terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mário de Sá-Carneiro

Torre Eiffel
Foto de Tristan Nitot, extraída e nas condições daqui

A minh'Alma fugiu pela Torre Eiffel acima;
- A verdade é esta, não nos criemos mais ilusões -
Fugiu, mas foi apanhada pela antena da T.S.F.
Que a transmitiu pelo infinito em ondas hertzianas...

(Em todo o caso que belo fim para a minha Alma!...)

Mário Sá-Carneiro, Paris, 1915

2 comentários:

ematejoca disse...

É bom relembrar a poesia do nosso Mário de Sá-Carneiro, poeta de uma
sensibilidade complexa, atraída pelo mistério e pelo medo, e, sempre fascinado por temas como a loucura e o suicídio, vindo a suicidar-se a 26 de Abril de 1916, depois de uma vida de boémia entre Lisboa e Paris.

geocrusoe disse...

Pois a sua poesia torna-se estranha pela forma como fala ou brinca sobre a morte e loucura e esta vida louca.