domingo, 16 de dezembro de 2007

CAPELINHOS - As primeiras manifestações Estromboliana

Após a ligação do vulcão dos Capelinhos ao Faial em 12 de Novembro e do contínuo alargamento do istmo que unia o cone vulcânico, fruto da actividade surtsiana ou surtseiana e respectivas intensas explosões com emissão de grande quantidade de cinzas e vapor, como resultado do contacto do magma na chaminé com a água do mar, eis que no final do dia 16 de Dezembro de 1957, já durante a noite, começou o espectáculo da actividade estromboliana.

Fonte de Lava durante a noite

[Texto parcialmente fundamentado e foto publicada em: Machado, F. e Forjaz, V. H. (1968) "Actividade Vulcânica do Faial - 1957-67" Ed. Com. Reg. Turismo Distrito da Horta]


Assim, após surgir uma luminosidade rosada na zona do vulcão, apareceram sete repuxos de lava, com cerca de 15 m de altura, que alimentaram uma escoada de lava do tipo aa ou escoriácea que correu para norte e atingiu o mar onde originava colunas de vapor devido ao contacto de material quente com a água fria.

O início da actividade estromboliana, caracterizada pela emissão de escoadas, pequenas explosões e repuxos de lava, foi um sinal de que o edifício em construção pelo vulcão já tinha dimensões e impermeabilidade suficiente para reduzir significativamente a passagem da água do mar, através das cinzas depositadas, de modo a permitir ao magma atingir a superfície sem ocorrência de explosões de grande dimensão devido ao choque térmico quente/frio destes dois materiais e designadas de hidromagmáticas (preferível, neste caso submarino ao termo freatomagmático), que pulverizavam a lava em jactos de vapor e cinza.

Mas os vulcões ao longo da sua actividade são agentes de construção e destruição, por isso o mesmo, podem gerar perturbações e retrocessos à fase estromboliana como os que caracterizaram os períodos seguintes.

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