sábado, 20 de junho de 2015

Férias Toscânia: Pisa e a torre inclinada ou a importância da geotecnia

Torre de Pisa, imagem daqui

Este blogue nasceu com a divulgação da geologia como um dos seus temas principais e destinada a dar a conhecer neste campo o Faial e demais Açores, com o tempo este campo tem praticamente desaparecido  por já ter dado o fundamental sobre a ilha onde vivo, mas sou sempre geólogo e juntar curiosidades geológicas com lazer, sobretudo viagens e cultura é um dos meus prazeres e por isso na visita a Pisa não posso desperdiçar esta oportunidade.
A cidade de Pisa, a terra de Galileu Galilei, é conhecida sobretudo pela sua torre inclinada, onde o cientista fez a experiência sobre a queda dos graves, o desvio da vertical neste monumento resulta do facto de na época não ser regra efetuarem-se estudos geotécnicos para se compreender a reação das rochas quando sujeitas à carga vertical resultante da implantação de um edifício sobre elas, é que nem todas se comportam de igual modo e curiosamente, apesar da pequena área da torre desta basílica, sobre existem sobretudo dois tipos de espessuras de camadas de rocha e graus de saturação de água e a altura implicou  desta estrutura implicou uma peso significativo tendo as duas espessuras e quantidade de água reagido de forma diferente, uma compactando-se mais do que a outra e assim o chão que servia de suporte desta desceu de modo mais acentuado levando à inclinação da torre. Hoje não há grande construtora que não tenha antes do início do arranque de um projeto, quer seja edifícios com uma dimensão significativa como arranha-céus ou um mero pavilhão de exposições, barragens e até estradas que não faça sondagens mais ou menos complexas para conhecer as rochas subjacentes e o seu comportamento geotécnico ou reológico tendo em conta o peso a que ser sujeita e os efeitos que tal pode ter na construção de modo a se corrigir eventuais problemas atempadamente.
Tudo isto faltou em Pisa, a cedência continua e foi preciso uma intervenção geotécnica e de engenharia civil para evitar o colapso da torre cuja inclinação prosseguia de modo contínuo, mas agora chegou o momento de ir explorar a cidade e a sua atração turística.

4 comentários:

Pedrita disse...

eu imagino que as nossas formações sempre sigam conosco nas viagens. eu fico atrás da palpitação cultural de cada lugar que vou. vc nos solos. tenho fascínio e vontade de conhecer a torre de pisa. beijos, pedrita

Carlos Faria disse...

É normal, Embora eu leve na bagagem os meus gostos por várias formas de arte: pintura e música, além de um livro que vai sempre na bagagem de mão.

nuno martins disse...

Boas amigo Carlos Faria, desde já o meu obrigado por visitar o meu blog e deixar lá a sua opinião, de seguida os meus parabéns pelo seu excelente blog, está fantástico.
Aproveito para dizer também que já tive o prazer de visitar Pisa e naturalmente ficar impressionado tanto com a torre como com todo o restante conjunto arquitectónico que o rodeia. Outro ponto em comum é que também já vivi no Faial dois anos, de 1998 a fim de 2000, estive aí profissionalmente e trago boas recordações desses 2 anos.
Posto isto vou passar a ser seu visitante regular e aproveitar todas as suas sugestões literárias (e não só).
Em relação ao meu vício dos livros... Enfim vamos a ver...
Abraço
Nuno (Pipas)

Carlos Faria disse...

É com muito gosto que descubro que partilhamos, além do gosto por viagens, também o dos livros e as boas recordações do Faial.
Também acompanho há já algum tempo o seu blogue