impressões de um geólogo amante de livros e música erudita que vive numa ilha vulcânica bela e cosmopolita
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
"A Casa Grande de Romarigães" de Aquilino Ribeiro
terça-feira, 29 de setembro de 2020
"O Mundo de Ontem" de Stefan Zweig
sábado, 26 de setembro de 2020
"FANNY OWEN" de Agustina Bessa-Luís
sábado, 19 de setembro de 2020
"CONTOS de Tchékhov" - Volume II - Anton Tchékhov
sábado, 12 de setembro de 2020
"Perry Mason e o caso do Gato Distraído" de Erle Standley Gardner
Depois de uma obra tão densa, seguiu-se um policial de puro entretenimento "Perry Mason e o Caso do Gato Distraído" do escritor norteamericano Erle Standley Gardner de quem lera várias obras na minha adolescência.
Helen recebe um telefonema do tio a solicitar um encontro secreto para trazer consigo o advogado Perry Mason, tio que desaparecera há 10 anos quando ela era adolescente, e será guiada por hóspede de um hotel, logo a seguir é avisada por sua tia que o gato está com convulsões, descobrindo-se no veterinário que fora envenenado. Mesmo assim, Helen encontra-se com o advogado, mas dá-se o assassinato do guia e ela, Mason com a sua secretária veem-se numa noite atribulada, onde Helen e o namorado quase são mortos, ocorrem desvios de testemunhas na competição entre a polícia e o advogado, acabando o caso no tribunal onde a perícia de Mason e o comportamento do gato levará à descoberta por ele da verdade que clara é diferente da teoria das autoridades.
A trama desenrola-se a um ritmo alucinante, num jogo de competição onde o advogado recorre a métodos estrambólicos no limiar da legalidade e por isso muitas cenas estranhas surgem sequencialmente, mas quando tudo parece perdido para Mason, ele consegue ligar todos factos de modo simples e ainda vencer.
A escrita em português é elegante e bem tratada, apesar de ser uma mera trama de entretenimento, suspense e onde várias explicações surgem de forma que nos surpreendem, lê-se bem devido ao ritmo dos eventos e dos métodos pouco ortodoxos do advogado e do seu sentido de humor. Gostei e é de muito fácil leitura.
sábado, 5 de setembro de 2020
"Os Sete Pilares da Sabedoria" de T. E. Lawrence
Acabei de ler um livro com cerca de 800 páginas que é em simultâneo um romance e um relato histórico real, memórias narradas e vividas pelo autor. Uma obra de grande sensibilidade e beleza de escrita literária e também um texto de reflexão sobre o que era o papel e a mentalidade das potências europeias sobre os outros Povos no início do século XX que se torna numa mensagem de respeito e tolerância pelas outras nações, suas culturas e religiões. "Os Sete Pilares da Sabedoria" é o relato da batalha da frente árabe durante a primeira guerra mundial, vista do lado dos árabes mas através dos olhos de um inglês ao serviço da Inglaterra, T E Lawrence, mais conhecido por Lawrence das Arábias na sequência da adaptação desta obra ao cinema. O autor teve como papel estudar e unir todos os povos da península arábica a Damasco numa identidade nacional para assim lutarem pela sua independência do império Otomano governado pelos turcos de Istambul, tendo no seu trabalho integrado a mentalidade dos povos a sublevar e assumido a personagem e comportamento árabe sem renegar a sua identidade de origem como modo a conseguir o respeito e confiança das mais variadas etnias árabes.
Lawrence encontra-se na embaixada no Egito durante a 1.ª Guerra Mundia sendo encarregue de procurar no seio dos árabes um líder para fazer aderir os povos do médio-oriente a uma causa contra os turcos aliados dos alemães. Parte para a península e entre as famílias dominantes da zona e entre vários contactos seleciona Faiçal da dinastia dos Hashemitas para liderar a sublevação com a promessa de posteriormente estes Povos puderem ter independência e estados com a liberdade dos europeus. Passa a integrar os militares da Faiçal e em paralelo dá início a uma guerra de guerrilha e cativa as tribo para o combate, viajando com os árabes adota os seus costumes, trajes e passa grande parte do tempo isolado dos ingleses. Mais tarde as suas vitória tornam as suas forças num braço armado autónomo mas a servir os ingleses na conquista da zona até Damasco, embora tenha a consciência que as potências europeias se vencerem não darão o estatuto de independência que considera justo.
Brilhantemente escrito, é um relato de guerrilha, mas só na última centena de páginas assistimos a relatos de combates clássicos, o livros com várias viagens em território desértico descreve pormenorizadamenre a paisagem, o clima e a geologia da região, enquanto vamos descobrindo como são as tribos, a sua diversidade e mentalidade e os problemas de consciência de Lawrence, tão próximo sentimentalmente de Faiçal e dos seus chefes guerreiros com quem desenvolve uma amizade e respeito profundo. Uma edição que foi publicada por crowdfunding de potenciais leitores pela E-Primatur, na qual participei, um livro com várias imagens que me orgulho de ter contribuído para a sua publicação, apesar de extenso e do grande número de personagens e topónimos difíceis de decorar, apesar de vários mapas de apoio. A obra mais rica e importante que li nos últimos tempos. Uma obra-prima.
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
"Crime no Vicariato" de Agatha Christie
Acabei de ler mais um policial de Agatha Christie, "Crime no Vicariato", a obra onde a autora integrou pela primeira vez a sua personagem de Miss Marple. Um dos romances considerados entre os mais geniais da escritora.
Na aldeia de St. Mary Mead o vigário vai-se se reunir com o coronel Protheroe para uma fiscalização às contas da paróquia depois de uma fiel ter reclamado que dera uma maior nota na coleta que o valor declarado. Toda a gente sabe do encontro e muitos odeiam o militar que persegue caçadores e cidadãos pacatos em nome duma justiça sem tolerância. Antes da hora da reunião o vigário é chamado a casa de uma doente, um falso alarme, no regresso encontra um pintor que fora expulso da mansão de Protheroe e amigo da esposa deste e da filha em delírio por ter encontrado o inspetor assassinado no escritório de vicariato. Entre o sacerdote, a sua esposa e passando até pela família da vítima há muitos suspeitos locais para o crime que a polícia investiga, mas a vizinha da casa ao lado é uma velhota observadora de tudo o que se passa à volta e apesar de um pouco inconveniente é capaz de interpretar o comportamento de todos e, com tal atributo indiscreto, de desvendar quem matou de facto o coronel.
A obra, de escrita escorreita simples, tem como primeiro narrador o vigário que conhece toda aldeia, inclusive os que ali estão de forma um pouco estranha, aos poucos chegam-lhe aos ouvidos todos os mexericos do lugar e, inclusive, os comentários daquela vizinha humilde mas inconveniente e vê a arrogância do polícia. Assim, surpreendidos com a lógica avançada da idosa e o trabalho árduo da autoridade vamos percebendo as muitas hipóteses, exclusões e motivos que até podem ter raízes antigas, até que quando tudo parece esclarecido Miss Marple ainda tem mais uma palavra dar na solução final. Para lazer é um excelente romance no género, onde transpira o ambiente rural inglês e o estilo de vida da comunidade anglicana. Gostei e valeu a pena ler.
terça-feira, 18 de agosto de 2020
"O Herói das mulheres" de Adolfo Bioy Casares
Desde de um túnel curto que une pontos longínquos por onde um estudante se desviou em fuga aos estudos e encontrou o amor que se lhe tornou inacessível; a uma descoberta útil para o aproveitamento da dor física; ao jovem que não segue os conselhos da mãe e sai protegido pela magia; ao homem que foge da mulher obsessiva mas que a encontra no fim da sua fuga; à mulher que viaja em primeira-classe justificando as desvantagens; um intrincado jardim fantástico que embaraça a fuga de um jornalista perseguido politicamente; ao rapto por fantasma que talvez seria um tigre. Tudo isto numa panóplia diversificada e interessante.
Para quem gosta do género é um livro muito bom entre o estilo de Kafka e de Borges, e também excelentemente escrito e narrado.
sábado, 15 de agosto de 2020
"A Improvável Viagem de Harold Fry" de Rachel Joyce
sábado, 8 de agosto de 2020
"Meio Sol Amarelo" de Chimamanda Ngozi Adichie
sábado, 1 de agosto de 2020
" Morte no Nilo" de Ágatha Christie
domingo, 26 de julho de 2020
"A Colmeia" de Camilo José Cela
terça-feira, 21 de julho de 2020
"A Luz de Pequim" de Francisco José Viegas
quarta-feira, 15 de julho de 2020
"A desvastação do Silêncio" de João Reis
sábado, 11 de julho de 2020
"O velho que lia romances de amor" de Luis Sepúlveda
quarta-feira, 8 de julho de 2020
"A Princesa de Gelo" de Camilla Läckberg
Acabei de ler o romance policial "A Princesa de Gelo" da sueca Camilla Läckberg.

















