segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia Mundial do Livro - 23 de abril

Todos os anos relato aqui as melhores obras lidas ao longo do último ano, confesso que intensifiquei nos tempos mais recentes a minha leitura e felizmente a qualidade das obras foi elevada, pelo que a escolha não foi fácil.
O melhor livro de literatura Portuguesa
Uma das melhores obras que li de Saramago, profundo e sarcástico quanto baste para nos fazer refletir sobre a nossa sociedade e a morte de uma forma que é ao mesmo tempo divertida e séria.

O melhor romance de literatura Canadiana
 Foi finalista do prémio Booker prize de 2011, irmãos que espelham a consciência, o crime, a ambição e o arrependimento, numa sociedade sem lei que foi a corrida ao ouro no far west americano, isto numa escrita irónica e fácil.

Dois livros, destaco aqui ao nível da literatura internacional:


Uma extensa obra com reflexões sobre a capacidade de reabilitação de um indivíduo, um retrato da revolução francesa e da batalha de Waterloo numa escrita fácil e linear típica do século XIX, com todos os seus exageros na qualidades e defeitos das personagens típicos do estilo da época.

É um pequeno livro, mas o que mais me fascinou. Não é um verdadeiro romance, é mais uma metáfora contada de uma forma de tal forma esquematizada, simbolizada, matematizada e com raízes nas viagens de Marco Polo, literatura pura, quase abstrata, mas que não deixa de nos fazer pensar, são pequenos retratos de cidades símbolo, uma obra fundamental para quem gosta de um livro que é simplesmente o ideal de uma obra de arte. 

3 comentários:

ematejoca disse...

Já ouvi falar do romance canadiano, mas ainda não o li.

Claro que já li os outros 3: o de Victor Hugo quando era menina e moça, o de Calvino, quando escrevi um trabalho para a Uni, o de Saramago comprei-o e li-o na altura da morte da minha mãe.

"Pourquoi lire?" de Charles Dantzig é o livro que estou a ler neste momento (em alemão: Wozu lesen?) daí o título da minha posta de hoje.

Saudação de Düsseldorf!

Pedrita disse...

esse do saramago não li, anotado. vixe, nem tampouco os miseráveis. adoro as cidades invisíveis. beijos, pedrita

Carlos Faria disse...

Ematejoca
Agora percebi o título no seu blog.
O livro canadiano é razoável, foi o melhor que li da minha terra este ano, mas a recomendar um dos últimos tempos seriam: The blind Assassin de Margaret Atwood ou o The view from Castle Rock de Alice Munro.

Pedrita
Olhe que vale a pena este Saramago...