impressões de um geólogo amante de livros e música erudita que vive numa ilha vulcânica bela e cosmopolita
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Desporto e solidariedade
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Freguesias e localidades de São Jorge 2 - Santo Antão
(clique na foto para a ampliar)
Cercada de pastagens de minifúndio, com um verde muito característico. Esta localidade estende-se num planalto sobranceiro ao mar, cortado por ribeiras paralelas de caudal perene e vários cones vulcânicos e afloramentos rochosos onde a cor de ferrugem empresta um contraste original na ilha.
Santo Antão tem uma economia pujante baseada na produção de carne bovina, lacticínios e fumeiros, possui ainda uma população onde a juventude é uma fracção importante dos seus habitantes. No 1.º de Janeiro de 1980 a localidade foi destruída pelo sismo mais intenso do século XX nos Açores, tendo sido reconstruída com a traça original na maioria dos seus edifícios.
(Clique na foto para a ampliar)
Esta freguesia tem uma ligação muito especial à Ribeirinha do Faial, na década de 1960 iniciou-se uma migração de jorgenses, sobretudo desta localidade, para a Ribeirinha e no início da década de 1980 quase 40% dos ribeirinhenses eram provenientes de São Jorge, hoje grande parte das famílias destas duas comunidades possuem laços familiares na outra ilha.
A haver geminações de freguesias, Santo Antão de São Jorge, sem dúvida, seria irmã da Ribeirinha do Faial.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
ORLANDO RIBEIRO - 100 ANOS
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Reflexões literárias 1
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
QUINTA-FEIRA DE AMIGOS NA BLOGOSFERA
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Freguesias e localidades de São Jorge 1 - Rosais
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Pico visto de São Jorge
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
PARABÉNS FAYAL SPORT CLUB - 102 ANOS

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
LiDAR - Uma técnica de avaliação de riscos geológicos
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Pico Nevado em tarde solarenga

terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Arma Secreta - António Gedeão

ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.
Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.
A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis de furalina.
Erecta, na noite erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Curiosidades: Marina da Horta
Quando tirei esta foto nem me apercebi que o alinhamento das duas jovens araucárias tapava precisamente as embarcacações atracadas nos dois cais desta baía norte da Marina da Horta enquadrados na imagem, parece que a timidez fez com que se escondessem atrás das árvores.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
CURIOSIDADES: Motos na Horta
sábado, 15 de janeiro de 2011
Enxurradas no Rio e Movimentos de Massa nos Açores

As imagens das enxurradas e resgate no Estado do Rio de Janeiro comovem quem as vê, como geólogo que visitou Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e a Serra dos Órgãos, a comoção e a compreensão do que aconteceu aumenta.
Petrópolis é uma Sintra, cidade serrana com um palácio real ou imperial, cresceu perto da capital e tornou-se num centro cosmopolita de nobres. Teresópolis é uma cidade vizinha, o nome homenageia a mulher do imperador do palácio. Nova Friburgo foi uma colónia de emigrantes suíços mais a norte e na mesma cordilheira. Todas eram pequenas cidades com temperaturas mais amenas para europeus que as do Rio de Janeiro e estão cercadas por morros de grandes declives, cobertos de densa vegetação e cumes desnudados devido ao arraste do solo nas chuvas intensas. Pequenos burgos não muito distantes do Rio que a modernidade aproximou e a suas belezas transformaram-nos em pólos turísticos que atraíram muitas gente que ocuparam densamente margens de rios e morros num solo húmido, exposto a chuvas intensas e instável. A armadilha montou-se com o crescimento demográfico sem ordenamento territorial.
Vastas inundações como na Austrália, em zonas planas e de baixa densidade humana, são pouco mortíferas, as correntes não encontram tanta gente num curto espaço de tempo e a demora a atingir as cidades permite o aviso atempado das pessoas. Em regiões montanhosas densamente povoadas a subida das águas nos pontos de concentração é rápida, as correntes encontram muitas gente no trajeto, os solos dos declives perdem consistência, tornam-se lamas que escorrem e tudo arrastam e o tempo é escasso para alertas adequados à proteção das pessoas. Contra isto, havendo espaço, só há o ordenamento do território e retirada da ocupação humana dos locais de maiores riscos para viverem em zonas mais seguras, mas baixar o risco não é anulá-lo.
Os Açores têm zonas declivosas, períodos de chuvas intensas, sismos, ribeiras torrenciais e locais de maior risco de densidade urbana alta. A prevenção é a melhor via de evitar catástrofes, mesmo que as pessoas digam que há muito conhecem um local e não se lembram de ali ter ocorrido algo de grave, a memória das gentes é outra armadilha: raramente sobrevive um século e a terra tem 4600 milhões de anos, muito tempo para escolher quando decide atacar um local que reúna as condições para a catástrofe e a explosão demográfica torna-nos mais vulneráveis por favorecer a ocupação de locais inseguros.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
RECORDAR SOL DE INVERNO

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Júniores B do Fayal Sport Club - Campeões açorianos

domingo, 9 de janeiro de 2011
Universidade dos Açores - 35 Anos - Parabéns

Nenhum País ou Região se desenvolve sem a base do conhecimento, sem possuir uma elite bem alicerçada e onde o saber-fazer seja o motor do progresso de uma terra. O dinheiro e os recursos podem ser escassos, mas se houver capacidade de encontrar soluções um povo pode avançar, o inverso é inviável.
Nesta Universidade existem vários campos de investigação adequados à realidade dos Açores: oceanografia e pescas no centro de uma vasta área marítima; ciências agrárias em ilhas onde a pecuária e os lacticínios são um dos seus principais recursos; geologia e biologia, numa terra onde a ecologia e as crises sismovulcânicas necessitam de um acompanhamento permanente; economia numa região onde os constrangimentos obrigam a uma análise de pormenor para se conseguir ultrapassar as dificuldades; letras numa terra onde a cultura tem raízes e ramos frondosos, entre outras áreas do conhecimento. Um potencial para os Açores alimentado a partir desta casa
Nesta Universidade tirei o meu mestrado em vulcanologia e riscos geológicos, a ela continuo ligado e sempre disponível para com ela colaborar a favor das ciências da terra e dos Açores.
PARABÉNS UNIVERSIDADE DOS AÇORES
