sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO



A todos os bloguistas com quem compartilho experiências na blogosfera, visitantes de Geocrusoe, amigos, conhecidos, colegas de trabalho, geólogos e humanidade em geral:
Feliz 2012
Que o próximo ano contribua positivamente para a concretização dos sonhos de cada um e para vencer os obstáculos que surjam ao longo de todos os dias deste ano bissexto... portanto com mais tempo para se lutar por aquilo que anseia... seja positivo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Horta: uma cidade - dois símbolos

A Torre do Relógio, um dos marcos da Horta e memória da primeira igreja Matriz desta cidade a representar a hístória desta terra, e o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, um símbolo do saber desta urbe e do potencial em prol do futuro da ciências e da humanidade.
Passado e futuro que se encontram no presente da Horta.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Votos de um belo Natal como a música que vos oferto

Sim... é Natal, tempo de desejar a felicidade a todos e de trocar ofertas.
O meus votos são que o vosso Natal seja tão Bom quanto eu acho esta música bela que vos ofereço e se para alguns este Natal está mais pobre, experimentem arranjar um espaço para o Menino Jesus e penso que verão como o Natal fica bem mais rico e belo

  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Começou o Inverno de 2011...


Arrancou com este artigo a estação que trás o Natal com os seus doces e presentes, que reúne as famílias em torno da lareira à noite, que une o mundo através do reveillons e dos espumantes, que tem o Carnaval com as suas folias e permitiu a cultura dos enchidos que nos deliciam, onde as sopas pesadas sabem melhor e que desemboca na época que em o mundo floresce... afinal há tantas razões para se gostar do Inverno....

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

As bibliotecas públicas da minha cidade natal

Um dos locais em Cambridge, Ontario, onde passo os meus tempos sem actividades programada nas férias é nas três galerias e bibliotecas públicas da cidade, sobretudo na de Galt, perto da zona onde nasci e a mais próxima da casa onde habitualmente fico.
São três e todas com arquitectura própria para o fim a que se destinam e os seus funcionários são excelentes a acolher um visitante para leitura de livros ou da internet
Biblioteca em Preston

Biblioteca em Hespeler, a ampliação revestiu a antiga de vidro com efeito de espelho.

Só de olhar o edifício sentimo-nos convidados a entrar.

A biblioteca em Galt, o mais antigo e o maior dos 3 edifícios de raíz

Um imóvel onde já passei muitas horas de consultas e fiz atualizações para vários artigos no Geocrusoe

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

London e Windsor, Ontario: fotos

Este artigo foi efectuado após a avaria do meu portátil o que impediu a colocação de fotos das cidades visitadas, seguem hoje as primeiras imagens para cumprir a palavra dada, precisamente sobre as cidades de London e Windsor no sul de Ontario que só visitei pela primeira vez este ano.

WINDSOR

Windsor como cidade fronteiriça utilizou durante anos restrições de leis americanas para tirar dividendos económicos, as fábricas de whisky canadiano concentram-se sobretudo na zona ribeirinha com extensos espaços verdes desta cidade que se debruça sobre o rio Detroit que divide o Canada dos EUA, uma indústria que proliferou com a lei seca do pais imediatamente a sul da terra do ácer e do castor. 

A ponte Ambassador tem sido uma das principais portas entre o Estados Unidos e uma das zonas mais industrializadas do Canada, o sul de Ontario, além desta infraestrutura, também existem ligações por um túnel a unir estas cidades gémeas no terreno, mas separadas por uma fronteira internacional.
Normalíssimo, ali tão perto encontra-se a cidade de Detroit que durante o século XX foi o centro da indústria automóvel americana e hoje é uma das cidades que mais sofre com a concorrência global neste sector com consequências negativas também para Windsor.
Muitas vezes o conservadorismo americano é gémeo do canadiano, contudo este país tem sabido aproveitar este aspecto a seu favor economicamente e os casinos e respectivos hoteis são outra das marcas de Windsor para escape dos residentes no país mais "sulista".

LONDON

 London é uma cidade universitária do interior do sul do Ontario e vários geólogos na área de jazigos minerais em Portugal tiveram carreira académica nesta cidade. Na arquitectura predominam edifícios cor de tijolo com um certo estilo britânico.
 A imponência dos seus imóveis dá-se mais pelo aspecto consistente do edifícios do que pelo seu desenvolvimento em altura
Nas várias ruas do centro da cidade proliferam livrarias, bibliotecas, obras de arte pública e espaços de expressão artística que mostram a força da universidade e das pessoas de saber nesta London canadiana.
Como todas as médias e grandes cidades de Ontário no coração das urbes encontram-se numerosas igrejas em estilo neogótico, não tanto pela força da religiosidade actual do povo, mas sobretudo uma expressão da diversidade de cultos que caracterizam a imigração e colonização desta zona: Católicos, Anglicanos, Presbiterianos, Luteranos, Metodistas, Evangelistas, Exército de Salvação e por vezes fusões de algumas destas formas religiosas expressas pelas Igrejas Unidas. Na foto a catedral católica, nem sempre as mais imponentes.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Canada, as ferias a acabar

Uma avaria no meu portatil impediu mais artigos nesta semana, ficaram assim em falta reportagens sobre Kitchener (ex-Berlin) e Paris, bem como Hespeler e Preston estas ja dentro de Cambridge.
Amanha espero chegar ao Faial e colocar a escrita em dia sobre o Canada.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Visita a London e Windsor em Ontario

Duas cidades num dia e ambas a sul de Cambridge e pertencentes ao corredor da auto-estrada 401: London e Windsor.
London corresponde a uma cidade universitaria e de servicos, com um centro historico com alguma monumentalidade para a sua dimensao, na ordem dos seus 400.000 habitantes, por isso sao evidentes os sinais de dinamica cultural e a qualidade arquitectonica, aspectos que justificam a visita.
Windsor, a cidade mais meridional do Canada, situada na margem esquerda do rio Detroit, faz fronteira com os Estados Unidos, ficando diante dos arranha-ceus do centro de Detroit. Uma cidade da raia industrial, onde predominam algumas industrias, incluindo a relacionadas com o compensar de algumas restricoes nos EUA, dai os casinos e as destilarias de uisque canadiano, uma porta que une os dois paises economicamente.
A frente ribeirinha merece uma visita.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Toronto: Visita ao AGO

Este Outono no sul de Ontario, apesar de persistirem temperaturas excessivamente altas para a época, a chuva tem ocupado o lugar da neve, o que torna mais desconfortável o passear pelas ruas de Toronto.
Apesar da baixa desta cidade estar perfeitamente adaptada a acolher visitantes e clientes durante as más condições meteorológicas, devido ao sistema de redes subterrânea PATH, já me referi a esta rede aqui há quatro anos, optei por ir ao AGO - Art Gallery of Ontario, onde durante horas observei quadros dos artistas canadianos, incluindo contemporâneos e do Grupo dos Sete, paralelamente uma exposição temporária de grande qualidade sobre Chagall e outros artistas russos estava patente neste museu.
Apesar de se estar no meio da semana, o AGO estava cheio de gente, contrariamente à última visita que fiz a uma instituição do género já este mês em Lisboa.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Férias... explorando Toronto

Toronto City Hall/Câmara Municipal

Hoje desloco-me a Toronto, capital do Ontario, cidade que visitei numerosas vezes, pelo que a conheço bem, basta explorar a etiqueta Toronto, mas há sempre alguma coisa nova para ver, observar ou detectar o que vai mudando.
Mas no essencial a cordialidade das suas gentes, o espírito trabalhador deste povo, o dinamismo da sua economia, o modo como se adaptou ao frio e o aproveitamento turístico da sua frente ribeirinha no lago Ontario são sempre aspectos a recordar.
Por agora, pretendo visitar algumas livrarias e comprar certas obras da literatura canadiana, bem como conhecer um pouco mais da vida cultural de Toronto.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Férias... Cidade natal: Cambridge (Galt)

Baixa de Galt

Um dos objectivos principais desta viagem é voltar a ver a cidade natal, Cambrige Ontario, matar saudades do sítio de onde vêm as minhas memórias mais antigas, é uma urbe resultante da fusão de três menores Galt, Hespeler e Preston e agora integrada numa extensa aglomeração urbana de quase meio milhão de habitantes e um dos principais centros industriais e tecnológicos do País cujo produto mais conhecido no momento é o Blackberry no campo das telecomunicações...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Vancouver: Mercado

Quando visito uma grande cidade procuro sempre um momento para conhecer um mercado, pois mostra o que o povo da cidade produz, consome e procura tradicionalmente no comércio para a sua alimentação.

Igualmente costumam existir espaços com pratos tradicionais do lugar a preços mais acessíveis para consumo do povo no sítio ou levar para casa, o que permite uma prova dos gostos locais.

Por fim, a forma como estes espaços estão organizados e os clientes e comerciantes comunicam entre si diz muito sobre a cidade. Hoje, um dia de chuva, foi aproveitado para conhecer o mercado da ilha de Granville que novamente não me desiludiu: arrumado, bem organizado, higiénico, com grande variedade de legumes e frutos tradicionalmente considerados silvestres, pratos com produtos locais e um ambiente muito cordial e disciplinado. Isto é a imagem que eu tenho de Vancouver e de muitos locais do Canada.

VICTORIA: a capital da British Columbia


Hoje foi o dia de visitar Victoria, a capital da Colúmbia Britânica no extremo sul da ilha de Vancouver.

Uma bela cidade portuária, com marcas da mistura das pesca, da corrida ao ouro e da política da província.

SSó a travessia marítima por si valia a pena a visita à ilha, mas isso fica para outro artigo.

sábado, 19 de novembro de 2011

Vancouver: Primeiras Impressões

Há cidades monumentais e são belas por isso, há cidades que tem tradição cultural e valem por isso e há cidades que a natureza as dotou de tal beleza que parecem abençoadas por tudo o que de belo as rodeia... Vancouver é uma destas cidades.

Cercada de montanhas rochosas, baías e enseadas Vancouver tem água por todos os lados, o que lhe confere frentes ribeirinhas e um contacto com o mar excepcional e soube tirar proveito disso. Desde espaços desportivos, passando por zonas turísticas e lúdicas que vão desde locais infraestruturados com centros de animação, passeios de barco, observações aéreas com hidroaviões, até extensas zonas de parque verde e praia para passeios pedonais, esta cidade tem de tudo o que é necessário para uma pessoa se sentir bem com o meio urbano e a natureza.
Além disso tem vida cultural forte e zonas com carisma o que justifica ser tidas como uma das cidades mais belas do mundo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Férias... Canada: Vancouver em visita

Vancouver - imagem daqui

É considerada uma das cidades mais belas do mundo e com melhor qualidade de vida do planeta e a terceira maior em população das urbes do Canada.
Vancouver é a porta do Canada para todo o Pacífico e povos asiáticos donde resulta uma pujança económica e cultural que rivaliza com as grandes metrópoles do continente norte americano.
Vancouver está cercada por picos de montanhas que se cobrem de neve ao longo de grandes períodos do ano e ao mesmo tempo de baías e enseadas características da costa da Columbia Britânica, na vizinhança não faltam ilhas das mais variadas dimensões por onde proliferam vastas florestas de coníferas e ursos, canais com cetáceos o que torna toda esta província num dos principais pólos de atracção turística do País.
É uma amostra destas riquezas que vim cá espreitar e conhecer.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Férias... Londres de passagem

Tal como Lisboa, não é um dos destinos, mas uma paragem em trânsito.
Londres é uma cidade cheia de marcas do império do britânico, o seu cosmopolitismo é sem dúvida fortíssimo onde alguns ex-libris não fazem esquecer a forte dinâmica económica e, sobretudo, cultural desta cidade, o que a torna numa das capitais mundiais do pensamento humano.
Este e alguns dos próximos artigos estão agendados, se for possível nascerão outros nos tempos disponíveis, mas Geocrusoe esforçar-se-á por se manter activo.

domingo, 13 de novembro de 2011

Férias... Passagem por Lisboa

Como já vai sendo hábito no Outono, aproveito para férias e sair das ilhas, Lisboa é mais uma vez o local de partida para conhecer o mundo... sem nunca deixar de ser uma das cidades da minha vida que adoro visitar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Neves de Outono

Foi no fim-de-semana passado, num curto período de acalmia dos ventos, que têm com força insistido em passar por cá que as temperaturas obrigaram a retirar dos armários as roupas de Inverno e o topo de Pico lá se revestiu de uma penugem branca e mostrou-se ao Faial, como para lembrar que o Verão acabou e apesar do aquecimento global ainda neva na Montanha.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Os meus predilectos do Faial Filmes Fest 2011

Sangue do Meu Sangue de João Canijo foi a longa-metragem vencedora do Faial Filmes Fest, talvez mesmo a obra mais forte passada neste festival, um retrato de problemas sociais de bairros periféricos de Lisboa e, sobretudo, um hino à força de muitas mulheres que aí vivem.



Estrada de Palha de Rodrigo Areias foi menção honrosa, mas sem dúvida uma linda obra de arte do cinema português. Um western lusitano praticamente sem tiros, complementada em contínuo por um fundo musical interessante numa estória que decorre sem pressas e com uma mensagem política libertária. Destaco a fotografia, a mais bela que me lembro de até hoje ver num filme feito em Portugal



Viagem a Cabo Verde de José Miguel Ribeiro foi a minha curta predilecta, ganhou o prémio de melhor animação... um obra de arte perfeita no seu género simples e humano.



Votos para que para haja novo Faial Filmes Fest e que a grande qualidade de 2011 se repita.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Faial Filmes Fest 2011 - Continua

Num ano onde o festival passou também a acolher longas metragens... também a qualidade tem sido um ingrediente importante.
Aproveite... ainda há mais 3 dias de cinema com fitas curtas e longas no Teatro Faialense, veja o programa.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Faial Filmes Fest 2011 - Longa portuguesa reconhecida

Cartaz tirado daqui

No primeiro dia duas longas-metragens interessantes, hoje na IV sessão de competição (16h00) do Faial Filmes Fest outro filme lusitano já duplamente vencedor em San Sebastian: prémio TVE e da crítica.

Uma oportunidade para ver uma longa-metragem reconhecida do cinema que presentemente de faz em Portugal.

sábado, 29 de outubro de 2011

FAIAL FILMES FEST 2011

Neste fim-de-semana arranca a 7.ª edição do Faial Filmes Fest. O tradicional festival de curtas-metragens deixou este ano o limite da dimensão das pequenas fitas a concurso e agora afirma-se como o Festival de Cinema dos Açores, abrindo-se às longas metragens e com a presença de vários realizadores das obras em concurso.
Um festival internacional essencialmente na língua de Camões, com destaque para a forte presença do Brasil através de uma embaixada de Atibaia SP e do festival que ali se realiza, embora também receba filmes das Canárias, cobrindo assim toda a Macaronésia.
Um festival que leva ao Teatro Faialense uma mostra de cinema, um concurso de fitas curtas e longas e um desfile de imagens reais ou em desenho animado, mas que também vai à escola de forma a promover a 7.ª Arte.
Um programa denso de 8 dias que se pode consultar aqui. Uma oportunidade a ser aproveitada por todos os que por cá residem. Boa Sorte!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Don Carlo - Dueto

Numa época em que o teatro de São Carlos leva ao palco Don Carlo (não sei se na versão italiana ou francesa) eis o meu dueto tenor/ barítono predilecto.


Um dueto que mostra a força da amizade para ultrapassar a dor de uma paixão e incentivar à luta por uma causa política... o que comporta grandes riscos e se a isso se mistura uma igreja intolerante dificilmente o fim escapará à tragédia.


Villazon, um tenor da atualidade que ainda não consegui ouvir ao vivo...

domingo, 23 de outubro de 2011

Mário Quintana



Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!


Poeta do Rio Grande do Sul, Brasil

sábado, 22 de outubro de 2011

Franz Liszt - 200 anos de um pianista impar

O século XIX foi o século da excelência do piano, para isso contribuíram muitos compositores, dois se destacaram-se acima de todos para este instrumento musical, um deles foi Franz Liszt que faz hoje 200 anos...
Quem não conhece a força romântica desta música ouvida em telenovelas, filmes, concertos ou como fundo ambiente de centros comerciais e de restauração?



Um vídeo que permite ouvir outra obra importante enquanto se lê a biografia deste homem.



Outra das obras fortes deste homem



Franz Liszt transpôs para piano todas as sinfonias de Beethoven uma trabalho monumental em que as sinfonias mantêm toda a sua força neste instrumento de que Liszt soube fazer música como ninguém, ora veja.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

JAZZORES 2011

Divulgação


Sábado, às 21h30 no Teatro Faialense
clique nas imagens para as ampliar
APROVEITE!



Uma organização jazzores e teatro micaelense.
Imagens: Excertos do programa do Jazzores 2011

sábado, 15 de outubro de 2011

Ilusão de dobras geológicas 2


Um olhar desatento diria que se estava perante uma zona de camadas rochosas dobradas. Pura ilusão!
Tal como no artigo anterior, os estratos correspondem à sobreposição de camadas de piroclastos caídos durante a fase explosiva de um vulcão que se depositaram numa topografia inclinada. Uma escavação recente em cunha e oblíqua à direcção da inclinação das superfície fez um recorte nas camadas com a forma de um V invertido, parecendo uma dobra, quando simplesmente é um plano inclinado cortado.
A medição geométrica e interpretação das formas resultantes das intercepção do relevo com as camadas rochosas é um dos modos de compreender e modelar a disposição das litologias em profundidade e está na base da elaboração de cortes geológicos e detecção de estruturas ocultas dentro da terra.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Ilusão de dobras geológicas 1

Na Natureza nem tudo o que parece é:

As rochas, devido às forças no interior da crosta partem-se (deformação rígida ou frágil) ou dobram-se (deformação plástica). Depois a erosão trás à superfície essas rochas e coloca à vista de todos essas deformações. Todavia, nem sempre aquilo que parece dobrado está de facto deformado.
As cinzas, a bagacina (lapilli) e os blocos projectados da chaminé em altura pelas erupções vulcânicas caem por acção gravítica e formam camadas modeladas pelo relevo, os materiais mais recentes cobrem os mais antigos e fossilizam o relevo dessas camadas inferiores. Depois se algum dia forem expostos esses antigos estratos, os mesmos podem parecer como que dobrados, quando apenas é a fossilização do paleorrelevo na época da respectiva deposição.
Os Açores são ilhas muito recentes e os esforços a que as rochas estão sujeitas são sobretudo de distensão, o que não favorece o aparecimento de dobras. Assim, na foto acima as camadas de piroclastos não estão dobradas como parecem, apenas retratam o relevo antigo à data da sua queda, inclusive um vale mais recente quase se sobrepôs ao "paleovale".
Afinal a natureza também é ilusionista e só uma apurada análise da situação permite descobrir a realidade.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Francisco de Lacerda - Tenho tantas saudades

Só um Açoriano comporia assim...



Duas interpretações da mesma canção de Francisco Lacerda, o maestro e compositor de música erudita mais conhecido dos Açores, natural da Ribeira Seca, na ilha de São Jorge.



Não sei de qual versão gostam mais, mas ao divulgar-se a música importa também mostrar que uma mesma obra pode ter várias interpretações, respeitando a composição ou o espírito da obra e que deste modo se pode chegar a muito mais gente.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Melo Breyner Andresen


Porque os outros se mascaram mas tu não

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

domingo, 2 de outubro de 2011

Arquitectura tradicional e integração paisagística

São já uma raridade os imóveis ainda construídos, mesmo que parcialmente, com recurso às rochas da terra onde se inserem desde que a expansão do cimento/concreto na construção civil se generalizou.
No passado nos, Açores, desde a pequena atafona para apoio à agricultura, passando pelos moinhos de água e moradias, até aos solares e igrejas, a lava era o material rei da estrutura da construção.
A construção com o aproveitamento dos recursos geológicos da terra nos alçados do imóveis é sem dúvida uma das melhores formas de integração paisagística, vejam-se os edifícios de xisto nas regiões xistosas, os calcários em Lisboa e na Estremadura, os granitos no Porto e Minho ou o basalto nos Açores como nesta foto em São Jorge.

sábado, 1 de outubro de 2011

Dia Mundial da Música - músicas do meu ano

Já me apercebi que com o passar do tempo os meus gostos vão variando, não porque deixe de apreciar uma dada obra, mas porque vou descobrindo coisas novas, alterando "sabores" e todos os anos há músicas que se destacam, ao longo de 2011 têm sido estas as minhas preferências:

Segundo andamento em mi menor do Trio n.º 100 de Schubert (noutra interpretação mais rápida e com menos sentimento de cinema)


O fascínio por Gluck cresceu este ano, não porque seja menos wagneriano, mas porque a clareza e sensibilidade deste compositor me tocou, aqui canta uma deusa que viveu na terra uma das árias para mim das mais bonitas de toda a ópera


Arrasta-se já há vários anos a Canção da Terra de Mahler, não sei se por ser geólogo, se por estes acordes que tocam a dissonância de uma forma tão sensível e dolorosamente bonita, mas não resisto a este conjunto de seis poemas orientais cantados, ficando aqui este Solitário no Outono...


e para choque de muitos melómanos, um contraste absoluto... um grupo de heavy metal que desde jovem me acompanha em muitos momentos da vida: Iron Maiden

<
Disfrutem a música, sem dúvida uma dádiva divina que torna a vida mais bela

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fim-de-semana de Saraus Musicais

Por vezes existem períodos sem qualquer concerto, noutros eles abundam, felizmente no próximo fim-de-semana não há sobreposições para quem quiser aproveitar ao máximo estas oportunidades.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ponte sobre o rio de rocha

Não é por acaso que esta freguesia da ilha de São Jorge se chama de Ribeira Seca e até penso que nem se refere a este curso de água, mas quando aqui passei tive a sensação que a ponte ali estava para unir as margens de uma escoada de lava consolidada.
Na rocha são contudo evidentes os vestígios do desgaste erosivo de quando o fruto das chuvas torrencialmente escorre por essa topografia altamente irregular, algo que não é muito comum, pois a água tende a regularizar a superfície por onde passa, o que neste caso ainda não deve ter tido tempo suficiente para tal.

sábado, 24 de setembro de 2011

Festa de São Mateus da Ribeirinha

Neste fim de semana na Ribeirinha
As festas religiosas são além de serem uma manifestação de fé, são uma tradição que importa valorizar, para não se apagar a memória das comunidades e pelo papel social que desempenham.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Janela Manuelina - Ribeira Grande

Por norma os baixos relevos e rendilhados em pedra nos Açores aparecem efectuados em traquito, por ser mais lava fácil de trabalhar. A janela manuelina no centro da cidade da Ribeira Grande é um desses casos.