Páginas

terça-feira, 17 de março de 2009

IMAGENS DO NOSSO QUOTIDIANO 1

Fachadas que se debruçam para o mar a ver o Pico, o Peter Café Sport a acolher os homens de todos os cantos do planeta e línguas que se atrevem a cruzar os mares, o museu do scrimshaw a recordar a arte de trabalhar o marfim de cachalote, os quiosques de apoio aos interessados no mergulho e na observação de cetáceos e um pescador... indiferente a tudo isto, ociosamente a aguardar um peixe fresco no anzol. Retrato de uma Horta sempre bela, cosmopolita e pachorrenta na encruzilhada entre o Velho e o Novo Mundo, numa tarde calma de Inverno.

domingo, 15 de março de 2009

Recuperações: FORNOS DE TELHA

Talvez porque porque gosto muito dos imóveis em si, talvez porque estão num dos meus lugares predilectos ou talvez porque já antes do sismo eu pensava na sua reabilitação e ela só recentemente veiu e, sobretudo, para contrariar o post anterior...

Aqui estão novamente os exemplos da recuperação dos fornos de telha da Boca da Ribeira da Ribeirinha.

Não estão a ser usados na cozedura de novas telhas canudo, típicas das coberturas dos nossos edifícios açorianos, mas possuem elementos que demonstram como eram feitas estas peças antigamente.

O conjunto dos fornos, junto a um abrigo de barcos, forma um aglomerado de imóveis de arquitectura industrial rural tradicional único no Faial e uma prova que quando o homem quer, sabe mesmo recuperar o legado dos nossos pais para memória futura.

Talvez um dia um artista do barro também possa voltar aproveitar estas recuperações para demonstrações mais profundas sobre o modo de trabalhar o barro e dar ainda mais vida a estes fornos de telha... nem que seja ocasionalmente, até lá... fica o bom e belo exemplo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

RUÍNAS: sortes diferentes

As ruínas podem manter-se para memória futura, ser aproveitadas ou não para bem de todos, eis três exemplos que não tiveram sempre o mesmo destino.

Ruínas do Convento do Carmo em Lisboa, fortemente danificado com o sismo de 1 de Novembro de 1755, não foi reconstruído, mas o imóvel foi requalificado e intervencionado para acolher um museu arqueológico, é hoje um espaço seguro com eventos culturais e de atracção turística da capital de Portugal.

Farol da Ribeirinha no Faial, fortemente danificado pelo sismo de 9 de Julho de 1998, não se encara a sua consolidação, vedado para segurança dos visitantes, muitas vezes turistas, que continuam a ser atraídos pela beleza da zona e a forte presença do edifício na paisagem.

Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche em Berlim, fortemente danificada em 1943 pelos bombardeamentos da II Guerra Mundial, efectuou-se a limpeza das áreas totalmente destruídas, intervenção de consolidação da torre para acolhimento do Salão do Memorial e criação de condições de segurança. Foi edificada uma nova sineira e uma igreja nos espaços deixado vagos e de arquitectura moderna arrojada. Um importante ponto de atracção turística da capital Alemã.

segunda-feira, 9 de março de 2009

ERUPÇÕES SURTSIANAS pré-povoamento dos Açores

A concluir a série de vulcanismo surtsiano ou surtseiano, segundo a grafia de outros, aqui vai uma listagem de edifícios formados por este tipo de actividade eruptiva (caracterizada por a chaminé ter estado em contacto com a água do mar) e situados em diferentes ilhas dos Açores.

ILHA DO FAIAL
Costado da Nau, formou a antiga linha de costa do extremo ocidental do Faial até aos Capelinhos. Uma erupção irmã mais velha, muito próxima, mas semelhante na génese e na evolução.

Monte da Guia, um cone em ferradura, com uma dupla cratera a demonstrar a existências de duas bocas eruptivas durante a sua actividade, muito próximo de terra e unido a esta por um istmo de areia.

ILHA DO PICO
Ilhéus da Madalena, os restos de uma pequena ilha no canal Faial - Pico, com uma formação semelhante à ilha Sabrina e que já deve ter sido um cone único.

ILHA DE SÃO JORGE
Morro Grande, responsável por parte da área da fajã onde se instalou a vila de Velas, pois os materiais emitidos uniram o novo edifício a terra.

Morro de Lemos, a mesma erupção que construiu o edifício anterior, uma irmã de idade diferente ou uma actividade gémea? Dúvidas que ainda não me sinto devidamente esclarecido.

ILHA TERCEIRA
Monte Brasil, a erupção marinha que se uniu à ilha e criou uma angra abrigada, em torno do qual se instalou a cidade de Angra, hoje honrada com o título do Heroísmo. Foto de Luís Silveira, proveniente daqui


Ilhéu das Cabras, um cone vulcânico fragmentado mas com uma génese igual à da ilha Sabrina e uma duração bem superior...

ILHA DE SÃO MIGUEL
Ilhéu de Vila Franca do Campo, apesar de muito erodido, preserva ainda a sua cratera praticamente fechada ao mar mas inundada de água, como característico da actividade surtsiana.

Rosto de Cão ou Ilhéu de São Roque, os restos de um edifício muito erodido que deve ter sido um morro ligado à ilha e cuja forma fez lembrar a cabeça de um cão, o que ficou registado na toponímia de duas freguesias. Foto gentilmente cedida por Carlos Campos.

Ilhéus dos Mosteiros, os vizinhos da ilha Sabrina mas que sobreviveram por muito mais tempo e que nunca pertenceram à coroa britânica. Foto gentilmente cedida por Carlos Campos.

Embora sem foto, tenho informações que o Morro das Capelas corresponde a um outro edifício que se formou, sobretudo, a partir de uma actividade eruptiva do tipo surtsiano.

Poderão ter existido outras erupções do mesmo tipo ou haver ainda alguns edifícios que eu não conheça ou não tenho a certeza, mas julgo que listei os casos mais importantes.
Podem ver que algumas erupções estiveram sempre separadas da ilha vizinha e outras junto à costa uniram-se a terra, mas todas tiveram um período de actividade eruptiva em que a chaminé se encontrava inundada por água do mar. Mas atenção, também existem ilhéus hoje que não são surtsianos.

sexta-feira, 6 de março de 2009

REGRESSO A CASA

Vista aérea das freguesias rurais da costa leste do Faial: Praia do Almoxarife, Pedro Miguel e Ribeirinha (mais distante)

É sempre um prazer voltar a casa, após uma semana extenuante de trabalho fora...

quinta-feira, 5 de março de 2009

ILHA SABRINA - um incidente diplomático num vulcão Açoriano

O vulcão dos Capelinhos não foi a primeira erupção submarina nos Açores do tipo surtsiano após o povoamento das ilhas. Em Janeiro 1811, a oeste de São Miguel, defronte da ponta da Ferraria, a uma distância pouco superior a 5 km de terra, surgiu um vulcão submarino que se manteve activo, pelo menos, até ao início de Julho do mesmo ano, embora possam ter existido alguns períodos de repouso.

Desenhos da tripulação do navio britânico a descrever actividade eruptiva e a morfologia da ilha Sabrina. Imagem da Wikipédia

Embora a época dos descobrimentos já tivesse acabado, havia séculos, ainda não exisitia o actual conceito de águas territoriais ou nacionais, assim, a nova ilha pertenceria ao primeiro povo que a pisasse e nela hasteasse a sua bandeira nacional. Encontrando-se um navio militar britânico na região de São Miguel, de nome Sabrina, provavelmente em missão de reonhecimento devido a se estar na época de Napoleão e das invasões francesas, o mesmo fez então várias tentativas para desembarcar nesta nova terra, o que só conseguiu em 4 de Julho do mesmo ano, onde hasteou a bandeira, declarou a soberania britânica e baptizou a nova ilha de Sabrina.
O desenho da época evidencia bem a semelhança da erupção de Sabrina com as fotos das primeiras fases das erupções dos Capelinhos e de Surtsey. Imagem da Wikipédia

A situação poderia desencadear um incidente diplomático com os nossos aliados ingleses e em luta do nosso lado contra as invasões francesas: por no seio dos Açores, totalmente português, assumirem a soberania de uma décima ilha nascida do mar... Mas, tal como já referi, devido à erosão, o destino das ilhas vulcânicas é tornarem-se em montes submarinos e no caso de edifícios de cinza vulcânica, isso pode acontecer muito depressa, como descrito aqui para os Capelinhos. A este problema deu a Natureza uma solução rápida logo em Outubro do mesmo ano, provocando o desaparecimento total de Sabrina.

Costa ocidental de São Miguel, vendo-se à direita a pequena Ponta da Ferraria, defronte da qual a erupção construiu a ilha Sabrina.

Poderão ter ocorrido outras erupções submarinas nos Açores do tipo surtsiano após o povoamento, mas os Capelinhos, pela informação científica, e Sabrina, pelo incidente diplomático, tornaram-se nos dois casos mais famosos do Arquipélago deste estilo eruptivo.

Fonte parcial da informação do texto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_Sabrina

terça-feira, 3 de março de 2009

NA ILHA DO ARCANJO EM TRABALHO

A partir de hoje e ao longo desta semana a vida profissional decorre em São Miguel.

O trabalho dever-me-á obrigar a algumas deslocações dentro da ilha do Arcanjo, mas o ponto de partida deverá passar por aqui... com mais ou menos sol e a ver o local onde exactamente comecei a minha vida profissional, há cerca de duas décadas atrás em Ponta Delgada... o tempo corre mesmo rápido!
Sempre que possível, espero aqui continuar a viajar no ciberespaço e a manter o Geocrusoe activo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

GEOCRUSOE - SEGUNDO ANIVERSÁRIO

Dois anos de blog Geocrusoe

Imagem daqui

O blog Geocrusoe nasceu acidentalmente, quando pretendia aceder ao convite de um outro blog. Geocrusoe não teve uma linha editorial inicial, depois definiu o seu rumo e os comentários apoiaram a sua continuação. Esta página cresceu, amadureceu e as áreas temáticas reflectem o gosto do autor: a geologia com destaque para a vulcanologia e riscos naturais; a cultura, erudita ou radicada nas tradições da terra, com destaque para a música, o cinema e a literatura; o Faial, o Triângulo e os Açores em geral; a Ribeirinha que me acolhe; as recordações do meu Canada natal; e as as terras que visito.

Hoje Geocrusoe é uma paixão com responsabilidades, as mensagens mais visitadas são sempre na área da geologia, as mais comentadas referem-se aos Açores e às suas vivências. Quando o número de visitas é elevado: assusto-me, mas também me alegro e passo a compreender melhor a força da blogosfera.

Todos os que por cá passam podem usar o conteúdo que seja da minha autoria para o que de bom queiram fazer, o que tem origem em terceiros, recomendo a terem em atenção aos potenciais direitos dos seus proprietários.

Não se inibem de martelar neste espaço, tal como qualquer geólogo o faz ao estudar as rochas deste planeta e obrigado pelos incentivos e apoios recebidos.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

BOM TEMPO NO CANAL AO NASCER DO SOL

Atravessar o canal do Faial com bom tempo, ao contrário do título do excelente livro do grande escritor açorianoVitorino Nemésio, é sem dúvida uma experiência maravilhosa.
O nascer-do-sol por detrás do Pico, a sombra da montanha e o contorno dos relevos , sempre diferentes conforme a nossa posição no canal, fazem-nos entrar num reino fantástico cheio de luz e cores.
Foi o que aconteceu nesta viagem de trabalho, realizada muito recentemente...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Tipos de Actividade vulcânica Submarina II - SURTSIANO ou CAPELIANO

Outra grande erupção basáltica submarina, ocorrida nos Açores ao longo do século XX, foi a dos Capelinhos, a oeste da costa do Faial. Já descrita neste blog nos vários post com a etiqueta do mesmo nome. Neste tipo de actividade, o topo da chaminé do vulcão situa-se a pequena profundidade (metros a escassas centenas de metros abaixo da nível do mar), assim a pressão da coluna de água é reduzida, o que permite a projecção em altura dos materiais expelidos pelo vulcão e a formação de grandes explosões com o contacto do magma quente com a água fria.

Fase inicial da erupção dos Capelinhos. [Foto publicada em: Machado, F. e Forjaz, V. H. - in Actividade Vulcânica do Faial - 1957-67 (1968) Ed. Com. Reg. Turismo Distrito da Horta]

Assim, formam-se colunas eruptivas de grande altura, constituídas de cinzas vulcânicas (formadas a partir de gotículas de lava) e vapor, que ao caírem constroem pequenas ilhas... este modo de actividade vulcânica, já pormenorizado neste post, foi estudado e descrito cientificamente pela primeira vez com rigor durante a erupção dos Capelinhos que durou 13 meses, iniciados em Setembro de 1957, infelizmente não passou a ser conhecido por tipo Capeliano.

Fase inicial da erupção de Surtsey em 1963 onde é evidente a semelhança com os Capelinhos em 1957. Imagem daqui

Cinco anos depois, a sul da Islândia, surgiu uma erupção submarina basáltica, pouco profunda e semelhante à do vulcão dos Capelinhos, que originou a nova ilha de Surtsey. Nesta segunda descrição dos mesmos fenómenos observados nos Capelinhos, nasceu o nome que caracteriza este modo de actividade vulcânica, que passou a designar-se por Actividade do Tipo Surtsiano (sustseyan activity). Desde então, a descrição científica da primeira fase dos Capelinhos é sempre feita com referência a um vulcão que ainda nem existia à data do termo da erupção nos Açores.
Desenho esquemático de uma erupção do tipo surtsiano que poderia ter sido baptizado como do tipo capeliano. Legenda (tradução adaptada): 1- Nuvem de vapor de água; 2- Jactos de cinza; 3 - Cratera; 4- Água; 5- Camadas de cinzas e lavas do vulcão; 6- Estratos da crosta e do fundo oceânico; 7- Chaminé vulcânica; 8- Câmara Magmática; 9- Filões profundos. Esquema proveniente daqui.


Os edifícios vulcânicos construídos durante as erupções do tipo surtsiano são essencialmente constituídos por cinzas vulcânicas desagregadas, mais tarde, com a circulação de água os grãos podem ficar cimentados formando uma rocha popularmente conhecida por tufo vulcânico, embora no meio científico seja também conhecido por tufo hialopiroclastito.

O edifício vulcânico do vulcão dos Capelinhos, onde predominam as cinzas vulcânicas ainda não consolidadas.


A ilha de Surtsey veja-se que a semelhança com o edifício dos Capelinhos cinco anos mais velho é enorme. Imagem com origem daqui.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

CARNAVAL DOS MAIS PEQUENOS

Depois de uma noite de folia dos pais mesmo aqui ao pé de casa, eis que chegou a tarde da Terça-Feira Gorda para os mais pequenos, alguns com escassos meses: Príncipes, Princesas, Tarzans, Feiticeiras, Índios, Sevilhanas, Mosqueteiros, Chineses e várias espécies de animais animaram a tarde.
Ser júri de tanta diversidade e dezenas de concorrentes não é fácil, mas é gratificante saber que nesta Ribeirinha, uma pequena freguesia do campo e envelhecida, ainda se houve com força a algazarra das crianças, indiferentes ao ruído, descontraídas e sem se preocuparem com as personagens que os adultos as fizeram encarnar.

E enquanto assim for... há esperança no futuro!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

BOM CARNAVAL

Chegou o Carnaval...
Quer em grupos de expressão artística tradicional, como nas danças de Carnaval...

Quer nos bailaricos com maior ou menor dimensão, públicos ou em assaltos particulares...
Quer libertando toda a energia interna de modo fantasioso, exuberante ou discretamente...
Quer aproveitando toda a doçaria da época como fofas, coscorões e filhóses...

Aproveitem e gozem o Carnaval para relaxar de outros males que permanentemente nos torturam!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Tipos de actividade vulcânica submarina I - SERRETIANO

As erupções vulcânicas tanto podem ocorrer com o topo da sua chaminé em terra (subaéreas) ou no mar (submarinas), estas últimas são menos bem observadas, porque muita da sua actividade se situa abaixo do nível das águas, logo impossível de ser vista directamente pelos vulcanólogos.

Nos Açores duas importantes erupções vulcânicas do século XX situaram-se no mar e a profundidades diferentes, a última, situada a noroeste da ponta da Serreta da ilha Terceira, com evidências de actividade desde do final de 1998 até ao início de 2000: o Vulcão Submarino da Serreta.

Manifestações vulcânicas da Serreta à superfície do mar, foto de (Forjaz, et al., 2000, ver nota 1)

O vulcão da Serreta tinha o topo da sua chaminé a uma profundidade entre 400 e os 600 m abaixo do nível do mar, deste modo a pressão da coluna de água (o peso da própria água) impedia o desenvolvimento de vários fenómenos eruptivos típicos das erupções submarinas pouco profundas, como os jactos de piroclastos e lava, colunas de vapor e algumas explosões típicas .
Esquema de formação dos Balões de Lava, desenho de (Forjaz, et al., 2000, ver nota 1)

Todavia, detectou-se a ocorrência de um fenómeno nunca descrito antes pelos cientistas: a projecção, a partir de certa profundidade, de blocos de lava quente, cujo exterior solidificava, enquanto o interior permanecia parcialmente fundido, estes insuflavam ao subir, surgindo internamente espaços ocos e com gases vulcânicos. Estas características reduziam a densidade global dos blocos e tornava-os temporariamente flutuantes. Depois à superfície, estes esfriavam, perdiam os seus gases sob a forma de fumos brancos, por vezes explodiam e, por fim, afundavam-se. Tais blocos estão a ser designados por balões de lava.
Cortes esquemáticos e foto de balões de lava proveniente de (Forjaz, et al., 2000, ver nota 1)

O nome dado pelos cientistas a um tipo de actividade vulcânica baseia-se em modelos de erupções que foram bem estudados, descritos pela primeira vez com grande pormenor e com características específicas.

Assim, tendo sido a primeira descrição científica deste fenómeno vulcânico, vários geólogos portugueses propuseram que se passe a chamar às erupções submarinas, basálticas, relativamente profundas e onde se formem balões de lava como tendo ACTIVIDADE ERUPTIVA DO TIPO SERRETIANO (Serretyan activity).
Bibliografia e origem das fotos

(1) Forjaz, V. H.; Rocha, F. M.; Medeiros, J. M.; Meneses, L. F. & Sousa, C. (2000) "Notícias sobre o Vulcão Oceânico da Serreta, Ilha Terceira dos Açores" Ed. OGVA

(2) http://serreta-creminer.fc.ul.pt/index3ced.html?sectionid=3&menuid=3

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

EVENTOS CULTURAIS - Divulgação

A pedido do pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Horta, aproveito para divulgar os seguintes eventos culturais:

FORUM EQUIDADE, JUSTIÇA SOCIAL e PAZ

Conferência Dr. Ávaro Laborinho Lúcio

Por motivos meteorológicos, que impediram as ligações aéreas da Horta com Lisboa e o transporte do conferencista Dr. Laborinho Lúcio na data anteriormente agendada, informa-se que a referida conferência deste Fórum foi reagendada para:
Dia 18 de Fevereiro, às 21:30 h;
Local - Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça.

Tema: "Equidade e Justiça Social, a importância do político"

EXPOSIÇÃO DE PINTURA E CONCERTO DE PIANO

EXPOSIÇÃO: Meteorologia para Piano, duplicidade e cumplicidade
Autor - Manuel D'Olivares
Dia e hora - 19 de Fevereiro, às 20:45
Local - Sociedade Amor da Pátria.

CONCERTO: "Meteorologia para Piano", duplicidade e cumplicidade
Pianista - Miran Devetak
Fiae hora - 19 de Fevereiro, às 21:30
Local - Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça.
Devido à dificuldade de leitura do programa da imagem apresenta-se o conteúdo proposto:

L. v Beethoven
Sonata quasi una fantasia op. 27 n.º 2 (Clair de lune)

F. Lizt
Nuages gris
Chasse-neige (Études Trascendantes)
Orage (Années de Pèlerinage)

G. Ligeti
Arc en Ciel (Études)

O. Messiaen
Un reflet dans le vent... (Préludes)
Île de feu I (Études)

C. Debussy
Brouillards (Préludes)
Ce qu'a vu le vent d'Ouest (Préludes)
L'isle joyeuse
Les jardins sous la pluie (Estampes)

Conhecendo eu a grande maioria das obras, considero interessante observar como o programa cobre a música de piano desde o início do romantismo, passa pelo auge, deste estilo prossegue com um catalogado impressionista e vem até compositores que chegaram ao século XXI. Aproveite e descubra esta viagem no tempo da música para piano.


domingo, 15 de fevereiro de 2009

Canditura de Rodolfo Vieira à Orquestra do YouTube

O canal Youtube deverá formar a sua 1º Orquestra Sinfónica que irá actuar em Abril/2009 no Carnegie Hall em Nova Iorque.
Após uma 1ª fase, estão na final cerca de 30 violinistas, cujos vídeos já estão disponíveis no Youtube e entre eles está Rodolfo Botelho Vieira, natural da Ribeira Grande - Açores e a estudar nos Estados Unidos, o qual já foi apresentado neste post do blog Geocrusoe.

Segundo informação da mãe deste violinista, os músicos estão a ser seleccionados por todo o mundo através do envio de gravações das peças obrigatórias.

A selecção dos finalistas que irão integrar a referida orquestra está aberta e todos podem votar entre os dias 14 e 22 de Fevereiro no canal Youtube.

Para apoiar o Rodolfo nesta candidatura pode entrar em

http://www.youtube.com/symphony

clicar em Vote

Na página seguinte, na janela associada a Search, escrever mscd000 e clicar em Go (pesquisar). Clicar na foto pequena e igual à que se encontra abaixo, para abrir à esquerda a foto grande do Rodolfo e clicar na mão verde para votar.

(clique na imagem para ampliar)

Post baseado no texto do blog "Magia do crochet" da mãe de Rodolfo Vieira e foto retirada do mesmo local.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

SAUDADES DA TERRA

Cada vez mais este blog é visitado pela comunidade de emigrantes dos Açores, que aqui passam muitas vezes sobretudo para matar saudades da paisagem da terra que os viu nascer.
Ribeirinha vista de Trás-da-Serra (clique na foto para aumentar)

Vários faialenses, sobretudo ribeirinhenses cujo conhecimento pessoal permita um maior contacto, têm-me feito chegar pedidos de imagem da sua terra. Ora sendo eu um filho da emigração açoriana que regressou às raízes da terra de partida dos pais, mas que não deixou de ser natural da terra de destino dos que de cá saíram, compreendo melhor que muitos o que é saudades da terra.
Ribeirinha vista da Chã da Cruz (clique na foto para aumentar)

Assim, aqui vão duas prendas para essa comunidade da qual eu sou filho e que mostram a Ribeirinha do início de 2009. Sei que gostariam de estar cá, tal como eu muitas vezes desejava estar aí, afinal é mesmo muito difícil gerir os sentimentos quando temos duas terras no coração.