segunda-feira, 9 de julho de 2012

9 de julho de 1998: situação 14 anos depois

9 de julho de 1998, cerca das 5h20 da manhã 20 segundos bastaram para destruir praticamente na totalidade a freguesia da Ribeirinha, aquilo que se pode dizer, varrer do mapa uma terra...

O socorro da proteção civil dentro das limitações de uma terra com os acessos cortados, foi rápido e eficiente, os alimentos, as tendas e os primeiros socorros chegaram cedo aos sinistrados, foi o momento em que o agir humanitariamente se sobrepôs aos interesses políticos... depois a palavra de ordem foi sensivelmente: não façam nada que nós (governantes) fazemos tudo e ainda podem perder apoios.

Catorze anos depois, a grande maioria dos sinistrados está realojada, houve o aproveitar para resolver determinadas questões de segurança e sociais: o reordenamento do território com abandono de zonas de maior risco, melhor qualidade construtiva, dimensionamento adequado das habitações ao tamanho do agregado familiar, mas subsistem ainda pessoas sem casa a viver em pré-fabricados, os imóveis coletivos públicos continuam todos em ruínas e a gritarem que nunca se deve numa catástrofe desmobilizar as capacidades das pessoas, pois esse desperdício não só sai caro de financiar, como dificulta a resolução dos casos não individuais.

Dedicado a todos, que arregaçaram as mangas, correram os riscos e foram em frente...

4 comentários:

Pedrita disse...

fiquei sem entender o q quase destruiu a cidade nessa data. aqui em são paulo essa data é feriado pq comemoram a revolução constitucionalista de muitos anos atrás. beijos, pedrita

Carlos Faria disse...

Um sismo.
Desde que existe todos o anos este blogue tem falado do sismo de 9 de julho de 1998.

Fernando Vasconcelos disse...

Esta memória colectiva é muito importante para que não nos esqueçamos mesmo do que ainda falta fazer. A resposta deve ser óbvia mas não deixo de perguntar. E porque razão ainda há edifícios por reconstruir?

Carlos Faria disse...

Na minha opinião por o Governo ter desperdiçado a energia das pessoas capazes para resolverem os seus problemas individuais e em seguida se ter perdido no meio de tantos problemas, se ter politizado a questão e depois a crise ter chegado antes as coisas se resolverem