quinta-feira, 8 de março de 2007

Duque de Ávila e Bolama

Hoje não poderia deixar escapar a efeméride dos 200 anos do nascimento de António José da Silva, o homem que vindo de origens humildes, depois de Presidente da Câmara da Horta aos 20 e tal anos, progrediu politicamente no país e atingiu os lugares cimeiros do Portugal de então, mas que nunca esqueceu a sua terra e conseguiu que a vila da Horta passasse a CIDADE.
Pode ter sido um conservador no fim da sua vida ou mesmo retrógado, mas sempre defendeu o Faial.
Deixo aqui para reflexão apenas uma questão:
Como seria o Faial actual se os homens de hoje o defendessem como o Duque de Ávila e Bolama defendeu esta ilha?
... cada um é livre de chegar às suas conclusões e não estaria bem comigo mesmo se condicionasse a liberdade de pensamento de alguém.

4 comentários:

pM disse...

Ah!!! Então era por isso que o Duque estava tapado da última vez que aí estive.
Estavam a fazer-lhe um lifting para a efeméride.
Parabéns ao homem e à sua obra que, por acaso, não conheço.
Quanto à reflexão só posso generalizar.
Alguém que faz algo pela sua terra só pode promover o seu desenvolvimento. O problema é sempre a existência de factores externos que condicionam a vontade e as acções dos homens. E como sabes esses cada vez contam mais.
Achas que o Faial está onde está porque não tem tido gente que o defenda? Sinceramente acho que os Faialense têm alguma culpa mas acho que no contexto actual não há grande margem de manobra. E o factor "tempo" alterou-se significativamente nos últimos anos.
E muito mais poderia dizer mas não sou propriamente um grande pensador.
Eu é mais bolos...

Ana Rita disse...

Lá estás tu a ver se nos levas para os antidepressivos.

geocrusoe disse...

Embora não nascido no Faial sou faialense de gema (ou de genes) e reconheço que a população local tem culpas na situação actual e que existem factores externos também... mas cabe aos que cá vivem procurar os melhores remédios para os seus males. O problema é quando nem isso buscam... mas acredito que o Faial podia estar bem melhor

Carlos F.C.C. disse...

Nestas Ilhas acredito que somos todos "irmãos", devemos defender todo o arquipélago.
O desenvolvimento chega com a economia, á que trabalhar muito, lutar e dar o nosso melhor por esta terra (Açores)e acima de tudo manter-mo-nos unidos, já diz o ditado: a união faz a força.
A nossa força, não é sermos Faialenses ou Micaelenses, a nossa força é sermos Açorianos.
Nunca nos devemos perder como Açorianos que somos.
Deveriamos todos de ter um pouco do Duque, não quero dizer retrógados, mas defensores da tradição e bons costumes, pois o desenvolvimento tem como tendencia os esquecimento de valores que fazem dos seus povos, unicos.
Não falo de extremismos, apenas do ancestral modo de saber acolher, de saber socializar, da simpatia das gentes, da ternura deste povo, de enfim sermos ilhéus de alma e coração