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domingo, 26 de setembro de 2010

RIBEIRINHA EM FESTA - DOMINGO DE SÃO MATEUS

Quer pela relevância religiosa, como pela importância do convívio das pessoas e ainda para preservar a tradição, as festas rurais são um ponto alto da vivência das nossas freguesias.
Não importa o credo de cada um, hoje é um dia importante na Ribeirinha, é o dia da Festa de São Mateus.
A Igreja cumpre assim um papel social fundamental num meio onde o Estado cada vez está mais ausente.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

MARINA DA HORTA E REGATAS INTERNACIONAIS

Acabou-se a Semana do Mar, mas a cidade da Horta continua de olhos abertos para o mar, enquanto a sua marina acolhe mais uma regata internacional.

Les Sables (França) - Horta - Les Sables é a regata que a marina oceânica mais movimentada de Portugal acolhe neste momento.

Entretanto, enquanto se descansa a visão a olhar o majestoso Pico, espreita-se o surgir das velas no horizonte, agora não dos baleeiros, mas sim dos veleiros a caminho da conclusão da primeira etapa na cidade da Horta.

Neste Verão, quente e soalheiro, a Horta apresenta-se assim bela e a fazer jus ao seu título de cidade-mar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Semana do Mar - Vela: Passeio em Bote Baleeiro

Apesar da mística baleeira, de ter conhecido homens da baleação, de viver numa ilha onde as tradições associadas ao mar marcam a nossa vivência, nunca antes tinha navegado à vela.
Este ano decidi aproveitar os passeios organizados pelo Clube Naval da Horta em bote baleeiro destinado a todo os interessados em experimentar a sensação de andar nestes barcos que marcaram a nossa história.

Acolheu-me o bote "Nossa Senhora do Socorro" da freguesia vizinha do Salão, num dia de vento relativamente forte e com alguma ondulação, os quais combinados impediram aventuras fora da baía do porto da Horta.

Contudo, estas condições possibilitaram experiências mais fortes e ter uma pequena amostra do que seria a luta dos baleeiros com o vento e o mar, agora apenas por prazer e sem a necessidade do escasso ganha-pão de então.

As emoções começaram logo com a sensação de fragilidade do barco, com a sua instabilidade ao agitar das águas, com as manobras para içar as velas, com o manejo destas e com a proximidade à água.

O prazer intensificou-se com as movimentações apressadas de todos para compensar as inclinações dos barcos devido à força do vento nas velas e com os diálogos dos envolvidos na operação cheios de termos técnicos que criam uma gíria incompreensível.
A adrenalina sobe ainda mais com a necessidade de atenção para se evitar ser-se batido pela retranca, apesar da obediência às ordens do homem do leme ao executar as mudanças rápidas de direcção.

O deslizar rápido ao som do vento nas velas é sem dúvida fonte de um prazer diferente de todos os antes experimentados e impossível de esquecer, uma mistura de ansiedade e calma indescritível.

Só para experimentar isto vale a penas vir à Semana do Mar, mas a isto ainda se junta a beleza do canal, com a Cidade-mar da Horta exposta sem qualquer pudor à baía e com o Pico na outra margem a concorrer em beleza.

É por isto que, independentemente da programação desta festas, a Semana do Mar, além de ser o maior festival náutico de Portugal, tem uma mística que nenhum outro evento se lhe compara, e esta actividade de passear em bote baleeiro adquiriu um novo fã.

sábado, 26 de junho de 2010

SÃO PEDRO DA BOCA DA RIBEIRA

Este ano a festa de São Pedro da Boca da Ribeira, na Ribeirinha, chega um pouco mais cedo.
Além da componente religiosa, existe o baile com as chamarritas, os churrascos e o convívio, onde a tudo isto se junta a espontaneidade e a tradição da população se reunir em torno do seu porto para passar uns bons momentos de Verão com a desculpa deste Santo Popular e Pescador.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

PICO COM CAPELO

O mar para o vento funciona como uma superfície plana. Assim, nesta zona do Atlântico, os Açores são as únicas perturbações à normal circulação do ar.
A montanha do Pico, com 2351 m de altitude, é o obstáculo mais importante das ilhas e provoca localmente alterações na intensidade e direcção do vento, com reflexos na condensação de água e formação e redistribuição das nuvens à sua volta, cujas formas o povo do Faial, Pico e São Jorge aprendeu empiricamente a utilizar na sua previsão meteorológica de curto prazo.
O capelo, em forma de barrete em torno do Piquinho, por norma, indica chuva no dia seguinte. O cinto, uma faixa a meia altura da montanha, indica bom tempo.
Foi a olhar a natureza e a partir das interpretações iniciais mais simples que o Homem construiu as ciências e depois chegou até às maravilhas tecnológicas da actualidade.

terça-feira, 25 de maio de 2010

ESPÍRITO SANTO NA RIBEIRINHA 2010

Em atenção de todos os Ribeirinhenses dispersos pelo mundo, aqui vai a foto-reportagem do serviço do Espírito Santo hoje no Império Amarelo.

A acto de coroação dos mordomos no Centro de Culto, devido à inexistência de igreja desde o sismo de 1998 nesta localidade.


O cortejo da Coroa entre o Centro de Culto e o Império Amarelo.

Cerimónia ao império de homenagem da filarmónia aos mordomos e às insígnias, este ano a festa foi assumida novamente por um jovem casal, o que permite ter esperança na continuidade desta tradição cultural e religiosa dos Açores.

A primeira mesa de almoço com as tradicionais sopas do Espírito Santo, realizadas dentro do império e perante as coroas da irmandade.

TERÇA-FEIRA DO ESPÍRITO SANTO

As festas do Espírito Santo no Faial, Pico e São Jorge são três dias consecutivos, Domingo, Segunda e Terça-feira. Hoje, na Ribeirinha o serviço fica a cargo da Irmandade do Império Central da Ribeirinha, igualmente conhecido por Império Amarelo, embora presentemente seja branco com molduras na sua cor mais tradicional.
Amanhã regressa-se à normalidade enquanto se espera pelo Domingo da Trindade a cargo da Irmandade do Império Vermelho.

sábado, 22 de maio de 2010

FESTA DOS ESPÍRITO SANTO E AÇORIANIDADE


50 dias após a Páscoa arrancam em todas as ilhas, freguesias rurais, vilas e cidades açorianas as festas em louvor do Espírito Santo, o modo que os ilhéus deste Arquipélago adoptaram para invocar a protecção divina contra os riscos naturais a que os Açores se encontram expostos.
Após um passado contencioso com a hierarquia da Igreja, a qual tentou controlar e assumir a liderança da festa do Pentecostes, hoje por norma já é aceite por esta a forma que o povo tem de expressar a sua fé neste dia do calendário religioso, embora ainda por vezes com alguma renitência.
Na verdade, a fé do Povo Açoriano no Espírito Santo foi maior que a sua capacidade de se sujeitar aos ditames do clero. Assim em cada ilha, o Povo, com algumas variáveis, adoptou a partilha da carne, do pão e do vinho como meio de agradecer a Deus e invocar a protecção Divina, sendo esta festividade expressão mais genuína e generalidade da açorianidade que, inclusive, se estende pela Diáspora Açoriana.
O modo de organizar estas festividades no Faial, com destaque para a Ribeirinha, já se encontra descrito no Geocrusoe a coberto da etiqueta Espírito Santo.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

CARNAVAL DA PEQUENADA na Ribeirinha

Hoje aconteceu a tradicional matiné para a pequenada, várias dezenas de crianças transformadas em cupidos, morangos, médicos, madeirenses, princesas, polícias, piratas, cowboys, sevilhanas, zorros, cozinheiros e outros heróis do cinema encheram de novo o salão de festas da Casa do Povo.

Não foi fácil ser júri, nem sei quem mais se divertiu, se os pais, se os filhos, mas no meio de tanta música e correrias duas coisas eram evidentes: a importância destes convívios para fortalecer os laços da comunidade e o elevado número relativo de crianças, um sinal de esperança no futuro da Ribeirinha e dos Espalhafatos.

Carnaval da Ribeirinha: Fantasias, mascarados e bailes

Tudo é caseiro, não envolve grandes verbas, mas as gentes da Ribeirinha e dos Espalhafatos gostam da folia carnavalesca e por isso fantasias, críticas sociais, mascarados e bailes pontuam estes dias nesta terra rural do Faial.

O polícia de Carnaval conseguiu mesmo fazer-se obedecer a alguns condutores menos atentos e vindos do exterior para ver o Corso entre os Espalhafatos e a Ribeirinha...

Claro que em terra de agricultores os cavalos nunca faltam ao Carnaval, inclusive montados por egípcios de outras épocas...

Polícias modernos e ladrões fardados à moda antiga convivem alegremente nestes dias em plena liberdade.

A crítica de acontecimentos e a pessoas locais também se habituou à vir à folia e ninguém leva a mal nestes dias.

Há já algum tempo que os mascarados locais optaram por encarnar objectos e outras situações, assim desde uma sanita...

...a um anão, entre outros muitos tiveram lugar nos bailes da Ribeirinha...

Apesar da crise, alegria não faltou, apenas escasseou espaço para tantos foliões, fantasias, mascarados ou simplesmente aqueles que vieram nos trajes do dia-a-dia, mas despidos das preocupações quotidianas.

Esta foi uma amostra, nunca é possível mostrar tudo, hoje o Carnaval da Ribeirinha prossegue com a festa para a pequenada...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

DOCE E CALÓRICO CARNAVAL RIBEIRINHENSE

Simples, alegre, divertido, familiar, satírico e calórico são alguns atributos do Carnaval da freguesia da Ribeirinha na ilha do Faial.

Tanto em casa com os doces típicos do Carnaval Faialense: Fofas, Coscorões (estaladiços ou de massa mais tenra) e Filhoses...

Como nas festas mais ou menos públicos dos Assaltos, Corso Carnavalesco com desfile de Carros Alegóricos, Cavalos e Burros.

A comida está presente e enquanto se participa ou se observam as manifestações carnavalescas, em pouco tempo... todos juntam o prazer do riso ao prazer de comer!

É literalmente doce o Carnaval na Ribeirinha e nos Espalhafatos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

QUINTA-FEIRA DE AMIGOS

É um jantar de amigos meus noutra ocasião e são amigos todo o ano, independentemente de serem homens ou mulheres... e quase todos geólogos

Hoje nos Açores é Quinta-feira de Amigos. Claro está que também o é em todos os cantos do mundo onde existirem Açorianos que na labuta do dia-a-dia se lembram que esta é a quarta Quinta-feira antes do Carnaval, sei que há os que não se esquecem e as mensagens trocadas neste dia despertam muitos para realidade desta tradição.
Começaram assim os festejos de Carnaval que nestas ilhas, estes não são 3 dias, nem 5, mas 9 dias. Pois Carnaval é precedido de quatro quinta feiras de convívio: Quinta-feira de Amigos, Quinta-feira de Amigas, Quinta-feira de Compadres e Quinta-feira de Comadres. Cada uma um pretexto para jantares de convívio, por vezes com abusos típicos do Entrudo.
Presentemente as Quintas-feiras de Amigos e Amigas tendem para comemorações separadas de homens e de mulheres respectivamente. No primeiro caso, as excepções são mais frequentes, mas no Dias das Amigas cuidado com elas, pois homem é espécie que não deve ter a veleidade de ir aos restaurantes e bares nessa noite... há quem se esqueça que, por vezes, alguns são meros visitantes nas ilhas, alheios a esta tradição e nem sempre se sentem tão bem perante esta particularidade insular.

A todos os amigos aqui vão os meus votos:
Tenham uma Feliz e Divertida Quinta-feira de Amigos

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

DIA DE REIS

Presépio tradicional em exposição na freguesia do Salão

O mundo moderno acabou em Portugal com mais uma das festas tradicionais relacionadas com o Natal, o Dia de Reis, que se celebrava sempre no dia 6 de Janeiro, provavelmente uma das origens da tradição das ofertas natalícias e hoje limitado a cerimónias religiosas no primeiro domingo após o dia 1 de Janeiro.
A festividade recordava o relato evangélico da visita dos reis magos ao recém-nascido Jesus que, segundo tinham lido nas estrelas, seria o futuro rei de Israel, informação que levou ao medo de Herodes e à tentativa de matar o Menino.
Assim, já há milhares de anos que é conhecida a possibilidade de aceitação da mensagem cristã por pessoas de todos os quadrantes da Terra, como a recusa e a luta contra este mesmo credo por outros, situação que não é de hoje e só a tolerância e o respeito pela fé dos outros permite ultrapassar... o que dificilmente se conseguirá na totalidade algum dia.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

PRESÉPIO ORIGINAL - RIBEIRINHA

A tradição do Natal em Portugal leva à construção do Presépio e embora hoje surjam cada vez novas formas de dar a este um aspecto contemporâneo, o princípio tende a manter-se: representar a cena do nascimento de Jesus em Belém associada a alguns pormenores típicos das nossas terras.
Na Ribeirinha esta tradição mantém-se viva, por norma todos os anos há Presépios particulares ou colectivos, vivos ou com imagens, grandes ou pequenos, tradicionais ou originais e disponíveis a quem nos visita.
Aqui está um Presépio, perto de minha casa, feito sobretudo com rolhas de cortiça que, além da tradicional gruta, adiciona dois dos imóveis mais marcantes na paisagem desta freguesia ao longo do século XX e fortemente danificados pelo sismo de 1998: o Farol e a Igreja. Por coincidência, dos poucos que não foram ainda reconstruídos, apesar dos anseios nesse sentido das gentes que por aqui vivem...
Para saber mais pormenores deste Presépio, ver o blogue: O Cantinho da Conceição.

domingo, 25 de outubro de 2009

BOTES BALEEIROS NO FAIAL

Nos tempos passados e de dificuldade económica, os botes baleeiros eram equipamentos de trabalho imprescindíveis ao ganha pão de muitos, que arriscavam as suas vidas nestes barcos de pequena dimensão para caçar baleia e assim conseguir sustentar as suas famílias ou dar-lhes um pouco mais de bem-estar.

Apesar dos riscos, os botes baleeiros eram então o orgulho de muitas companhias, onde os construtores dos botes punham toda a sua arte e saber para que o seu barco fosse o mais veloz, o mais eficiente e o mais elegante ao sulcar as águas e assim rivalizar e ultrapassar as qualidades dos barcos concorrentes, para deste modo conseguir arpoar o maior número de baleias para o sustento deste homens de coragem.

Hoje, os botes baleeiros continuam a atrair os mais novos, estes já não arpoam nenhum cachalote, já ninguém tira daqui qualquer sustento, estas peças são sim um equipamentos de desporto, uma fonte de prazer nas lutas desenvolvidas em regatas, um instrumento para preservar memórias de outros tempos, mas onde muitos ainda mantém viva as rivalidades antigas e o orgulho nos seus barcos... tal como antigamente.

Fotos dos momentos de partida dos botes baleeiros do Faial para participarem numa regata na vizinha ilha do Pico.
(clique para ampliar as imagens)

sábado, 27 de junho de 2009

SÃO PEDRO DA BOCA DA RIBEIRA

Se Santo António abre em Lisboa a época das festas dos santos populares, estas atingem o auge nos mais diversos cantos do país no dia de São João e encerram a 29 de Junho com São Pedro.

No Faial a população vai para o interior da ilha em piqueniques e romarias no feriado de São João da Caldeira. Mas pelo São Pedro as várias freguesias rurais descem aos seus portinho e zonas balneares celebrar o santo pescador.

A Ribeirinha, sem as modernices de concertos de música de qualidade e letras duvidosas, que perturbam a espontaneidade desta tradição, mantém o hábito de iniciar a festa em torno da pequena ermida de São Pedro, junto ao porto da Boca da Ribeira.

Ao longo do dia, com farnel próprio ou adquirido a instituições culturais tradicionais ,como a Sociedade Filarmónica e para angariação de verbas, os ribeirinhenses convivem em torno dos vários espaços ao sol ou à sombra dispersos na zona da Boca da Ribeira.

Os mais novos tendem a esquecer-se em longos banhos, em exibições mútuas das suas artes com saltos para a água ou regas surpresas daqueles que calmamente se alheiam do mundo à sua volta e optam, descuidada e abusivamente, por se bronzear ao sol.

Ao longo da tarde os instrumentos tradicionais de corda ou gravações de chamarrita põem todos a bailar de uma forma descontraída e por vezes já desajeitada pelos vapores da festa ou pela iniciação nesta arte. No fim... esgotados, lentamente a festa acaba.
Este ano, devido à rigidez dos horários laborais semanais, o São Pedro vem um dia mais cedo e, se a meteorologia deixar, a festa acontece amanhã.
Queira São Pedro colaborar!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

MUSEU DA INDÚSTRIA BALEEIRA

Talvez por ser a única fábrica da indústria da baleação que vi a laborar e onde o cheiro da actividade me entranhou as narinas...

Talvez pelo aspecto desta unidade fabril parecer apenas limpa, mas pronta a retomar a actividade...

Talvez porque alguns equipamentos e a viaturas em exposição me trazem memórias da minha infância...

A verdade é que tenho sempre um prazer enorme quando entro no Museu da Indústria Baleeira do Cais do Pico, um motivo suficiente para recomendar a visita.

Um local onde o entusiasmo de um guia conhecedor da laboração e da tradição pode tornar viva esta unidade fabril aos olhos do visitante.