segunda-feira, 19 de março de 2007

EM MEMÓRIA DE UM ATENTADO ESQUECIDO




Já foi o mais imponente imóvel sobre o triângulo Faial, Pico e São Jorge;
foi o principal salão de festas da Ribeirinha;
foi registado nos livros do maior escritor açoriano do século XX;
foi testemunha privilegiada do sismo de 9 de Julho de 1998;
e mesmo arruinado manteve a sua dignidade com a sua cúpula vermelho vivo...
foi e ainda é amado pelo povo que vivia na freguesia que o acolheu e que o escolheu como símbolo heráldico.
Um dia alguém o despojou do seu chapéul, colocou-o no seio de barracos no saco da doca da Horta, junto a uma comunidade que não lhe tinha o devido respeito... e, para angariar votos e camuflar o erro, prometeu uma réplica do mesmo na cidade, mas hoje da nobre cúpula apenas sobra um monte de sucata informe, enferrujada e envergonhada pela promessa não cumprida.
Na Ribeirinha ainda hoje se anseia pela correcção de um erro jamais esquecido, enquanto aqui se aguardam novos defensores e denunciadores da situação actual.

3 comentários:

Ana Rita disse...

Nunca vi serem corrigidos erros deste tipo ou cometidos por pessoas deste tipo.
Para a maior parte das pessoas, assumir um erro é muito mais difícil do que engolir um sapo vivo. Ainda mais quando está em causa uma coisa a que chamam "poder"... poder para decidir destruir, poder para destruir.
Pensando bem, o mesmo poder podia ser usado para reconstruir mas raramente o é. Porque será?

jcarlos!!! disse...

Muito bem, defensores serão todos os ribeirinhenses, e muitos mais, denunciadores é muito necessário que os haja, mas tambem é verdade que nao está completamente esquecido de todos...,de qualquer forma, concordo plenamente que ja começa tardar uma solução digna para esta situação.

Anónimo disse...

100% de acordo, em breve vai haver notícias, lol

Lc

http://rotadashortencias.blogspot.com/