quinta-feira, 28 de abril de 2011

Crise Sísmica no Faial

Há muitos anos que se sabe que as zonas epicentrais não se distribuem aleatoriamente na Região, existem alinhamentos associados a falhas geológicas e áreas onde há maior actividade sísmica do que outras, existindo em torno do Faial duas zonas bem conhecidas por concentrarem preferencialmente este tipo de ocorrências, uma a nordeste do Faial, próximo da Ribeirinha, muito perto de terra pelo que já esteve associada a catástrofes nesta ilha.

Os últimos sismos nos Açores (clique na imagem para a ampliar)
fonte: CVARG

A outra, a oeste dos Capelinhos, felizmente está mais longe de terra o que permite que muita da actividade que ali acontece não seja sentida... apesar de tudo, nos últimos tempos uma agitação significativa tem sido registada nesta área e nos últimos dias o número de eventos permite dizer que se está perante uma crise sísmica.
Apesar da distância ser motivo para não gerar grandes preocupações, seguir as normas de segurança para crises sísmica é sempre uma recomendação pertinente.

2 comentários:

Anónimo disse...

Perguntas de leigo:
Essa "actividade", essas "falhas", esses "alinhamentos", não são óbvios, antes do mais, pela simples observação do mapa das ilhas, na configuração "alongada" destas? (Leste/Oeste)
Não chama a atenção que as ilhas do Grupo Ocidental tenham um "alinhamento" diferente?(Norte/Sul)

geocrusoe disse...

Algumas falhas estão bem evidentes em acidentes morfológicos (relevos) como as lombas do Faial e alinhamentos de cabeços no Capelo, São Jorge etc. ribeiras de margens assimétricas ou não radiais a partir do interior dos cones vulcânicos, mas outros não são nada óbvios ao olho humano nem em cartografia Espalhafatos - Lombega no Faial. As ilhas e sua distribuição e orientação dão de facto pistas nesse sentido.
Só que muito mais de 90% da zona dos Açores é submersa e o prolongamento das falhas nessa área não é tão evidente ao olho e além disso há falhas que nem tocam as ilhas.
As Flores e Corvo estão numa placa diferente das restantes ilhas e por isso o seu alinhamento obedece a um enquadramento diferente, paralelo ao rifte e não relacionado com o contacto da placa africana com a euroasiática.