domingo, 11 de maio de 2014

"Falconer" de John Cheever

Sextante Editora

Acabei de ler "Falconer" de John Cheever. O título corresponde ao nome da prisão aonde Farragut: toxicodependente desde a sua missão militar, pai, marido e professor; vai cumprir pena por fratricídio. A descrição do dia-a-dia no estabelecimento servirá ao protagonista para refletir na sua viva, angústias, família, infância, sexualidade e desenvolver o contacto social e também íntimo com os restantes reclusos bem como conhecer a traição e compreender como é o funcionamento subjacente ao sistema prisional.
Escrito numa linguagem realista e pouco vestida de artificialismos estilísticos, típica da literatura norte-americana, o livro não faz grandes juízos de valor, mas pela exposição expõe e aborda as causas das angústias, os receios do passado complementado com o desejo de liberdade e de remissão do cidadão norte-americano (um número, uma pessoa e uma consciência) na sociedade. Uma obra característica dos anos 1970, a geração onde a droga e o esforço da compreensão do eu numa sociedade em mudança do conservadorismo social para uma liberdade individual foi marcante.
Gostei, apesar do ambiente prisional não é deprimente, embora a vontade de remissão não seja um caminho alegre, contudo não tem a força de outros retratos dos Estados Unidos feitos mais recentemente como Submundo de Dom deLillo e de Liberdade de Franzen já aqui falados, até pela pequena dimensão deste romance não permite maiores aprofundamentos dos temas abordados.

1 comentário:

Pedrita disse...

não conhecia, ah, está lendo o castelo. é incrível. beijos, pedrita