às sopas, crises sísmicas que não afectaram os locais onde se encontrava a coroa, milagres de multiplicação das sopas de mordomos perante um número inesperado de presenças e protecções asseguradas contra o galgamento do mar em tempestades devido à intervenção Divina, abundam em todas as ilhas, alguns casos facilmente explicáveis, outros nem por isso, histórias que misturam a lenda com a realidade do passado que mantém viva a fé neste culto, mas sobretudo que importa recolher e guardar por fazerem parte do Património Imaterial da Cultura Açoriana.quarta-feira, 13 de junho de 2007
FESTAS DO ESPÍRITO SANTO VI - Contrastes além fronteiras
domingo, 27 de maio de 2007
FESTAS DO ESPÍRITO SANTO V - Coroação e Cortejo
A Coroação, realizada no final da missa da Festa, onde o Mordomo, ou um mais dos seus familiares são coroados pelo Sacerdote, com a Coroa do Espírito Santo, uma forma de invocar a Protecção e a Benção divina sobre quem recebe a coroa e seus parentes.

sábado, 26 de maio de 2007
FESTAS DO ESPÍRITO SANTO IV - o Império
Existem diversos estilos, embora sempre com uma coroa do Espíriton Santo no alçado principal, sendo três as tipologias arquitectónicas mais comuns:
Tipologia 2 - Corpo único de pequenas dimensões, raramente mais de 9 m2, no seu interior existe apenas uma divisão com o altar - Exemplo, império da Lombega, freguesia de Castelo Branco, zona sul do Faial.
Tipologia 2 - Império na Estrada Regional, Freguesia de Castelo Brancosexta-feira, 25 de maio de 2007
FESTAS DO ESPÍRITO SANTO III - As sopas
Para garantirem protecção, as famílias mais abastadas implementaram um sistema de distribuição de alimentos aos menos abastados pelo Pentecostes e em louvor do Esírito Santo, pelo evolução social, esta prática generalizou-se por quase todos e hoje, praticamente, a maioria dos açorianos, de uma maneira ou outra, estão envolvidos nestes festejos.
São os membros da cozinha os últimos a comerem a sua refeição, após centenas de pessoas terem sido servidasA bebida tradicional é o vinho do pico (morangueiro desde o século XIX), embora hoje também sejam servidos refrigerantes e vinho de mesa comum.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
FESTAS DO ESPÍRITO SANTO II - Estandarte
Os 3 estandartes em uso na Ribeirinha, montados para o cortejo religioso (clique se para ampliar foto)
quarta-feira, 23 de maio de 2007
FESTAS DO ESPÍRITO SANTO I- Simbologia da Coroa
Embora sejam festas de cariz religioso, desenvolveram-se ao abrigo de um braço de ferro entre a hierarquia da Igreja Católica e a fé popular, foi esta facção, devido ao seu forte enraizamento nas pessoas, quem venceu.
Por isso, nestas festas coexistem rituais tradicionais de cariz folclórico, como os foliões, e uma mistura de símbolos de raiz cristã, com outros de poder secular.
Clique na foto para a ampliar e ver os pormenores descritos
A coroa central é a mais antiga e data do final século XIX, todavia comum a todas elas o seguinte:
Coroa com hastes, as mais antigas têm quatro, simbolo de poder imperial, uma forma de reconhecer ao Espírito Santo o poder máximo, o título de imperador.
Na junção das hastes há sempre uma Esfera encimada por uma Pomba, representando o domínio do Espírito Santo sobre a Terra e sobre o próprio poder imperial.
Junto a cada coroa há um bastão chamado Ceptro, o mesmo nome do bastão utilizado pelos monarcas, outro reconhecimento de autoridade real.
O ceptro tem na sua extremidade superior uma pomba, novamente um símbolo de realeza e hierarquia reconhecido ao Espírito Santo.
Algumas coroas sobre as hastes ostentam também uma Cruz, um sinal da ligação entre a fé no Espírito Santo e a fé em Cristo.
Uma particularidade no nordeste do Faial, onde se situa a Ribeirinha, é a existência de uma imagem de Santo António esculpida no Ceptro, uma mistura da fé em Deus e reconhecimento da intercessão do santo popular deste país. Patrono da localidade dos Espalhafatos da freguesia da Ribeirinha.
Nos próximos dias procurarei entre o apoio às festas e o tempo livre procurarei dar mais informações sobre a forma de como se expressa esta devoção pelos lados da Ribeirinha e da simbologia associada.











