sexta-feira, 31 de julho de 2009

MOSTRA DE LIVROS DE AUTORES AÇORIANOS

É sempre um prazer divulgar neste blog iniciativas que promovam livros e a cultura em geral, a presente decorre na próxima semana e se estiver ou passar pela Horta, aproveite.

Clique na imagem para ver com maior pormenor os horários e os livros do dia desta mostra de livros de autores açorianos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

FILÕES CRUZADOS DE COOPERANTES

Já falei várias vezes vezes de filões neste blog, desde o modo como se formam, como podem ficar salientes na paisagem devido à erosão diferencial e estes têm sido uma das estruturas geológicas de que maior número de visitantes do Geocrusoe têm enviado fotos como modo de cooperação com esta página.

Foto de Trilobite de filões entrecruzados sendo evidente um filão camada.

Recentemente um geólogo visitante habitual deste blog, com o nickname Trilobite (um dos tipos de animais macroscópicos mais antigos da história da vida e que desapareceram antes do mundo ser dominado pelos dinossaurios, aqui um bom post sobre estes seres vivos tão antigos) enviou-me fotos recolhidas em São Miguel.
Na primeira foto vêm-se um conjunto de filões lávicos que cortam segundo um ângulo (discordância angular) todas as restantes camadas, aproximadamente paralelas entre si, sendo que uma delas parece corresponder igualmente a um outro filão com o mesmo tipo de composição. Por isso se pode dizer que é uma região onde ocorrem filões cruzados ou entrecruzados, precisamente na área onde está inserido a autoria da foto através do seu nickname.

Foto de Trilobite, onde no centro é visível um filão dique

Quando a composição das rochas encaixantes é do mesmo tipo do filão e a erosão não criou um relevo diferencial, por vezes torna-se difícil detectar o filão, mas novamente nesta foto uma observação atenta e a discordância angular permitem identificar vários filões, um deles possui igualmente o nickname do seu autor.
Quando os filões são paralelos aos estratos das rochas encaixantes diz-se que se está perante um filão camada. Quando as rochas se estendem com ligeiras ou nenhumas inclinações e são cortadas por um filão aproximadamente vertical, este é denominado dique.

Ao Trilobite fica aqui o meu obrigado e coopere sempre que desejar, o blog está aberto à boa cooperação

segunda-feira, 27 de julho de 2009

FLORA AÇORIANA - Picconia azorica

Sou geólogo, é verdade e a geologia é a minha paixão. Mas ao iniciar a minha actividade no ambiente tive então um mestre na flora natural dos Açores que me ensinou tudo o que quis saber, por isso este espaço abrirá esporadicamente as suas páginas à Flora dos Açores e de uma forma simplificada darei a conhecer a biodiversidade florística do arquipélago.

Por hoje fica um exemplar, provavelmente ainda jovem, de Picconia azorica, uma espécie arbórea endémica (exclusiva) deste Arquipélago, uma oleácea típica da floresta natural costeira das ilhas. Sendo o litoral a zona mais densamente povoada, esta árvore já não é muito abundante, motivo talvez porque não existe na Graciosa, todavia também não é das espécies mais raras dos Açores.

Curiosamente estas fotos foram tiradas num local relativamente afastado do litoral, na zona elevada do vale da Ribeira do Guilherme, não sei se tal é uma raridade e se lhe confere alguma adaptação especial.
Se é açoriano, por acaso conhece o nome popular desta árvore na sua ilha? O mais vulgar encontra-se aqui, conjuntamente com algumas fotos.

Uma das razões porque os cientistas e este blog optam pelos nomes em latim na identificação das espécies resulta do facto de assim não se preterir nenhuma língua viva e não se escolher um nome comum dado por uma região (ou ilha) em detrimento do dado noutra terra.
Já agora excelentes fotos da flora natural das ilhas e de Picconia azorica também podem ser vistas aqui.

sábado, 25 de julho de 2009

TRONQUEIRA - VALE DA RIBEIRA DO GUILHERME

(clique nas imagens para as ampliar)
Picos que formam a Serra da Tronqueira

Prometi um post com imagens do trabalho de reconhecimento na Serra da Tronqueira, mais especificamente pelo vale da Ribeira do Guilherme ou dos Moinhos, apesar de ter sido no Verão, não foi numa tarde ensolarada, aliás, em conformidade com o que se tem passado no presente mês de Julho.


O Vale da Ribeira do Guilherme alvo da nossa expedição

No trabalho pretendeu-se apenas verificar as condições de realização de uma intervenção manual num espaço ocupado por uma importante e densa cobertura florística natural da Macaronésia - a província biogeográfica de que os Açores faz parte, um tipo de floresta denominado por Laurissilva, tendo em conta a necessidade de assegurar a protecção deste património natural.

As explicações do trabalhador conhecedor da obra e do terreno

Como muitas vezes acontece, são os trabalhadores de campo que melhor conhecem o espaço e o nome popular das espécies da flora alvo do nosso estudo. Aprender com eles é sempre uma momento inesquecível pela forma como passam o saber acumulado da sua experiência do diária.

A Laurissilva que nos cercava e fonte de alimentação do priolo

O percurso não foi fácil, além de um chão por vezes naturalmente armadilhado, noutros casos escorregadio e, frequentemente, com a vegetação densa típica de zonas húmidas, requer alguma coragem e destreza, mas a meta era uma nascente captada para consumo o humano e no fim esta apresentou-se aos nossos olhos com o seu caudal puro e natural.

O alvo, uma importante nascente usada para o abastecimento humano

Referi antes que um particular interesse de preservação desta área residia na necessidade de conservação de uma das espécies de aves mais raras da Europa. Esta não se dignou surgir aos nossos olhos, mas se quiserem conhecer o priolo, com o nome científico Pyrrhula murina, visitem a página do Projecto Life Priolo ou a do Centro Ambiental do Priolo que contém boa informação e imagens deste exemplar endémico de São Miguel.

Oportunamente mostrarei algumas imagens de flora endémica encontrada aqui e nos Açores em geral.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

POETAS E POEMAS ESCOLHIDOS VI - Cisaltina Martins

Videiras com raízes no basalto como os açorianos


EMIGRADOS


Sou d'uma ilha encantada
Perdida em bruma e azul
Sem arte de marear
Não sei se encontro o sul.

Para lá vou num salto
Rumo à Terra Prometida
Povo forjado em basalto
Nunca regressa vencido.

Quero um dia ter de meu
Um quinhão neste lugar
Plantar azul cor do céu
Colher verde cor do mar!


in: "Raíz de Pedra", Ed. da Autora


O azul e verde que se colhem nas ilhas

domingo, 19 de julho de 2009

O AZUL DE JULHO NA RIBEIRINHA 2

(clique para ampliar as fotos)

Neste período estival quando a Ribeirinha se veste com o azul das hortênsias e os internautas apostam mais na praia. Concluo a foto-reportagem de um dos meus passeios favoritos de Julho, pelos Matos na Lomba Grande desta minha freguesia.


Quase sempre com o Pico a espreitar, ora de frente, ora de costas e o recticulado das hortências azuis a formar o cenário típico desta paisagem humanizada.


Claro são pastagens e minifúndios, pelo que os olhos curiosos do gado ou o descanso indiferente de algum bezerro é sempre um encontro bucólico ao longo dos caminhos trilhados.


A ilha de São Jorge nunca deixa de estar em competição com a do Pico, mas claro está, daqui, o que ganha em extensão sobre o mar, perde em altura e proximidade.


O conceito de Triângulo, constituído pelo Faial, Pico e São Jorge, é evidente neste foto, onde depois do recticulado de hortênsias, o farol ilumina o caminho que une estas três ilhas.


Aqui termina a Ribeirinha, além são os pastos do Salão que se unem aos dos Cedros, numa superfície menos acidentada e fotogénica, mas o cenário azul e verde, ponteado por manadas de gado bovino, a apascentar calmamente, prossegue ainda na paisagem por vários quilómetros. É julho no Faial, a ilha azul dos Açores.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O AZUL DE JULHO NA RIBEIRINHA 1

Interessante notar que com os anos me torno cada vez mais rotineiro, previsível, enraizado na terra onde vivo e com uma capacidade de deslumbrar-me crescente: as férias e viagens de inverno, os livros, a música, os eventos culturais, a geologia das ilhas e a paisagem que me cerca, fazem de dia para dia mais parte de mim e são coisas de que preciso de me encher para saborear a vida. Os passeios de Julho pelos matos da Ribeirinha fazem parte desta necessidade rotineira e têm tido presença assegurada todos os anos neste neste mês no Geocrusoe.

(clique nas imagens para as ampliar)

O Pico visto do Mato da Ribeirinha após o termo da subida

No último fim-de-semana, o sol e o azul das hortências que espreitava do cimo da Lomba Grande para a minha casa convidaram-me a passear pelos Matos da Ribeirinha e banhar-me no azul de Julho com que se envolvem as pastagens todos os anos por esta época.

O quadriculado azul que bordejam os pastos mergulha ao encontro do verde da Lomba da Ribeirinha ou do Espalhafatos...

A ilha de São Jorge espreita ao fundo sobre o horizonte, enquanto o farol da Ribeirinha à direita na foto parece intimidado com o rendilhado azul nos matos...

O Pico sempre alto, imponente, até no momento vestido de azul, espreita esta paisagem idílica de azul e verde...

Haverá vacas mais felizes dos que as que pastam neste jardim de sebes de hortências floridas suspenso sobre o mar?

A viagem prosseguiu com muitas mais azul, mas isso fica para outro dia para não cansar... se é que a beleza cansa.

terça-feira, 14 de julho de 2009

PEDIDO DE COLABORAÇÃO EM CIÊNCIAS DA TERRA

Como as ofertas são poucas, aqui vai um anúncio que recebi e destinado a Licenciados nas áreas das Ciências da Terra e do Ambiente com alguma disponibilidade para desenvolver actividade na ilha do Faial.


MANIFESTAÇÃO DE INTERESSE

TÉCNICOS SUPERIORES

No âmbito das suas actividades na ilha do Faial o OMA - Observatório do Mar dos Açores, pretende receber manifestações de interesse de licenciados nas áreas de Geologia, Geografia, Biologia, Engenharia do Ambiente ou afins, para eventual colaboração durante o ano em curso. Temos especial interesse em licenciados com alguma experiência nas áreas de ensino, dinamização de eventos e acompanhamento de visitas guiadas, que dominem a língua inglesa (conversação).

Os interessados poderão entregar o seu CV no OMA (Fábrica da Baleia – Monte da Guia), ou enviar por e-mail (geral@oma.pt) idealmente até dia 25 Julho de 2009, indicando qual a sua disponibilidade para eventual colaboração. Para qualquer esclarecimento adicional, contacte 926623369 ou 292 292 140.

COSTA NORTE DE SÃO MIGUEL

Nesta visita de reconhecimento à Serra da Tronqueira não parámos aqui agora... mas passámos.

Assim fica aqui a paisagem que nos envolveu no caminho e onde já parara este ano.

A serra está lá em cima tão íngreme para escalar a pé.

E as plataformas da costa Norte tão suaves cá em baixo, cortadas por vales profundos, gozam-nos quando passamos de carro.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

NOVAMENTE EM EXPLORAÇÕES EM SÃO MIGUEL

Hoje vim em viagem de avião até Ponta Delgada.

Para me reunir aqui em trabalho...

Amanhã pretende-se reconhecimento de campo no seio da Serra da Tronqueira no Concelho de Nordeste, onde vive a ave mais rara da Europa: o priolo.
É esperar que o tempo colabore para o trabalho e recolha de imagens. Quiçá não nos surja um exemplar da avezinha tão rara, daria um bom post, não daria?

sábado, 11 de julho de 2009

FREGUESIAS RURAIS DO FAIAL 3: Flamengos

O Geocrusoe continua esta viagem virtual onde se vê as freguesias do Faial pelos olhos de um Ribeirinhense, hoje aventuro-me por uma das mais antigas povoações da ilha: os Flamengos, assim designada pela componente flamenga que aqui se estabeleceu desde a sua fundação e em resultado do povoamento da ilha.

Flamengos Visto da Espalamaca há poucos anos atrás

A freguesia dos Flamengos partilha com a Ribeirinha algumas características comuns, ambas desenvolvem-se no fundo de um vale não exposto ao mar, as duas tiveram o seu núcleo inicial junto a nascentes situadas na ribeira, aqui a Fonte das Bicas tal como o Valado, ambas parecem ter resultado de uma decisão de afastamento ao mar como protecção dos ataques de piratas e as duas (mesmo com geologias diferentes) têm sido fortemente afectadas pelas mesmas crise sísmicas ao longo da história da ilha.

Flamengos visto do Monte Carneiro e as suas urbanizações recentes à direita

Apesar de tudo, as duas freguesias são muito distintas, os Flamengos cresceu na proximidade geográfica e com estreitas relações laborais e sociais à Horta. Embora com uma identidade própria e um sector agrícola forte, esta comunidade nunca deixou de ser também uma periferia do maior burgo da ilha. Fruto da sua dimensão populacional a povoação sustenta uma dinâmica socioeconómica e cultural grande (mais de 1500 habitantes). É a única comunidade da ilha sem ligações ao oceano. Contrariamente, a Ribeirinha sempre foi predominantemente rurall, distanciada da sede concelhia, com um acesso ao mar e uma reduzida população que se reparte por dois locais, contudo sempre assegurou uma dinâmica vida cultural.

Flamengos observado de avião na aproximação ao aeroporto da Horta, Monte Carneiro em primeiro plano

As lombas e os cones vulcânicos que a bordejam permitem a existência em torno dos Flamengos de vários miradouros de grande valor paisagístico, onde se vislumbra um povoamento alinhado ao longo de ruas que convergem para um núcleo intensamente urbanizado e acom uma pujante construção civil recente característica da proximidade à cidade, embora à dimensão da Horta.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MEMÓRIA DO SISMO DA RIBEIRINHA DE 9 DE JULHO

A minha rua em Julho de 1998 (Foto Conceição Quaresma)

Há momentos que nos marcam definitivamente, o sismo de 9 de Julho de 1998, sem dúvida, foi aquele evento que mais me moldou na vida adulta e como autarca naquele momento tive de continuar intensamente envolvido nos anos seguintes. Embora por vezes tenha sido ouvido na comunicação social sobre vários problemas, muito sofrimento assisti e silenciei para manter o controlo da situação no terreno, até que um momento de dor intenso desembocou no meu primeiro artigo de opinião:

SISMO DE 9 DE JULHO
REQUIEM AOS NOSSOS MORTOS ESQUECIDOS

A internet é um dos meus favoritos meios para me actualizar profissional e socialmente e acompanhar o evoluir desta cultura de terceira vaga. Sentado diante do computador, encontro uma página do sul do Ontário, refere-se ao sistema regional de vigilância sísmica. Abro-a, apresentam-se, a título exemplificativo, alguns registos locais interessantes de vários sismos mundiais, para meu espanto leio: 9 de Julho de 1998, Açores, Mg 6 - ao lado da figura do sismograma alguns dados importantes: 8 mortos, 110 feridos, 1100 habitações destruídas.
Aquele dado - 8 mortos - não me sai da cabeça, uma voz insistente grita-me: Mentira, são mais! Pensa bem... Conta.
Inicio uma viagem por todas as casas dali destruídas e percebi então a falsidade daquele número.
O Joaquim, de 70 anos, meses após o sinistro ainda gritava entre os idosos acolhidos no acampamento, transportado com frequência para a urgência, voltava amansado pelos sedativos, a sua voz silenciou-se eternamente naquele ano.
A Conceição, 77 anos, durante ano e meio arrastou-se para fazer o Modelo 1, o Atestado de residência, a Certidão de teor, a Declaração de IRS, etc. mas foi a Elvira quem entregou ao CPR a Certidão de óbito...
A Antónia, de 50 anos, após tratamentos ambulatórios, percorria as várias via-sacras com estações nos Cartórios de registo predial e notarial, na fazenda, no CPR, na Junta, etc., agora descansa no cemitério.
A Maria, 64 anos, cozinhou para um acampamento inteiro, convenceu a família a ceder um terreno destinado à colocação de um bairro de pré-fabricados, outro para a deposição de entulho e ainda outro para permitir acessos às estruturas de apoio aos sinistrados, tratou de montanhas de papéis entretanto solicitados, recebeu em troca o pedido da certidão de óbito datado da véspera do seu falecimento.
Após tudo isto os - 8 mortos - continuam-me sem sair da cabeça.
Ontem, a Luisa, de 81 anos, pediu-me boleia, não conseguia subir a camioneta para ir à cidade buscar mais outra certidão entretanto solicitada. Pergunto-me, durante quanto tempo aguentará ela?
Há pouco, Felismina, após outra deslocação para tratamentos químicos e de radioterapia, questionou-me: Se eu não chegar ao fim a minha filha perde os direitos?...
Os - 8 mortos - permanecem na internet e ninguém diz nada...
Até quando?

Ribeirinha, 31 de Janeiro de 2000

Nota: Os nomes, sequência e as idades destes relatos verídicos foram alterados.

Publicado no Jornal Telégrafo, em 9 de Fevereiro de 2000.

A minha rua em Julho de 1998 (Foto Conceição Quaresma)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

TIPOS DE ERUPÇÕES VULCÂNICAS - 0

O Vulcão do Pico e o Vulcão da Caldeira do Faial, apesar de estarem muito próximos um do outro, dezenas de quilómetros e no mesmo sistema de falhas, tem aspectos muito diferentes devido apresentarem estilos eruptivos muito distintos.
O actual cone do vulcão do Pico construído sem grande explosões
Efectivamente, as erupções não são todas iguais, umas libertam lava suavemente, outras são muito explosivas e existem as situações intermédias. Assim, os geólogos atribuem tipos eruptivos diferentes e função das características com que o vulcão manifesta a sua actividade vulcânica.

O edifício do vulcão da Caldeira teve uma fase inicial pouco explosiva como a do Pico
O estilo eruptivo de um vulcão depende, essencialmente, da composição química do magma, este, armazenado na câmara magmática, tende ao longo do tempo a enriquecer-se em sílica.
A sílica que permanece líquida a menor temperatura, aumenta a viscosidade ao magma, pelo que esta evolução conduz a uma maior dificuldade de libertação dos gases vulcânicos do interior do fluido o que faz crescer o caracter explosivo das erupções.


Ao longo de próximos tempos irão ser apresentados no Geocrusoe os vários tipos eruptivos, em terra ou subaéreas, por ordem crescente de explosividade, tendo sempre em conta que, tal como foi dito aqui, grandes intensidades, magnitudes e explosividades eruptivas são coisas diferentes e as suas escalas não coincidem com as escalas sísmicas de intensidade e magnitude.

sábado, 4 de julho de 2009

176 ANOS - PARABÉNS CIDADE DA HORTA

À CIDADE DA HORTA

(clique nas fotos para as ampliar)


A minha cidade da Horta faz hoje 176 anos...

Conhecida por Cidade-Mar...

Chamada de Cidade-Porto

Apelidada de Cidade-Baía

Sabe-se ser a mais pequena grande cidade do mundo.

E a minha Horta permanece sempre bela...

Jovem,

Cosmopolita,

Simpática,

Terna,
Apaixonada,

Amada,

Por isso, de braços abertos...

Os maiores dos Mares,

A Horta sempre acolhe

Ciente que no mundo inteiro,

Homem novo ou velho

Que se entregue às águas,

Trace a sua rota

E se torne marinheiro filho dos oceanos,

Aprende que é na Horta que o coração do Atlântico bate.



PARABÉNS!!!