segunda-feira, 31 de março de 2008

CONCERTO DE A NAIFA NO TEATRO FAIALENSE

Já vem sendo tradicional a deslocação ao Faial do grupo musical "A NAIFA", esta é mesmo a terceira vez que o fazem, agora integrada numa tournée do grupo, que conta no Faial com a organização da Hortaludus E.M.; do Teatro de Giz e do Cineclube da Horta.

É já no próximo dia 5 de Abril, sábado no também já habitual palco do Teatro Faialense, às 21:30 h.

Preços:
- Bilhete isolado 10 €;
- CD isolado 15 €
- Bilhete + CD 20 €.

Mais informações na página do Cineclube da Horta e no blog oficial d'A NAIFA

sexta-feira, 28 de março de 2008

COSTADO DA NAU - uma arriba fóssil diferente

Até 1957 a linha de costa mais ocidental do Faial era o Costado da Nau, só que a 13 de Setembro daquele ano iniciou-se uma erupção submarina um pouco mais a poente, o que criou um novo cone, que originou uma nova ilha que depois se uniu ao Faial. O extremo oeste da ilha passou a então ser constituído pelas novas estruturas construídas pelo vulcão dos Capelinhos e o Costado da Nau passou ao estatuto de Arriba Fóssil...


A encosta subvertical do Costado da Nau, à esquerda e cobertura os materiais do vulcão dos Capelinhos


Assim, ao contrário da maioria das outras arribas fósseis nos Açores, formadas devido a escorregamentos de terra ocorridos nestas mesmas íngremes escostas ou como resultado das escoadas de lava ou de piroclastos que caíram em cascata e vindas do interior da ilha em virtude de erupções terrestres; a arriba fóssil do Costado da Nau aconteceu porque uma nova ilha surgiu do lado do mar e se uniu a uma ilha mais antiga.
Uma génese muito diferente dos restantes casos, não sei se único na morfologia actual das ilhas deste arquipélago, no passado devem ter ocorrido outras situações semelhantes e hoje cobertas por materiais mais recentes, mas pessoal e presentemente não conheço mais nenhum caso igual nesta Região, uma génese pouco frequente para uma arriba fóssil nos Açores.

Existem no Continente arribas fósseis com uma génese ainda diferente, nomeadamente na Costa da Caparica, mas fora do enquadramento geológico dos Açores.

quinta-feira, 27 de março de 2008

DIA MUNDIAL DO TEATRO - 27 de Março

Hoje, 27 de Março, comemora-se
o Dia Mundial do Teatro


Teatro, uma forma milenar de expressão artística que se cruza com a literatura, a música, a representação, as artes plásticas que atravessa todos os estratos sociais ou gerações.
Dia Mundial do Teatro coincidente com o início do II Festival de Teatro do Faial, uma organização da Câmara Municipal da Horta.

Para ver o programa do Festival de Teatro consulte este post.


Teatro Faialense um dos principais palcos do II Festival de Teatro do Faial

Festival Theatre, em Stratford, Ontario, Canada.
Palco do maior festival de teatro de Shakespeare na America do Norte, na cidade de Stratford nas margens do rio Avon, todos os anos entre Abril e Novembro

Aqui fica a minha homenagem a todos os que se esforçam por dar o seu melhor na manutenção desta forma de expressão artística e muitas vezes um modo de formação e informação.

segunda-feira, 24 de março de 2008

FAJÃS - Génese e arribas fósseis

À fracção de terra, relativamente plana, que se forma na base de uma arriba fóssil, chamam os açorianos de FAJÃ.

Fajã da Praia do Norte

As fajãs, resultantes da queda de escoadas lávicas que atingiram as arribas costeiras, existem em quase todas as ilhas dos Açores. Por vezes, devido à sua dimensão, estas permitem o desenvolvimento de localidades importantes ou de extensas zonas de veraneio, tornam-se então conhecidas sobretudo pelo nome desse povoado, como acontece na vila de Velas em São Jorge ou no Varadouro no Faial, e o povo praticamente esquece-se que são fajãs.

Varadouro, uma importante zona balnear e de residências de veraneio do Faial, uma fajã da costa sul vista do domo de Castelo Branco.

Ao contrário de várias ilhas do Açores, onde muitas fajãs se encontram exclusivamente na base de arribas fósseis, as do Faial têm ambas uma zona de acesso ocidental sem esta barreira natural. Tal acontece porque nos últimos milénios esta ilha tem crescido para oeste e as fajãs encontram-se na charneira entre a ilha mais antiga e a unidade geológica mais recente - Complexo Vulcânico do Capelo; e ao qual pertencem.
Assim não se está perante um delta lávico típico, pois parte das lavas a oeste e em continuidade com as fajãs não tiveram que descer a arriba bem desenvolvida como na parte mais antiga da ilha.

Fajã da Praia do Norte, manteve na sua toponímia a sua característica geomorfológica, em frente a fajã une-se à formação do Capelo sem qualquer ressalto de arriba fóssil.

As fajãs não se formam apenas devido à descida de escoadas de lava pela arriba, por vezes importantes escorregamentos junto aos escarpados da linha de costas dão origem a extensos depósitos na base, outra forma diferentes de se originarem fajãs.


A parte oriental da fajã da Praia do Norte tem várias géneses que se sobrepõem: depósitos de escorregamentos ocorridos na arriba, material transportado por cursos de água e queda pela arriba de escoadas detríticas das explosões da Caldeira.

domingo, 23 de março de 2008

FELIZ PÁSCOA

Não está aqui...


...RESSUSCITOU!
(Mt. XXVIII, 6; Lc. XXIV, 6)

A todos os visitantes deste blog

Votos de uma Feliz Páscoa

quinta-feira, 20 de março de 2008

SEMANA SANTA - a mensagem original

Num momento em que a hierarquia da Igreja procura interpretar a mensagem de Cristo com uma linguagem contemporânea e tropeça nas palavras...

Corpus Hypercubus Dalí - imagem recolhida no Metropolitan Museum of Art, NY.

A mensagem inicial continua simples e actual:

"
Amai-vos uns aos outros como Eu vos Amei"

É difícil de pôr em prática, eu sei!... mas o desafio lançado permanece o mesmo, apesar do marketing pesquisar muitas outras palavras para substituir a mensagem original e verdadeira.

Claro que na linguagem da fé existe uma outra componente que completa a mensagem anterior, Amar a Deus, mas mesmo este mandamento cumpre-se através do anterior.

segunda-feira, 17 de março de 2008

ARRIBA FÓSSIL: Fajã da Praia do Norte

O pequeno relevo que se vê ao fundo corresponde ao Cabeço do Fogo, formado durante a erupção da Praia do Norte, em 1672 e descrita neste post.


A escoada de lava que se dirigiu para norte chegou à arriba litoral, desceu-a e prosseguiu o seu caminho mar adentro, alimentada pelos materiais que durante meses continuaram a ser expelidos pelo vulcão, originando um vasto campo de nova terra na base da arriba então fóssilizada.



A arriba fóssil, nas zonas não cobertas pela grande quantidade de lava da escoada, possui nalguns locais um desnível impressionante.


Assim se 0riginou uma vasta área de terra aplanada entre o mar e a arriba fóssil, hoje ocupada por casas de veraneio e por vinhedos. Este é um dos típicos aproveitamentos açorianos para os solos incipientes e pobres em início de formação sobre a lava recentes, tema que originou o post de Maio último: Pedras que brotam vinho.


O telhado das tradicionais adegas sobre a baía da Praia do Norte. Um património construído que urge ter atenção para evitar a sua descaracterização.

sexta-feira, 14 de março de 2008

II FESTIVAL DE TEATRO DO FAIAL

Entre 27 de Março e 17 de Abril, decorrerá no Faial um extenso festival de teatro, com representações de vários tipos, grupos locais, regionais e nacionais, amadores e profissionais, que se estenderá por quase todas as freguesias da ilha e ainda incluirá formação. Uma oportunidade para ver o que cá e lá se faz e saborear diferentes estilos e qualidade na arte de representar.
A pedido da vereação da cultura, fica aqui colocado e disponível o programa do festival para proveito de todos.

Para ver com maior resolução o programa, clique nas imagens para as ampliar.


Crianças e jovens até aos 18 anos tem entrada gratuita. Adultos 5 euros cada.

Para verificação de eventuais alterações do programa ou outras informações de pormenor, consultar a página da Câmara Municipal da Horta, entidade organizadora do Festival.

quinta-feira, 13 de março de 2008

ARRIBA FÓSSIL: Capelinhos - Varadouro

Quando ocorre uma escoada lávica próximo do litoral ou muito extensan uma ilha, existe uma grande probabilidade da mesma atingir a linha de costa.
Se a costa for escarpada - arriba litoral - então a lava tende a cair em cascata e espraiar-se na base da antiga arriba- delta lávico - ou prosseguir o seu caminho criando nova terra. Esta situação leva à formação de uma nova linha de costa, enquanto a antiga fica muitas vezes marcada na paisagem como um ressalto de relevo: arriba fóssil.
Em quase todas as ilhas dos Açores existem arribas fósseis e o Faial não é excepção, na costa sul existem pelo menos duas áreas onde esta situação é evidente: no Porto do Comprido, junto aos Capelinhos e no Varadouro.

Arriba fóssil próxima a leste do Porto do Comprido próximo do vulcão dos Capelinhos

A mesma imagem com indicação do local da arriba fóssil e sentido da escoada (clique para ampliar)

Arriba fóssil de grandes dimensões na zona balnear e de veraneio do Varadouro, onde se nota que a escoada provém da esquerda da foto, enquanto a arriba fóssil prossegue em continuidade com a linha de costa aactual para a direita, uma zona onde a arriba não ficou fossilizada.

A mesma arriba fóssil do Varadouro à esquerda e extensos campos de escoadas lávica à direita que progrediram depois de ultrapassar a antiga arriba.


Outra perspectiva da arriba fóssil do Varadouro à esquerda. Ao fundo à direita o domo traquítico de Castelo Branco.

terça-feira, 11 de março de 2008

TIPOS DE ESCALAS SÍSMICAS 3

A partir das ondas sísmicas registadas em sismogramas na Califórnia, Richter e Gutenberg descobriram uma fórmula matemática que combinava as amplitudes das ondas (afastamento provocado pela vibrações face à linha central e onde o traço estaria se não houvesse sismo) e a distância ao epicentro de modo a medir a quantidade de energia libertada durante o sismo naquela zona dos Estados Unidos. Mais tarde o método sofreu adaptações para permitir que o cálculo fosse fiável para qualquer ponto do Mundo.

Fonte: Wikipédia (adaptado): O fim do sismo é assinalado de modo aproximado, pois há sempre vibrações à superfície da terra, devido a tráfego, circulação animal, água dos rios, etc.

A quantidade de energia libertada no hipocentro é um valor único, não depende da distância da medição. Imagine uma lâmpada de 100 Watt, se tiver a poucos metros fica bem iluminado, se tiver a 1 quilómetro apenas verá um ponto de luz no escuro, mas a lâmpada continua a ser de 100 Watt. O que Richter e Gutenberg possibililaram foi o cálculo da energia associada ao sismo.
Todavia, cedo verificaram que, entre microssismos, pequenos sismos e grandes terramotos, a quantidade de energia libertada variava milhares de milhões ou mesmo biliões de vezes. Por isso adoptaram uma escala logarítmica, um método matemático que permite em poucos números representar variações muito grandes.
Assim, na escala de Richter, um sismo de grau 2 é cerca de 31 vezes maior que outro de grau 1, mas o de grau 4 já é mil vezes maior que o de 1. Sismos menores que 2 Richter, por norma são microssismos não sentidos pelo homem
Dada a complexidade desta escala e para melhor se entender o seu significado, compara-se a magnitude de um sismo com a quantidade de TNT para gerar uma explosão de dimensão semelhante.

SISMO NA ESCALA DE RICHTER VERSUS INTENSIDADE DE UMA EXPLOSÃO

0,5 Richter - 5,5 kg de TNT, semelhante uma grande granada de mão;
1,0 Richter - 32 kg TNT;
2,0 Richter - 1 tonelada (ton) de TNT;
5,0 Richter - 32 mil ton de TNT, a bomba atómica em Nagasaki;
6,0 Richter - 1 milhão de ton de TNT, o sismo da Ribeirinha em 1998;
7,0 Richter - 50 milhões de ton de TNT, o maior teste núclear até hoje;
9,3 Richter - 114 mil milhões de ton de TNT, o tsunami após o Natal de 2004;
12,0 Richter - 160 biliões de ton de TNT, a energia que recebemos diariamente do sol.

Fonte da escala comparativa: Wikipedia

N. A.: 1000 milhões e bilião em Portugal = a 1 bilião (bilhão) e 1 trilião (trilhão) no Brasil respectivamente.

sexta-feira, 7 de março de 2008

SISMÓGRAFOS E SISMOGRAMAS

Quando ocorre um sismo, mesmo não sentido pelo homem - microssismo (grau I Mercalli e EMS-98) existem aparelhos que são capazes de o registar e chamados Sismógrafos.
Não há muito tempo tal era conseguido com aparelhos com "agulhas" suspensas que riscavam uma folha de papel defumado ou pontas com tinta, em ambos os casos deixavam uma linha tremida como registo.
Por norma, os pequenos sismos apenas são captados por sismógrafos próximos do epicentro, mas os grandes terramotos ficam registados praticamente nos aparelhos distribuidos por todos o mundo, embora a evidência do registo tenda a diminuir com a distância ao epicentro.

Um sismógrafo moderno e portátil, embora com sismogramas ainda em suporte de papel (imagem da Wikipédia)

O registo do sismo, em papel ou em suporte digital, chama-se Sismograma.
Normalmente, numa dada estação sísmica, cada tremor-de-terra deve ser registado em três sismogramas em simultâneo, onde em cada um ficam gravadas as vibrações ao longo de uma das seguintes direcções: Norte-Sul, Este-Oeste ou Vertical.
Antigamente tal era conseguido com três sismógrafos em conjunto, mas hoje existem alguns aparelhos digitais que conseguem, de um único registo, produzir os três sismogramas de uma só vez.

Sismograma digital de um tremor-de-terra (fonte Wikipédia)

A partir do estudo destes sismogramas, dois geofísicos: Charles Richter e Beno Gutenberg, elaboraram um modelo matemático que conduziu ao cálculo da quantidade de energia libertada durante o sismo e criaram um sistema gradual de expressar a respectiva dimensão, ou seja, uma escala quantitativa ou de magnitude, conhecida mundialmente como Escala de Richter.

No próximo post, embora sem entrar em pormenores matemáticos, mas com curiosidades sobre esta escala, espero dar uma ideia simples do que qualquer cidadão pode apreender sobre a Escala de Richter.

quinta-feira, 6 de março de 2008

TIPOS DE ESCALAS SÍSMICAS 2

Como foi referido no post anterior, as escalas sísmicas de intensidade, como a de Mercalli, procuram descrever os efeitos e o modo como um dado sismo foi sentido num dado local. Por isso o tremor-de-terra é descrito com graus diferentes de área para área, embora a intensidade máxima por norma coincida com o epicentro. As linhas que unem pontos que representam igual intensidade sísmica num mapa chamam-se Isossistas.

Imgem: Silveira, D. (2007) Caracterização da Sismicidade Histórica da Ilha de S. Miguel. Boletim do Núcleo Cultural da Horta 16: 81-102.

As escalas de intensidade permitem desenhar cartas como a da figura acima, que embora semelhante para um evento único, neste caso em concreto não se limita a descrever a intensidade de um só sismo, pois procura compatibilizar as intensidades máximas que devem ter ocorrido nas várias áreas da ilha de São Miguel desde o povoamento, tendo em conta os relatos históricos dos muitos sismos ali sentidos, é portanto uma forma de apresentar uma carta de risco sísmico para uma área da superfície terrestre, tendo como base o passado conhecido sobre essa mesma zona e uma escala de intensidade.

Como referi, em Portugal e noutros países da Europa, está a começar a surgir, com alguma frequência, a descrição de sismos com base na Escala Macrossísmica Europeia de 1998, abreviadamente EMS-98, de European Macroseismic Scale, esta é muito semelhante à Mercalli Modificada de 1956, como se pode ver nesta página.
Contudo, uma das principais diferenças entre as duas escalas está no modo de efectuar o levantamento dos efeitos do sismo, com inquéritos que passam a considerar já as evoluções resultantes de engenharia civil ao nível de resistência sísmica dos edifícios, como se pode comprovar aqui em formato pdf no trabalho de um colega meu de faculdade, para quem tiver mais interessado em aprofundar o tema.

terça-feira, 4 de março de 2008

TIPOS DE ESCALAS SÍSMICAS 1

Ao nível dos riscos geológicos, uma das perguntas mais frequente que me fazem prende-se com as diferentes escalas com que os meios de comunicação social descrevem a dimensão dos sismos.
Em primeiro lugar importa saber que os sismos tectónicos correspondem aos efeitos de movimentos bruscos que por norma ocorrem ao longo das falhas geológicas, próximo da superfície da Terra, mais frequentemente junto dos limites das Placas Tectónicas, tal como acontece nos Açores, Portugal Continental e também em parte na Madeira.
No momento da ocorrência do sismo liberta-se muita energia e a descrição das dimensão dos sismos tende a seguir dois tipos de escalas:

Escalas de intensidade, que procuram descrever os efeitos e o modo como o homem sentiu sismo nos vários locais em torno do fenómeno. São qualitativas, ou seja, cada grau é representado por um número romano e corresponde a um conjunto de efeitos. Assim o grau do sismo varia de local para local, em função da distância superficial ao fenómeno ocorrido - epicentro -, onde por norma se verifica a intensidade máxima. Neste tipo a escala, a mais conhecida é a de Mercalli.

Escalas de Magnitude - Procuram quantificar a energia que se libertou durante o sismo no local onde ocorreu em movimento no planeta Terra, a maior ou menor profundidade - hipocentro - embora existam variações de pormenor, o grau é descrito por um algarismo árabe, com pelo menos uma casa decimal e é único para um dado sismo e não varia com o local da medição, pois resulta de uma fórmula matemática que é independente do modo como as pessoas sentiram o sismo, a escala mais conhecida deste tipo é a de Richter.

Por ser a mais fácil vou começar por apresentar a escala de Mercalli que tem XII graus:

GrauDescrição
I. Muito fraco Nenhum movimento é percebido.
II. FracoAlgumas pessoas podem sentir o movimento se estiverem em repouso e/ou em andares elevados de edifícios.
III. LeveDiversas pessoas sentem um movimento leve no interior de prédios. Os objectos suspensos mexem-se. No exterior, no entanto, nada se sente.
IV. ModeradoNo interior de prédios, a maior parte das pessoas sentem o movimento. Os objectos suspensos mexem-se, e também as janelas, pratos, armação de portas.
V. Bastante moderadoA maior parte das pessoas sente o movimento. As pessoas adormecidas acordam. As portas fazem barulho, os pratos partem-se, os quadros mexem-se, os objectos pequenos deslocam-se, as árvores oscilam, os líquidos podem transbordar de recipientes abertos.
VI. ForteO terramoto é sentido por todas as pessoas. As pessoas caminham com dificuldade, os objectos e quadros caem, o revestimento dos muros pode rachar, as árvores e os arbustos são sacudidos. Danos leves podem acontecer em imóveis mal construídos, mas nenhum dano estrutural.
VII. Muito forteAs pessoas têm dificuldade de se manter em pé, os condutores sentem os seus carros sacudirem, alguns prédios podem desmoronar. Tijolos podem desprender-se dos imóveis. Os danos são moderados em prédios bem construídos, mas podem ser importantes no resto.
VIII. DestrutivoOs condutores têm dificuldade em conduzir, casas com fundações fracas tremem, grandes estruturas como chaminés e prédios podem torcer e quebrar. Prédios bem construídos sofrem danos leves, contrariamente aos outros, que sofrem danos severos. Os ramos das árvores partem-se, as colinas podem abrir fendas se a terra estiver úmida e o nível de água nos poços artesianos pode modificar-se.
IX. RuinosoTodos os edifícios sofrem grandes danos. As casas sem alicerces deslocam-se. Algumas canalizações subterrâneas quebram-se, a terra abre fendas.
X. DesastrosoA maior parte dos prédios e suas fundações são destruídos, assim como algumas pontes. As barragens são significativamente danificadas. A água é desviada de seu leito, largas fendas aparecem no solo, as linhas de comboio entortam.
XI. Muito desastrosoGrande parte das construções desabam, as pontes e as canalizações subterrâneas são destruídas.
XII. CatastróficoQuase tudo é destruído. O solo ondula. Rochas podem deslocar-se.
(Fonte do quadro: Wikipédia)

Por norma chama-se terramoto aos sismos que num dado local atinjam o Grau VII ou mais da escala de Mercalli.
Também como é qualitativa e muitas vezes as pessoas descrevem o sismo cheias de emoção, por vezes se diz que um sismo num dado local se situou entre dois graus diferentes, como por exemplo, de V a VI.

Porque a tipologia e qualidade das construções vão evoluindo com os conhecimentos, houve a necessidade de fazer correcções descritivas em função desses dados, por isso, muitas vezes se diz escala de Mercalli Modificada, tendo uma das adaptações mais significativas sido feita em 1956, e por isso abreviadamente aparece escrito como MM56.

Na Europa procedeu-se a uma adaptação muito mais recente, que envolveu a colaboração de muitos cientistas deste continente e resultou numa escala de intensidades que cada vez é mais citada nos Açores, Portugal e outros países da União Europeia que apresentarei proximamente.

domingo, 2 de março de 2008

BLOG GEOCRUSOE - 1.º ANIVERSÁRIO

A 2 de Março de 2007, enquanto tentava colocar uma mensagem num blog, acidentalmente seleccionei o ícone de criação de um novo blog, considerei a situação um desafio, aceitei e prossegui no preenchimento dos quadros. Assim nasceu o Geocrusoe na blogosfera.
Se o nome não surgiu naquele momento - radicava-se na falta de outro geólogo na ilha para falar sobre Ciências da Terra - o blog em si não foi planeado, por isso não teve um programa pré-definido e começou com um desabafo!
Com o tempo, Geocrusoe cresceu, procurou o seu caminho e instalou-se na blogosfera com identidade própria.
Hoje, Geocrusoe é um espaço onde se divulga a Geologia dos Açores, com especial atenção no Faial por questões de proximidade, e se fala dos gostos pessoais do seu autor: Música, Cinema, Teatro, Cultura Açoriana, Património, Canadá e Viagens, ainda não me aventurei pela literatura (por estar em descoberta do que se faz na Pátria da Folha do Ácer), nem de pintura, pelo menor conhecimento da área e as explorações neste domínio serem associadas à minhas viagens.
Também não me esqueço que vivo numa comunidade rural, Ribeirinha, que apesar de pequena, é dinâmica e composta de companheiros nas dificuldades e nas alegrias e onde estou integrado na sua vivência desde que cá cheguei.
Cedo descobri que para uma grande adesão de visitantes ou de comentadores deveria seguir temas polémicos como política e bairrismos, entre outros, mas optei pela sobriedade das minhas paixões e reflexões. Mesmo assim, é com orgulho que vejo as visitas ao Geocrusoe em crescimento contínuo e o blog a ser conhecido por entidades culturais e locais, que hoje aproveitam este espaço para divulgação de eventos que cá acontecem, o que faço com muito prazer.
A todos os que contribuiram com comentários ou pessoalmente para melhorar este blog, bem como forneceram elementos e dicas, fica aqui o meu muito obrigado. Não me esqueço dos amigos e amizades que desenvolvi na blogosfera, cujas suas páginas constam da minha lista de links já muito extensa para aqui os identificar.
Aos professores e formadores que perguntam se podem tirar excertos do Geocrusoe para suas actividades, informo que este é um simples espaço público, onde se faz divulgação científica e se lhes pode ser útil, bom proveito!