quarta-feira, 15 de maio de 2013

O som e a fúria de William Faulkner


Entrar n'O Som e a Fúria de William Faulkner é como deixarmo-nos mergulhar num sonho, uma sequência de cenas e diálogos misturados no tempo e no espaço que nos deixa atados num estória que só ao fim de um certo período se começa a tornar clara e a compreender-se a estrutura do texto, a identificar corretamente as personagens e a coerência dos factos.
Todavia, desde o primeiro momento a tensão vivida no seio da família Compson e a ambiência social numa pequena cidade do interior do sul dos Estados Unidos começa a tomar conta do leitor e a despertar interesse pelas personagens que vão emergindo deste puzzle e inacreditavelmente desperta uma paixão por elas, apesar dos seus defeitos e escassas virtudes.
No livro sentimo-nos a vaguear pelas mentes das personagens onde alguns capítulos são exposições na primeira pessoa destas e só no último se retoma uma descrição externa a todos, mas é então o momento de nos sentirmos unimos a todos acontecimentos relatados sempre com uma ternura tensa, onde se mistura rancor, complexos étnicos e ruralidade numa sociedade que evolui de forma complexa abrindo feridas.
Um romance aonde a releitura da obra levará sempre a novas descobertas e reinterpretações da estória e que por isso convida logo a reentrar mal acabamos de sair na última página. Muito interessante o livro, mas não um obra de grande facilidade de leitura.

3 comentários:

Pedrita disse...

eu tenho adorado as obras desse autor e esse está na minha lista para descobertas futuras. beijos, pedrita

Pedrita disse...

eu terminei de ler grandes esperanças do dickens e comentei no meu blog.

Pedrita disse...

eu li que o apêndice foi escrito bem depois. eu acho incrível essa ideia de que só temos uma ideia. prefiro até sem o apêndice. mais confuso mesmo.