sexta-feira, 20 de março de 2009

ERUPÇÃO SUBMARINA EM TONGA

É interessante que ao terminar a série de vulcanismo submarino, onde evidenciei um dos tipos de actividade eruptiva mais importante, o surtsiano, que poderia ter-se chamado capeliano, entrou em actividade um vulcão submarino no arquipélago de Tonga, situado a leste da Autrália e a norte da Nova Zelândia.
Os vídeos que encontrei parecem várias versões do mesmo registo, seleccionei a mais curta, mas onde os aspectos mais característicos da actividade surtsiana estão presentes:



Chamo a atenção para dois aspectos muito evidentes no vídeo :
1 - Os jactos negros em forma de flechas semelhantes a ciprestes (forma cupressóide) que se projectam rapidamente no ar. Estes são constituídos por gotícolas de lava expelidas durante a explosão resultante do contacto de água fria com a lava quente: explosões hidromagmáticas ou freatomagmáticas. Estas partículas ao arrefecerem e ao caírem os constroem os edifícios de cinza vulcânica como os Capelinhos que, com o tempo, se cimentarem antes da erosão, se transformam em tufos como os do Monte da Guia, Brasil ou ilhéus da Madalena e da Vila Franca.

2 - Os grandes rolos de nuvens brancas envolvendo os jactos de cinza são essencialmente constituídos por vapor, formados devido à grande quantidade de água que aquece em torno da chaminé por acção do calor libertado pelo magma do vulcão.

Não confirmo que se trata de uma erupção basáltica, normalmente associada à actividade surtsiana, contudo neste local da net verifico que este tipo de magma é comum em Tonga.

10 comentários:

Pedrita disse...

impressionante o vídeo. a natureza é impressionante. beijos, pedrita

geocrusoe disse...

efectivamente a natureza é impressionante, tanto na sua força como nos métodos que usa na sua evolução e forma de ser.

Grifo disse...

lindo mas perigoso... :)

geocrusoe disse...

nunca vi nenhuma erupção submarina, mas já estive numa situação de elevado risco duma erupção do etna e confesso que, mesmo correndo risco, foi memorável.

nanda disse...

Fui hoje ao porto da Ribeirinha ver os Fornos, estão recuperados e o local está muito aprazível para as tardes que se aproximam.
Afinal, tem uma placa explicativa no 1º forno.

Parabéns à freguesia

José Quintela Soares disse...

Ficamos conscientes de que nada podemos contra a força da Natureza.

geocrusoe disse...

À nanda
aquela placa já era visível no forno, pensei que se referia à colocação de uma placa para explicar a metodologia de fabricação da telha e... pensando mlehor, julgo que seria mesmo conveniente.

josé quintela soares
contra as forças da natureza em si talvez não possamos fazer nada, mas prepararmo-nos para sabermo-nos defender com o mínimo de prejuízo depessoas e bens, podemos fazer muito coisa previamente.

Anónimo disse...

Espectacular. Quase que se consegue ver/imaginar o mesmo a acontecer ao largo das nossas ilhas, fazendo-nos voltar atrás no tempo milhares de anos e "assistir" ao nascimento de ilhas ou ilheus, como por exemplo o monte da Guia (post de 9 de Março)com as suas duas bocas (tal como no video). Por mais que fascine, o certo é que um acontecimento deste genero, perto de terra habitada, será sempre tragico, basta lembrar os Capelinhos.
As imagens fazem lembrar o ilheu Sabrina do post de 5 de Março.
De: Carlos F. C. Campos

Grifo disse...

ou até mesmo á 50 anos a traz... na erupção do vulcão dos Capelinhos... não são precisos milhares de anos... vivemos numa "terra viva"...

geocrusoe disse...

ao carlos campos
porque uma imagem em movimento explica melhor que os meus textos sobre a ilha sabrina, capelinhos, surtsey ou muitos outros post, é que aproveitei a possibilidade de mostrar este vídeo.
já agora, o ilhéu de são roque nasceu assim, embora a tua foto seja de quando o cone já esteja praticamente desmantelado pela erosão.

ao grifo
claro que vivemos numa terra viva, mais viva do que o homem e tu pensas mesmo... tão viva que a geologia e a biologia podem ser modeladas como duas faces de um mesmo ser vivo e nisso consiste a polémica teoria de Gaia e o livro "the of revenge gaia" da coluna da direita vai nesse sentido o último exemplar do autor da teoria. mas isto já mistura geologia, biologia e ambiente.