sábado, 18 de abril de 2015

"Tudo o que sobe deve convergir" de Flannery O'Connor



Acabei de ler a conjunto de nove contos de Flannery O'Connor reunidos no livro "Tudo o que sobe deve convergir", adorei a escrita e a forma destas pequenas histórias, com 30 páginas em média cada, todas com personagens complexadas e onde se expõe, de uma forma crua e dura, os preconceitos sociais do racismo e da obsessão religiosa no sudeste dos Estados Unidos.
Apesar da omnipresença do preconceito e de relatos de fím trágico em quase todos as histórias, o livro não é deprimente devido à qualidade da escrita e de até estar presente alguma ironia ou humor de forma subtil nos relatos.
A estrutura perfeita dos contos em termos de duração da história, a tensão psicológica no protagonista, personagens que são cidadãos simples da sociedade rural ou de pequenas cidades e a qualidade do conjunto fizeram-me recordar a laureada com o Nobel: Alice Munro; embora as temáticas sejam bem distintas. Gostei muito e recomendo a quem gostaria de encontrar contos bem estruturados e magnificamente narrados.

4 comentários:

Pedrita disse...

não conhecia. beijos, pedrita

Carlos Faria disse...

Contudo vale a pena conhecer, tinham-me dito que era uma das melhores escritoras estaunidense do século XX, que só não era mais conhecida pois a sua obra foi pequena por ter morrido relativamente jovem. Confirmo a sua qualidade

Anónimo disse...

Muito boa escritora.
Mas parece-me que queria escrever personagns complexas ;)

Carlos Faria disse...

Também tem personagens complexas, mas sobretudo personagens com complexos: de racismo ou de religião.