A Freguesia dos Cedros, além de ser uma das mais extensas da ilha, situou-se sempre no grupo das mais populosas e com as economias rurais mais pujantes do Faial. Embora se desconheça a data do seu povoamento, sabe-se que já fora elevada a este estatuto autárquico em 1594 e a origem do seu nome está relacionada com a importante floresta de Cedro-do-Mato, uma espécie da flora endémica dos Açores, que ocupava esta zona.

Situada numa vasta encosta de inclinação suave na zona norte do Faial, a qualidade dos seus terrenos, a sua grande área e a intensa actividade agrícola, conduziram a que esta freguesia fosse o centro da produção de lacticínios da ilha, tendo possuído pelo menos duas unidades fabris, no século XX, uma privada e integrada numa empresa de âmbito nacional, outra de índole cooperativa e envolvendo lavradores de toda a ilha, cuja manteiga e queijo nelas produzidos se destinavam em grande parte à exportação para o Continente.

As grandes transformações sociais ocorridas nas últimas décadas: com a terciarização da economia, o abandono local da produção agrícola e o declínio da vertente leite em detrimento da carne para a exportação, conduziram a uma redução drástica do sector leiteiro, o que levou ao encerramento da unidade fabril privada e a uma crise na única unidade transformadora de leite da ilha e ali situada.

A pujança económica e dimensão populacional no passado e a sua dinâmica social, levou a que a freguesia dos Cedros fosse frequentemente olhada como uma potencial sede de um futuro novo Concelho no Faial, que abrangeria as localidades mais afastadas da Horta. Hoje, a facilidade de transportes, a atractividade da maior urbe da ilha e o declínio agrícola têm provocado não só a redução da sua população, como também a perda do peso nos destinos do único Concelho desta terra dos Açores.

Apesar de tudo, os Cedros, com um povoamento altamente disperso, com núcleos distintos como a Rua de Cima/Janalves, Cascalho, Areias e sobretudo a Ribeira Funda, pela identidade mais forte desta, continua a ser a freguesia mais importante de toda a zona norte da ilha. As suas casas tradicionais e o modo de vida tradicional, tem nos últimos anos não só atraido investimentos de turismo rural, como numerosos europeus, que optam por calma e saudavelmente aqui viver, no meio do verde, ar puro e longe do bulício das grandes cidades do velho continente.