Se Santo António abre em Lisboa a época das festas dos santos populares, estas atingem o auge nos mais diversos cantos do país no dia de São João e encerram a 29 de Junho com São Pedro.

No Faial a população vai para o interior da ilha em piqueniques e romarias no feriado de São João da Caldeira. Mas pelo São Pedro as várias freguesias rurais descem aos seus portinho e zonas balneares celebrar o santo pescador.

A Ribeirinha, sem as modernices de concertos de música de qualidade e letras duvidosas, que perturbam a espontaneidade desta tradição, mantém o hábito de iniciar a festa em torno da pequena ermida de São Pedro, junto ao porto da Boca da Ribeira.

Ao longo do dia, com farnel próprio ou adquirido a instituições culturais tradicionais ,como a Sociedade Filarmónica e para angariação de verbas, os ribeirinhenses convivem em torno dos vários espaços ao sol ou à sombra dispersos na zona da Boca da Ribeira.

Os mais novos tendem a esquecer-se em longos banhos, em exibições mútuas das suas artes com saltos para a água ou regas surpresas daqueles que calmamente se alheiam do mundo à sua volta e optam, descuidada e abusivamente, por se bronzear ao sol.

Ao longo da tarde os instrumentos tradicionais de corda ou gravações de chamarrita põem todos a bailar de uma forma descontraída e por vezes já desajeitada pelos vapores da festa ou pela iniciação nesta arte. No fim... esgotados, lentamente a festa acaba.
Este ano, devido à rigidez dos horários laborais semanais, o São Pedro vem um dia mais cedo e, se a meteorologia deixar, a festa acontece amanhã.
Queira São Pedro colaborar!