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sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Velha e a Nova CALF

Antiga Fábrica da CALF

Cooperativa Agrícola de Lacticínios Faial talvez tenha sido o maior projecto industrial de iniciativa Faialense em toda a história da ilha, já foi a maior unidade fabril no meio rural da ilha, resistiu ao encerramento da concorrência, sofreu os problemas relacionados com a antiguidade das suas instalações que impediam a expansão do sector dos lacticínios, cresceu, passou e ter um corpo novo apto para suportar o aumento da desejado na produção de leite, mas tal não aconteceu e sobrevive nas dificuldades daí inerentes, mas continua a produzir a manteiga mais saborosa ou gostosa que alguma vez provei...

A Nova Fábrica da CALF...

A Manteiga ilha Azul... um dos segredos da ilha.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Império do Faial à moda antiga

Império do Cascalho - Cedros

O presente modelo arquitectónico de império do Espírito Santo já escasseia no Faial, mas foi muito comum na ilha. Na Ribeirinha as sedes de todas as irmandades já foram deste tipo, primeiro foi o Império Amarelo que foi desviado e reconstruído para alargamento da rua na década de 30 do século XX, tornando-se então num corpo único e com a fachada principal virada para a via, depois foi o sismo de 1998 que destruiu os que ainda respeitavam esta traça: Império Vermelho e o dos Espalhafatos.
Este modelo desenvolvia-se em paralelo com a rua, possuía um edifício com um altar para a coroa e sala de refeições e era o "Império" propriamente dito, sempre virado para um pátio "arramada" onde se realizavam os arraiais e com espaço para a banda de música, no seu outro extremo um edifício "copeira" composto por uma cozinha e por vezes uma área de refeições, completava o conjunto.
O império do Cascalho é neste momento uma relíquia do passado que importa preservar.


terça-feira, 8 de junho de 2010

Freguesias Rurais do Faial 9 - CEDROS

A Freguesia dos Cedros, além de ser uma das mais extensas da ilha, situou-se sempre no grupo das mais populosas e com as economias rurais mais pujantes do Faial. Embora se desconheça a data do seu povoamento, sabe-se que já fora elevada a este estatuto autárquico em 1594 e a origem do seu nome está relacionada com a importante floresta de Cedro-do-Mato, uma espécie da flora endémica dos Açores, que ocupava esta zona.


Situada numa vasta encosta de inclinação suave na zona norte do Faial, a qualidade dos seus terrenos, a sua grande área e a intensa actividade agrícola, conduziram a que esta freguesia fosse o centro da produção de lacticínios da ilha, tendo possuído pelo menos duas unidades fabris, no século XX, uma privada e integrada numa empresa de âmbito nacional, outra de índole cooperativa e envolvendo lavradores de toda a ilha, cuja manteiga e queijo nelas produzidos se destinavam em grande parte à exportação para o Continente.

As grandes transformações sociais ocorridas nas últimas décadas: com a terciarização da economia, o abandono local da produção agrícola e o declínio da vertente leite em detrimento da carne para a exportação, conduziram a uma redução drástica do sector leiteiro, o que levou ao encerramento da unidade fabril privada e a uma crise na única unidade transformadora de leite da ilha e ali situada.
A pujança económica e dimensão populacional no passado e a sua dinâmica social, levou a que a freguesia dos Cedros fosse frequentemente olhada como uma potencial sede de um futuro novo Concelho no Faial, que abrangeria as localidades mais afastadas da Horta. Hoje, a facilidade de transportes, a atractividade da maior urbe da ilha e o declínio agrícola têm provocado não só a redução da sua população, como também a perda do peso nos destinos do único Concelho desta terra dos Açores.

Apesar de tudo, os Cedros, com um povoamento altamente disperso, com núcleos distintos como a Rua de Cima/Janalves, Cascalho, Areias e sobretudo a Ribeira Funda, pela identidade mais forte desta, continua a ser a freguesia mais importante de toda a zona norte da ilha. As suas casas tradicionais e o modo de vida tradicional, tem nos últimos anos não só atraido investimentos de turismo rural, como numerosos europeus, que optam por calma e saudavelmente aqui viver, no meio do verde, ar puro e longe do bulício das grandes cidades do velho continente.

domingo, 19 de julho de 2009

O AZUL DE JULHO NA RIBEIRINHA 2

(clique para ampliar as fotos)

Neste período estival quando a Ribeirinha se veste com o azul das hortênsias e os internautas apostam mais na praia. Concluo a foto-reportagem de um dos meus passeios favoritos de Julho, pelos Matos na Lomba Grande desta minha freguesia.


Quase sempre com o Pico a espreitar, ora de frente, ora de costas e o recticulado das hortências azuis a formar o cenário típico desta paisagem humanizada.


Claro são pastagens e minifúndios, pelo que os olhos curiosos do gado ou o descanso indiferente de algum bezerro é sempre um encontro bucólico ao longo dos caminhos trilhados.


A ilha de São Jorge nunca deixa de estar em competição com a do Pico, mas claro está, daqui, o que ganha em extensão sobre o mar, perde em altura e proximidade.


O conceito de Triângulo, constituído pelo Faial, Pico e São Jorge, é evidente neste foto, onde depois do recticulado de hortênsias, o farol ilumina o caminho que une estas três ilhas.


Aqui termina a Ribeirinha, além são os pastos do Salão que se unem aos dos Cedros, numa superfície menos acidentada e fotogénica, mas o cenário azul e verde, ponteado por manadas de gado bovino, a apascentar calmamente, prossegue ainda na paisagem por vários quilómetros. É julho no Faial, a ilha azul dos Açores.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O Nosso Carnaval 3 - A DANÇA

Outra forma de expressão carnavalesca é a Dança de Carnaval, uma misto de representação teatral e de dança, típico dos Açores e com expoente máximo na ilha Terceira, onde existem dois tipos diferentes, embora ambos ligeiramente diferentes da do Faial.No Faial, a Dança de Carnaval apresenta-se no chão, nunca em palco, começam por um cortejo de pares a desfilar para o lugar da representação, muitas vezes em plena rua, ao longo desta entrada cantam versos de apresentação da localidade da sua proveniência e realçam alguns dos atributos da sua freguesia e ilha. Podem envergar arcos ou não nesta fase.
Segue-se uma representação, na generalidade alegre e cómica, enredo. No qual fazem uma sátira social de uma situação local ou uma crítica aos costumes actuais, algumas personagens da dança assumem os papeis principais e os restantes pares, por norma em quadra, expõem julgamentos populares da situação, no fim surge um final feliz e uma lição moral.
A dança prossegue por norma com um de dois tipos de modas; os cardaços, apresentada na foto acima, ou a dança de maços. Para qualquer uma delas existem composições específicas tradicionais e que se enraizam no passado de cada localidade. A coreografia dos cardaços, comum em muitas regiões da Europa, pouco varia, mas é acompanhada por cantares. A dança dos maços (uma espécie de martelo de pedreiro em madeira e pintado de cores vivas), por norma é mais ritmada, nem sempre cantada e permite maior diversidade coreográfica. Quando criança, na Ribeirinha os maços eram praticamente omnipresentes em todas as Danças de Carnaval.
Uma última moda completa a dança, uma marcha sempre cantada, com arcos ou não, onde os marchantes se despendem dos presentes e por vezes salientam a mensagem do enredo.