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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Nasceu um novo blog no Faial - HORTA XXI

HORTA XXI - Subordinado ao seu editorial...
O PRESENTE BLOG TEM COMO RAZÃO DA SUA EXISTÊNCIA SERVIR DE PLATAFORMA DE DISCUSSÃO SOBRE O PATRIMÓNIO FAIALENSE, URBANISMO DA CIDADE DA HORTA, FÓRUNS E DEBATES DE CIDADANIA SOBRE ESTA CIDADE À BEIRA-MAR PLANTADA. O PRESENTE BLOG É DE CARÁCTER APOLÍTICO, PELO QUE QUAISQUER PARTICIPAÇÕES RELACIONADAS COM PARTIDOS POLÍTICOS SERÃO RETIRADAS

Espero que seja um espaço em prol do Faial e dos Faialenses, com destaque para a cidade da Horta, um contributo para o sonho de se construir já a partir de hoje uma Horta melhor para o futuro.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

SETE ANOS: 11 de Setembro de 2001

(clique nas imagens para as ampliar)

11 DE SETEMBRO DE 2001 - 11 DE SETEMBRO DE 2008
7 ANOS

Fotografia extraída da Wikipedia


Duas torres gémeas, irmãs unidas na origem e no fim, símbolo da violência que o homem é capaz de exercer sobre o seu irmão.
Ausência que me faz recordar não só os mortos daquele dia, mas também me torna presente todas as vítimas da intolerância que religiões irmãs sempre têm  infligido aos seus crentes.
Desaparecimento que evidencia todas as injustiças que esta civilização actual e global comete contra a humanidade e cujos seus membros entroncam num antepassado comum.
Ground Zero que me ensina que o mundo tem de saber recomeçar de novo, mas sem cometer os mesmo erros.

Mensagem em memória de todas as vítimas do terrorismo fruto desta sociedade injusta!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

REGRESSO E O PÓS-REFLEXÃO

Após o dever de trabalho cumprido... eis que começa a viagem de partida de Ponta Delgada, em São Miguel...


para o regresso à Horta, no Faial.

Novamente pronto para recomeçar o trabalho e... com o bichinho do blog a morder cá dentro.

Espero, muito rapidamente, recomeçar a actividade desta página, até porque o período de reflexão, os comentários inesperados recebidos durante conversas em Ponta Delgada e a participação dos visitantes no inquérito e nas marteladas, demonstraram que afinal Geocrusoe deve continuar, talvez com uma frequência de actualizações menor... mas, independentemente da velocidade... o importante é seguir em frente.

domingo, 1 de junho de 2008

QUE FAZER COM ESTE BLOG? Inquérito

Nos últimos tempos tenho-me interrogado sobre o que fazer com este blog. Nascido acidentalmente há mais de um ano, quando apenas queria colocar uma mensagem num outro blog. Desde então, Geocrusoe tomou corpo e cresceu, aqui partilhei as minhas impressões, gostos e saberes, enquanto o espaço se tornou cada vez mais visitado, sobretudo por lusófonos espalhados pelos vários continentes.

Uma vez que profissionalmente me desloco a Ponta Delgada nos próximos dias, julgo ser o momento de dar a palavra aos visitantes de uma forma diferente. Sei que destes alguns são conhecidos e trocam impressões comigo aqui e fora deste espaço, outros tornaram-se amigos e companheiros da blogosfera e comentam as mensagens aqui deixadas, alguns solicitaram a disponibilidade de textos e fotos para a sua vida, mas a maioria continua desconhecida e aqui passam com uma frequência variada ou por acaso e sem uma palavra.

Assim, decidi ouvir e conhecer um pouco mais quem aqui me visita. Porque vem, o que procura e o que gostava de encontrar mais? Não direi que Geocrusoe ficará à medida dos leitores, numa versão de mensagens a pedido. Continuará a ser a minha página, com as minhas impressões como geólogo que gosta de ciências, de artes e de trocar ideias e saberes, a partir de uma ilha bela e cosmopolita, embora já não tão isolado, mas adequar as conversas aos interesses de ambas as partes também é positivo e fortalece a união.

O inquérito não permite conhecer o autor das respostas, pelo que pode participar e continuar incógnito, para qualquer identificação ou outra pormenorização continua disponível o cantinho das marteladas por baixo do post, aberto e sujeito à minha moderação, caso se torne necessário perante alguma pancada em desrespeito às tradições deste blog. PARTICIPE!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA - que lugar para as Ciências da Terra?

Até meados do século passado sabe-se que a divulgação científica era considerada um trabalho menos nobre no campo das pessoas ligadas às ciências.
Depois o impacte de grandes obras de divulgação científica, em livros ou na televisão, de Richard Dawkins, Carl Sagan, Steve Hawking, David Attenborough e muitos outros, ou de denúnica de problemas ambientais, como "A Primavera Silenciosa" de Rachel Carson, mostraram a importância da divulgação do conhecimento científico, de uma forma acessível ao grande público, como meio para se valorizar a ciência, cativar novas gerações de investigadores, fundos para os projectos a implementar e catapultar o conhecimento e o progresso das sociedades.
Na minha opinião, em Portugal a Divulgação Científica nunca foi um instrumento valorizado e um dos campos onde mais se sente essa lacuna é nas Ciências da Terra.
À excepção de alguns programas ligados ao 50º aniversário dos Capelinhos ou ao terramoto de Lisboa e de alguma informação de apoio nalguns programas sobre ambiente, a Geologia, Geografia física, Geofísica e Geomorfologia, etc. estão ausentes dos programas de televisão, jornais e livros de Divulgação Científica produzidos nacionalmente.
A título de exemplo e não de bairrismo, no trimestre que antecedeu ao presente Ano Internacional do Planeta Terra, a CBC, o canal de serviço público de rádio e televisão canadiano, apresentou, com grande pompa e divulgação nas duas línguas oficiais federais, uma série de cinco episódios, em horário nobre, sobre a Geologia do Canadá, com o nome "Geologic Journey" ou "Odyssée Géologique" para preparar o grande público para as comemorações a decorrer ao longo do presente ano.
Hoje a série está disponível em dvd e à venda em todas as principais lojas de produtos deste suporte audiovisual naquele país.
Em Portugal que se passa?
As orlas Mezocenozóicas, a Zona Centro-Ibérica, a Faixa Piritosa Alentejana, o Vulcanismo das Ilhas, a Tectónica e Sismicidade em Território Nacional, entre outros assuntos, não dariam temas para séries televisivas de modo a dar a conhecer ao povo português as principais características do chão nacional?
No momento em que as Ciências da Terra parecem preteridas, face a outras matérias no ensino básico e secundário, a quem interessa este tipo de desconhecimento sobre o nosso País?
Quem olha os eventos da página nacional das comemorações do Ano do Planeta Terra, vê que a maioria dos acontecimentos já ocorrem nos anos normais e apenas a dinâmica de alguns núcleos de professores permite uma concentração de acções nalgumas regiões, como no caso de Leiria (parabéns!).
Na internet, a divulgação está sobretudo a cargo de alguns blogs pessoais e escolas. Não parecem existir páginas de instituições com conteúdo e diversidade tipo USGS, Smithsonian Institute ou outras típicas de países onde o conhecimento é a alavanca para o progresso nacional.
A quem interessa esta falta de um sistema forte de divulgação científica em Portugal, com destaque para as Ciências da Terra?
Alguém dos profissionais ligados a este campo de saber está a fazer algo para mudar esta situação em Portugal?
Com esta lacuna alguém pode admirar-se com a pretensa desvalorização nacional dada às Ciências da Terra?
Dúvidas que talvez não terei resposta, mas que já não mais posso em consciência calar.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

40 ANOS DE PARTIDA - 40 ANOS DE CHEGADA

Há 40 anos deixei a minha Terra,
My Home and Native Land...
Há 40 anos tiraram-me de uma Terra com democracia, dinheiro, tolerância e progresso.
Há 40 anos cheguei à minha Pátria,
País de Nobre Povo, Nação valente...
Há 40 anos colocaram-me numa Pátria com ditadura, pobreza, conservadorismo e atraso.
Há 40 anos que não deixei de amar a Terra que me viu nascer.
Há 40 anos que passei amar a Pátria que me acolheu.
40 anos de dúvida
partir...
ficar.
40 anos de divisão entre a Terra e a Pátria,
40 anos que sei
que não sou de cá...
que não sou de lá...
sou de cá e lá.
40 anos que não sei o que seria sem esta Partida...
sem esta Chegada.