quarta-feira, 12 de junho de 2013

A morte em Veneza - Thomas Mann



Li recentemente "A morte em Veneza", não só para tentar recordar aquela cidade que visitei tão recentemente, como por Thomas Mann ser um dos meus escritores de eleição.
É uma novela muito diferente dos famosos romances que projetaram o escritor para o Nobel, esta pode ter várias leituras: desde um mero relato de uma paixão platónica de um escritor de sucesso em virtude da sua racionalidade mas rendido irracionalmente à beleza de um efebo, como uma dissertação sobre a rendição artística dos sentidos ao belo face aos princípios rígidos da razão ou ainda o dilema entre seguir a "via espiritual" dos princípios ou a via dos sentidos corporais para a realização do indivíduo.
Um livro romântico cheio de ambiguidades que levanta muitas questões, para o fim expõe numerosas interrogações e subtilmente compara a sujeição da razão na gestão de um problema de saúde pública coletiva face aos interesses económicos e a rendição da razão de um cidadão aos princípios éticos e morais individuais em que se pautou perante a força da beleza sentida pelo artista.
Uma pequena grande obra cheia de sentimento que fura alguns preconceitos sem tomar partido em nenhuma das questões que levanta. Um pequena grande obra.

3 comentários:

Pedrita disse...

eu adoro esse livro, thomas mann é tb um dos meus escritores de eleição. o filme é igualmente maravilhoso. ambos obras primas. beijos, pedrita

Pedrita disse...

o idiota eu não li, adoro dostoiévski.

Carlos Faria disse...

Só conheço o thriller do filme, mas sei que tem como fundo musical o adagietto da 5.ª sinfonia de Mahler.
Por enquanto estou a gostar muito de O idiota... espero no fim postar sobre o livro aqui no blogue