Já há muito tempo que não falava de grutas vulcânicas, apesar de ter desenvolvido alguma exploração no domínio da vulcanoespeleologia no início da década de 1990, que me deixou algumas saudades, embora não fosse um génio nas escaladas. O Geocrusoe dedicou um post às
Cavidades Vulcânicas e outros dois à génese dos
Tubos de Lava e dos
Algares Vulcânicos, sem esquecer as ONG que conheço que desenvolvem este tipo de explorações:
Os Montanheiros, Gespea e
Amigos dos Açores.
Estalagmite de lava bifurcada, o relevo na superfície da estrutura resulta do acumular de pingos de lava caída sem se misturarem entre si, a bifurcação indicia dois pontos de queda do tecto.Recentemente, o visitante deste blog, Valter Medeiros, autor do
Ilha do Pico ao Natural, enviou-me fotos com estruturas típicas das grutas vulcânicas, que tenho o prazer de divulgar com a sua autorização.
As estalagmites de lava, desenvolvem-se no chão a partir da acumulação da queda de pingos deste material vulcânico ainda quente e parcialmente fundido, sobretudo, durante a formação de tubos de lava.
Estalactites de Lava e Pingos de Lava, as formas alongadas resultou da distensão provocada pela gravidade quando o material ainda estava ligeiramente fluido mas que não atingiu a rotura e posterior queda.As Estalactites de lava, quando pouco desenvolvidas são designadas apenas por Pingos de Lava, correspondem à escorrência do tecto de lava ainda com alguma fluidez, mas já com consistência e viscosidade suficiente, devido à solidificação parcial com oarrefecimento, que impede que as "gotas" caiam no chão, ficando assim penduradas no tecto da gruta.
PS: Penso que há problemas de segurança no link do Gespea, motivo porque não o coloquei no post .