sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Por que mergulhei nas obras literárias e clássicos mais antigos?

Recentemente alguém me esboçou um certo menosprezo por nos últimos tempos ter optado por ler vários livros do século XIX ou da primeira metade do século XX quando há tantos títulos de obras recentes a serem publicados pelas editoras.
A verdade é que depois de ter seguido ativamente numerosas obras galardoadas pelos mais variados prémios literários presentemente ativos, de língua portuguesa ou outras, e da abundante publicidade de interessantes e importantes publicações que vão saindo, a quantidade de desilusões face às minhas elevadas perspetivas foram também abundantes.
É verdade que várias dessas obras até têm apresentado uma escrita literária rica, inovadora e esteticamente atraente, mas, nestes casos, também não têm sido raras as que a respetiva qualidade de forma parece ser acompanhada por uma falta de profundidade no conteúdo da mensagem.
Tal como é verdade que li obras recentes com personagens, situações sociais e estórias bem trabalhadas, ricas no conteúdo, descrevendo situações inovadoras e reflexões interessantes, mas, neste caso também, não tem sido raro as que a qualidade do conteúdo parece empobrecida na forma.
Paralelamente, tenho descoberto que o filtro do tempo tende a preservar e valorizar as obras que reúnem a qualidade estética da escrita e a importância do conteúdo ficcional . Assim ao ler um clássico da literatura tem, por norma, me permitido descobrir livros que não desiludem, pois enriquece a formação do leitor misturada na medida certa de bom gosto que dá prazer e alimenta o lazer.
Isto não quer dizer que abandono as obras contemporâneas que as técnicas de publicidade moderna valorizam para aumentar as vendas... apenas que um mergulho nos clássicos é sempre um passaporte seguro para manter vivo o gosto pelos livros. 

5 comentários:

Pedrita disse...

eu gosto de variar. cada vez q pego um livro pra ler eu procuro pegar de um país diferente do anterior e em geral de um período diferente do anterior. eu adoro mergulhar no desconhecido. ah, comecei a ler o livro do lobo antunes. beijos, pedrita

Carlos Faria disse...

Pois também sou da opinião que diversificar é a forma mais adequada de obter uma visão mais global da literatura.

Pedrita disse...

carlos, o livro fantasma de josé castello não é de terror, não é paranormal. é um livro sobre escrever, literatura.

Os Incansáveis disse...

Olá, Carlos. Sobre esse assunto, leia "Por que ler os clássicos", de Italo Calvino.
Denise

Carlos Faria disse...

Excelente proposta, eu que sou fã de Italo Calvino, nunca li esse ensaio e já ouvi falar muito bem dele.