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sábado, 6 de abril de 2019

"Uma conjura de Saltimbancos" de Albert Cossery

Excerto
"são precisos ócios para aguçar o sentido crítico e elaborar um ideal."

O escritor Egípcio de escrita francesa Albert Cossery é o autor do elogio literário de vícios como o ócio, a preguiça e do gozo do comodismo social dos mais pobres, com recurso à ironia, sarcasmo e humor. "Uma conjura de Saltimbancos" é já o quinto livro que leio deste escritor e não foge à sua temática típica e estilo de narrativa.
Teymour foi para o estrangeiro movido pelo pai para tirar um curso de Engenheiro Químico, onde levou uma vida de pleno gozo até lhe ser exigido o regresso, preocupado em mostrar a validade do investimento paterno compra um diploma para exibir mas o regresso a sua cidade de província sem divertimentos parece tornar-se numa tortura, até que os seus amigos lhe mostram como é possível gozar a cidade no ócio e sem trabalhar tornando aquela terra uma maravilha para viver como qualquer outra, entretanto o chefe da polícia tem no grupo de jovens os seus espiões e a obsessão de que estes malandros estão a conspirar contra a segurança do Governo, entretanto vários ricos da região desaparecem misteriosamente o que parece suportar a sua teoria de que a coberto da boa-vida e do gozo com mulheres desta juventude perdida se esconde uma conjura.
Um romance divertido numa trama que se desenrola com a lassidão típica de quem leva a vida a aproveitar o dia-a-dia sem nada de útil fazer. Gostei e com uma escrita de fácil leitura


2 comentários:

Pedrita disse...

nunca li nada dele. beijos, pedrita

Carlos Faria disse...

Depois ter um francês me ter recomendado este escritor, desde então tudo o que encontro dele tenho comprado e lido, embora tenha gostado mais de uns do que de outrose nunca me desiludiu.