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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vila do Porto, o Alentejo nos Açores

Vila do Porto (clique para ampliar)

Todas as vezes que vou a Santa Maria impressiona-me o contraste da paisagem verde e montanhosa das restantes ilhas Açorianas com o dourado plano da parte ocidental da terra mais antiga do Arquipélago, tanto geologicamente como de povoamento pelos Portugueses.
Apesar de tudo, sempre me senti bem em Santa Maria, uma terra acolhedora devido à importância do seu aeroporto internacional. Vila do Porto, a capital da ilha, quase com uma rua única que se estende desde o porto até ao interior da ilha tem um casario branco ao longo de uma via larga, contrastando com outras povoações mais importantes do Arquipélago.

Rua principal de Vila de Porto

Vila do Porto vista de fora parece sempre uma terra alentejana dentro dos Açores, observada de dentro tem alma e arquitectura Açoriana e onde se encontram imóveis antigos de grande beleza.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Santa Maria a primeira ilha dos Açores

Praia Formosa - ilhas de Santa Maria, foto daqui

Não só é a ilha geologicamente mais antiga dos Açores, como tudo indica foi a primeira a ser descoberta e povoada pelos Portugueses.
É nesta terra onde parte do relevo foi intensamente modelado pelo mar, existem rochas calcárias entre as vulcânicas e se encontram baías com praias deslumbrantes que ando em trabalho por estes dias...

domingo, 17 de julho de 2011

Capelinhos - Centro de Interpretação

Este fim-de-semana, em papel de guia turístico para familiares, voltei a andar por aqui e posso dizer que continuo a recomendar uma deslocação ao interior deste Centro a quem nunca lá esteve.
Sem dúvida um espaço a conhecer, apesar de estagnado no tempo, a sua qualidade inicial merece sempre a primeira visita.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A insustentável qualidade de vida açoriana no Verão

Depois de ter cantado as brumas desta ilha, estas espantaram-se imediatamente e logo regressei a meu estilo predilecto de vida no Verão quando não estou de férias:
Sair do trabalho e interromper a viagem de 10 minutos do percurso de 10 km de regresso a casa para dar um mergulho nestas águas azuis, bem temperadas, límpidas e com as três ilhas do Triângulo debruçadas sobre o mar e depois já no lar ter ainda sol para aproveitar o fim de tarde para uma leituras relaxantes na rua.
Por isso não admira que as minhas raízes se tenham entranhado tão fundo no Faial e teime em cá ficar a aproveitar todas as bênçãos que o Verão disponibiliza neste Triângulo.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ilhas de Bruma

O calor húmido está aí, mas brumas voltaram aos Açores em pleno Verão.
Depois de uns dias de sol, onde o Atlântico nos ofertou excelentes banhos: "a água estava consolando" em pura linguagem açoriana, como as tristezas não nos levantam o espírito, fica aqui uma das canções populares mais belas destas Ilhas de Bruma... pois este hino de brumas até nos faz bem à alma...


sábado, 9 de julho de 2011

Memórias de 9 de Julho - 13 anos após sismo na Ribeirinha

Foto de Conceição Quaresma - clique para ampliar

Numa região sísmica, cada dia que passa é mais um após o último terramoto e menos um para o que se avizinha, que não se sabe quando e onde ocorrerá.
Consciencializado para o risco sísmico, sabendo que nesta região ocorre por norma um evento com estragos avultados em quase todas as décadas, que o último fora a 1 de Janeiro de 1980, há mais de 18 anos, perguntava-me pelo próximo, mas esperava calmamente e estudara abrigos em casa.
Na madrugada de 9 de Julho de 1998 adormecera calmamente após iniciar a leitura de um novo livro: "Caos" de James Gleick... às 5h19 uma trovoada do interior da terra acorda-me e imediatamente penso: Aí vem ele!
Num salto abrigo-me debaixo de uma escrivaninha e prossegue o ribombar acompanhado de um abanar cada vez mais forte, a minha setter procura protecção ao meu lado... ouço louças a partirem-se dentro de casa, depois um solavanco assustador e apercebo-me de paredes a desmoronar perto de mim e então vejo o guarda roupa no ar a projectar-se em minha direcção... sei que é o meu último momento... mas não foi!
Tudo abana, a mobília protegeu-me e numa eternidade com menos de vinte segundo tudo se foi acalmando. Fui um sortudo... outros não, mas nunca mais serei o mesmo.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Arquitectura esculpida do Basalto

Um imóvel bonito que mostra a beleza do contraste do basalto negro das cantarias com o branco das paredes, antigamente caiadas de cal, um exemplo onde a pedra é trabalhada com gosto quanto baste para originar um conjunto arquitectónico que concilia estética e bom gosto tradicional de uma forma não ostensiva mas cheia de dignidade senhorial.

É assim que vejo o solar dos Noronhas na Ribeira Seca em São Jorge e por ele vale a pena passar na estrada que une a vila Calheta à freguesia na alternativa mais próxima do litoral

segunda-feira, 4 de julho de 2011

HORTA - 178 anos como cidade

Hoje, 4 de Julho de 2011, a Horta celebra o 178.º aniversário da sua elevação de vila à categoria de cidade.
Cidade-mar, Cidade-baía, Cidade-porto ou simplesmente cidade, a Horta não precisa de se engalanar para ser bonita, a sua beleza é natural, mas exuberante, é intrínseca ao seu desenvolvimento em encosta que se estende até ao mar ao qual se abraça numa baía transformada em porto.
A Horta, com os seus monumentos brancos expostos à baía, rodeada do verde das pastagens, do azul das hortênsias e do mar ou do rosa das azáleas, contornada de relevos e com o Pico em frente a saudá-la, é uma cidade que se torna bela de qualquer ângulo, mais ainda aos olhos de quem a ama...
Horta... Parabéns!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

1.º de Julho - Canada Day

Canadá, um País que soube transformar os seus constrangimentos em potencialidades e tornar-se num dos Estados humana e economicamente mais desenvolvidos do Mundo, um exemplo para muitos povos, uma nação que nasceu a 1 de Julho de 1867 e será sempre a Terra Natal deste Canadiano com orgulho.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dia de São Pedro - o último Santo Popular


Martírio de São Pedro, um pescador que chegou a papa (Caravaggio)



Junho é o mês dos santos populares, Santo António a 13, Lisboa; São João Baptista a 24, muitos concelhos de Portugal como Porto, Angra do Heroísmo e Horta; e por fim São Pedro no dia 29, Ribeira Grande e Barreiro, mas este concelho celebra o feriado na véspera, dia de elevação a cidade.

Apesar de serem dias comemorativos de santos cristãos, na verdade a força destas festas populares radica na tradição pagã associada ao solstício de Verão. As fogueiras e crenças semi-mágicas da noite de São João não passam de relíquias desses tempos e religiões onde as estações tinham um papel importantíssimo nas festividades.

Curiosamente, São Paulo, que também se celebra a 29 de Junho, passa esquecido neste pacote de santo popular, talvez porque para fugir ao populismo a igreja Católica celebre mais intensamente a sua conversão a 25 de Janeiro.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Recordando Guilhermina Suggia



Hoje, na data do nascimento da maior violoncelista que Portugal deu ao mundo e uma das melhores de todos os tempos da história da música, apresento uma das poucas gravações que existem desta mulher, que além da sua qualidade reconhecida globalmente, teve ainda de afrontar os preconceitos do seu tempo para optar por um instrumento praticamente vedado a senhoras.
Para saber um pouco mais desta grande mulher que honra a cultura de Portugal e a cidade do Porto consultar aqui

sábado, 25 de junho de 2011

SÃO PEDRO DA BOCA DA RIBEIRA 2011

Apesar do tempo não estar tão solarengo como na foto, começam hoje à noite as festas de São Pedro no Porto da Boca da Ribeira da Ribeirinha, com os tradicionais bailes populares.
Amanhã, além do programa religioso, há em paralelo o tradicional churrasco em benefício da filarmónica, convívio, provas de bicicleta e quiçá, se o tempo se lembrar da estação em que nos encontramos, banhos nestas águas azuis, agora que as obras deste Verão já estão concluídas.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Faial visto de São Jorge

(clique nas fotos para as ampliar)

Há dias mostrei aqui a ilha de São Jorge visto da Ponta da Ribeirinha no Faial, hoje a perspectiva é a oposta... em primeiro plano em baixo a vila de Velas

O Faial visto de São Jorge e para olho treinado lá está a Ponta da Ribeirinha, por curiosidade praticamente a meio da ilha ao fundo, a perspectiva não permite ao olho humano se aperceber que na metade à esquerda a costa é quase Sul-Norte e a partir de então inflecte para Oeste. O branco predominante da cidade da Horta observa-se quase no extremo esquerda da imagem.

terça-feira, 21 de junho de 2011

São Jorge - Uma relação a manter

Foi em torno da igreja de Santa Bárbara das Manadas, classificada de património nacional, que nasceu a minha relação com São Jorge, era eu ainda uma criança de escola, desde então o meu encanto por esta ilha nunca mais me deixou...

As minhas relações estenderam-se no início por toda a freguesia e depois alastraram-se desde a Ponta dos Rosais à Pontinha do Topo, desde então ficaram-me recordações de excelentes para não mais esquecer e a ligação foi sempre crescendo.


Hoje voltei a esta ilha e, pela primeira vez, mais para cortar algumas ligações do que para recordar, mas uma certeza fica: terei sempre uma relação viva com São Jorge e esta ilha nunca deixará de ser uma das minhas terras predilectas...

sábado, 18 de junho de 2011

SARAMAGO, um ano depois da morte: uma Homenagem

Saramago por Bottelho, imagem daqui

José Saramago morreu faz hoje um ano, já muito se disse sobre o único escritor laureado de língua portuguesa laureado com o Prémio Nobel da Literatura e as suas polémicas, o que penso dele registei-o neste post no dia da sua morte.
Hoje a minha homenagem limita-se a recordá-lo neste blogue e a começar a ler mais um livro da sua vasta obra: "As Intermitências da Morte", aliás, penso que lê-lo é a melhor forma de o honrar.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Paisagens da Ribeirinha 4 - o velho e o novo Farol

A terminar a série sobre as paisagens desfrutadas na Pontinha com fotos tiradas este ano, fica um novo ângulo (mais deprimente) do imóvel que foi o orgulho da Ribeirinha e é o seu símbolo central do brasão da freguesia, é o que resta hoje da sua destruição pelo sismo de 9 de Julho de 1998...
Infelizmente, o farol da Ribeirinha está presentemente limitado àquele mastro encimado por um lâmpada alimentada por um painel solar...
Moderno... sem dúvida!
Ecológico... com certeza!
...Mas sem a beleza e o fascínio dos outros tempos!

o que para um Ribeirinhense dói!...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Espírito Santo no Império Amarelo da Ribeirinha 2011

Além da expressão de religiosidade, a festa do Espírito Santo continua a ser a maior tradição Açoriana. É tal a sua intensidade que alguns pretendem mesmo levá-la a Património Imaterial da Humanidade e hoje, segunda-feira de Pentecostes é o Dia da Região Autónoma dos Açores, outra forma de evidenciar politicamente a importância destas celebrações na identidade Açoriana.

Importa salientar que mesmo em terras pequenas, esta expressão de iniciativa popular continua bem viva e tem sido a hierarquia da Igreja a seguir o povo, sem comprometer o seu credo, e não o motor desta devoção que parte do coração dos leigos mais ou menos unidos ao corpo do catolicismo.

Na Ribeirinha, o Império Amarelo continua vivo e as Coroações dão sinal de vigor e todos os anos há jovens a aderir à irmandade... este ano não foi excepção. Prova de vitalidade cultural e de Fé.