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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

"O Bizarro Incidente do Tempo Roubado" de Rachel Joyce


O fim de 2019 chega com o termo da leitura de mais um romance que por sua vez se encerra na madrugada de um ano novo a brotar flores. Não sei porque a tradutora adotou do original Perfect o título em Portugal de "O Bizarro Incidente do Tempo Roubado" para esta obra escritora inglesa Rachel Joyce. A verdade é que foi este estranho título que me chamou a atenção por me recordar obras da adolescência e depois de verificar que o livro estava com uma grande promoção, a autora já ganhara em 2012 o National Book Award com o seu primeiro romance e as críticas no site eram todas muito favoráveis que me decidi pela compra.
Em 1972 a sociedade astronómica internacional decidiu adicionar dois segundos ao ano para compensar o tempo de atraso da translação da Terra, Byron, um adolescente, teme que nesse momento possam acontecer coisas terríveis, num dia em que a mãe o leva à escola deteta um recuo no ponteiro dos segundos do seu relógio e enquanto chama a atenção para o facto apercebe-se de um acidente, a partir de então foca-se neste facto e com a ajuda do seu amigo inteligentíssimo James elaboram o Plano Perfeito para diagnosticar e corrigir a situação, mas este desencadeará um conjunto de imprevistos na sua família que acabarão em tragédia com reflexos na amizade e na sua vida ao longo de décadas.
Rachel Joyce escreve bem e tem uma excelente capacidade de tecer a narrativa, neste caso entrelaçando capítulos alternados entre o verão de 1972 e uma época de natal já em pleno século XXI e com fins de suspense para manter a tensão. Também não teme em denunciar males da sociedade no relacionamento entre classes sociais e dentro da família de um modo fora do politicamente correta habitual que as linhas da literatura mais recente tendem a seguir ou a impor. É prolixa em pormenores de que fazem estender a estória e retardam o desenlace. Constrói personagens que nos enternecem mesmo nas situações de grande tensão e desespero, enquanto os que nos despertariam um certo ódio estão pouco expostos de modo que será a amizade e o amor os sentimentos fortes no livro. Gostei muito do romance que é de fácil leitura para todos.

Feliz Ano de 2020 e boas leituras.

terça-feira, 23 de abril de 2019

23 de abril - Dia Mundial do Livro - Os meus preferidos de um ano de leituras

Todos anos este blogue celebra o Dia Mundial do Livro com a listagem das minhas leituras preferidas em várias categorias decorridas ao longo de um ano iniciado nesta dia comemorativo, assim para os últimos 12 meses os eleitos foram:

Melhor livro de ficção Portuguesa
Gonçalo M. Tavares continua a ser o escritor contemporâneo de Portugal que mais admiro e este romance, que já tem alguns ano,s é para mim mais uma maravilha, falei dele aqui.

Melhor livro de ficção Canadiana

Li-o em inglês "Hag-Seed", mas encontra-se traduzido como Semente de Bruxa, foi a primeira leitura a concluir deste ano literário, um romance que é uma versão moderna de "A Tempestade" de Shakespeare em torno de uma representação desta peça, um jogo de espelhos, falei do livro aqui.

Melhor livro de ficção de expressão lusófona
Não foi uma decisão fácil, tinha dúvidas entre várias opções, este é um livro já com algumas décadas, falar dos sonhos e desilusões sobre a descolonização de Angola e a realidade após a independência, olhando para dentro do País, mas é uma lição de história e uma obra de compreensão e reflexão sobre este Povo e talvez represente um Estado que passou a ser diferente com o atual Presidente da República, mais pormenores aqui.

Melhor livro de ficção escrito em língua estrangeira
Literariamente talvez tenha lido textos mais ricos e não estava muito convencido sobre a obra antes de a ler, mas depois este livro tocou-me profundamente e foi por esta surpresa positiva que foi o escolhido, a resenha do seu conteúdo aqui.

Melhor clássico de literatura Mundial
Será a maior peça de teatro da história de arte dramática? Não sei. Um livro excelentemente traduzido mas acompanhado do texto original. Resenha aqui

Melhor ensaio
Um ensaio que assume que o homem pelo seu engenho assumiu o papel que atribuía a Deus ou aos deuses, só que isto em vez de garantir uma humanidade mais segura pode ser a sua maior ameaça de destruição. Excelente tema de reflexão, li-o em inglês, mas está traduzido em papel. Resenha aqui.


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dia Mundial do Livro 2018 - Os meu preferidos de um ano de leituras

Anualmente, nesta data do ano costumo publicar a minha lista daqueles que foram para mim os melhores livros em várias categorias de um ano leitura. Assim desde de 23 de abril de 2017 até hoje, mesmo sem a presunção de considerar que esta lista é indiscutível, eis a minha opinião pessoal à data da escolha, a lista de obras lidas estão todas em postas desde então e os vencedores de 2018 são:

Melhor livro de literatura escrito originalmente em Português

Trabalhar a língua explorando as suas versatilidades e sonoridades, ter uma mensagem importante, ser original na narrativa e ainda ser de fácil leitura a qualquer leitor não é uma combinação frequente; Julián Fuks, apesar da origem não lusófona, domina o Português e coloca estas características em literatura como poucos escritores da língua de Camões têm sido capazes, o seu herói e irmão adotado, com todas os dilemas que tal coloca no seio da família e do próprio, é o melhor tributo a todas aquelas pessoas que estenderam as mãos a crianças que precisavam de um pai e de uma mãe na verdade e não apenas pelo sangue. A posta dedicada a este romance aqui.

Melhor livro de literatura e escritor do Canada

Esta categoria é devido a ser o Canada o meu País natal e raramente corresponde à edição de uma obra em português, pois por norma opto por ler a literatura Canadiana no original, mas o contacto com esta obra, apesar de premiada no Canada, foi primeiramente por cá e nem sabia que era de uma escritora do meu país natal. O tema interessou-me, a saga de sobrevivência uma família de artistas na China, onde a música erudita estava no cerne da história, decorre longo de mais de meio século, permite-nos compreender a vida dos cidadãos no país mais populoso do mundo, escrito num estilo poético de rara beleza e cheio de referências a várias obras-primas da música ocidental, uma obra-prima que disserta sobre outras obras-primas, com destaque para a música erudita e nos dá uma lição de história da maior nação da Terra. A posta aqui.

Melhor livro de literatura de escritor de Portugal

Nesta escolha tive de me questionar se era válido selecionar um livro difícil para o comum dos leitores e a resposta foi sim, isto se a obra tem mérito pela técnica de escrita, pela inovação da narrativa e pelo conteúdo. A Brecha reúne tudo isto e nada contou o facto do autor ser Açoriano, narrado de múltiplas formas e a ideia de pôr os mortais a abater deuses, seres superiores a nós, para colocar o Homem dono das suas decisões e responsável único dos seus atos, dada a forma como foi contada, torna-o numa obra de arte e é assim que esta dá passos em frente, não morre e ainda põe-nos a refletir, pode ver a posta que lhe foi dedicada aqui.

Melhor livro do ano

A escolha mais difícil até porque não gosto de optar por um vencedor das outras categorias, os quais por si também poderiam figurar neste espaço. Assim, a solução foi por um livro que pode ser um romance fácil ou difícil conforme se opta por o ler e tem orientações de leitura para os dois casos no próprio livro, sendo que na fácil é uma história de uma paixão numa sociedade em mudança na década de 1960, um excelente retrato de época transparece em torno deste amor livre, enquanto a via difícil, bem mais extensa tem tudo isto e ainda uma grande análise sobre o que é a literatura, discussões filosóficas, choques culturais e escrita e muita narrativa criativa. A posta dedicada à obra está aqui.

domingo, 22 de abril de 2018

22 de Abril - Dia Mundial da Terra

Para que não esqueçamos: planeta Terra só há um, o nosso e mais nenhum, cuida dele como o teu tesouro mais precioso, pois não há um sobressalente se o inutilizarmos.
Imagem Wikipedia

A Terra já assistiu a várias mudanças substanciais globais provocadas por motivos vários o que levou sempre à extinção das espécies dominantes de então, assim a história da Terra deixa claro, se mudarmos o nosso planeta hoje intensamente a espécie que deverá desaparecer é a nossa, a do Homo sapiens.

domingo, 24 de dezembro de 2017

O cerne do Natal está no nascimento de uma Criança - Jesus


A palavra natal vem de nato, nascido; por isso natalidade indica número de nascimentos. Quando em Roma se celebrava o sol de inverno como fonte de vida e a natureza parecia morta os Cristãos aproveitaram a festa para celebrar o Nascimento de Jesus, a quem consideravam a verdadeira Vida e fonte de Luz. Se o Natal lembra esperança e amor é porque associamos estas ideias ao ver um recém-nascido como o Menino Jesus. Votos de um FELIZ NATAL  a todos os leitores de Geocrusoe.
Foto: Pormenor do presépio do  Agrupamento 973 do CNE no exterior do centro de culto de São Mateus na Ribeirinha.

sábado, 1 de julho de 2017

CANADA Day - Celebração dos 150 anos do CANADA: 1867-2017

Hoje o CANADA, o meu país natal e do qual sou um orgulhoso cidadão celebra 150 anos como País com a proclamação da Confederação Canadiana a 1 de julho de 1867 destaco o acordo de John A MacDonald, de língua inglesa, e George-Étienne Cartier, de língua francesa, na liderança do entendimento de um Estado com várias nações.

Inicialmente composto apenas pelas atuais províncias do Ontario, Quebec, Nova Scotia e New Brunswuick por adesão voluntária de colónias britânicas na América do Norte estendeu-se do Atlântico ao Pacífico e chegou ao Polo Norte, sendo a província que mais recente aderiu a New Foundland and Labrador (Terra Nova e Labrador) já após a segunda-guerra mundial em 31 de março de 1949 .


Apesar do vermelho ser  desde o início a cor da Confederação e a folha de ácer o principal símbolo das antigas províncias do Alto e Baixo Canada, só passado um século da criação deste País foi adotada a atual bandeira oficial do Canada já sem qualquer referência à Union Jack que caracteriza muitos Estados da Commonwealth, apesar da minha memória apenas se lembrar daquela que me comove: a Maple Leaf.


Não sei o que define uma nação, mas na pluralidade de culturas na origem do Canada, na diversidade de línguas maternas, para além das oficiais da federação ou ainda de outras de determinadas províncias ou territórios e na multiplicidade de religiões, mesmo reconhecendo que certos nacionalismos por vezes mais dividem do que unem os povos que se juntaram para formar um País e o Povo Canadiano; a verdade é que sempre me senti Canadiano sem qualquer conflito com também me sentir Português e ter como língua materna a de Pessoa e Camões e é por este orgulho de ser Canadiano, sempre ligado à minha Pátria natal e continuar ativamente a colaborar com a representação do Canada em Portugal que há muito decidira neste dia Celebrar os 150 anos do Canada na minha cidade natal, Galt e hoje Cambridge, Ontario, na antiga província do Alto Canada.


Happy Canada Day
Bonne Fête du Canada
Feliz Dia do Canadá


PROUD DO BE CANDIAN!

FIER D'ÊTRE CANADIEN!

ORGULHOSO DE SER CANADIANO


domingo, 23 de abril de 2017

Dia Mundial do Livro - Os meus preferidos de um ano de leituras

23 de abril comemora-se em Portugal o Dia Mundial do Livro, em Geocrusoe não costumo fazer a apreciação das minhas leituras anuais no dia de ano novo, mas sim nesta data e como sempre a escolha não é fácil e é função das marcas que as obras deixaram em mim, bem como as categorias são função do tipo de livros que li.


Mais Apreciada Leitura de obra Portuguesa


Não foi fácil a escolha entre este magnífico texto literário "Húmus", de Raul Brandão, e a pérola estilística de "O que diz Molero", de mais fácil leitura e igualmente original. Todavia, apesar de Húmus não ser de fácil, antes pelo contrário, é de uma perfeição de escrita e com profundidade de reflexão e abordagem filosófica que não poderia deixar a obra para trás em nome de uma facilitismo comercial que doentiamente me parece estar a degradar hoje em dia a literatura nacional. Um pequeno volume, mas um enorme livro.


Mais Apreciada Leitura de obra Lusófona

"A república dos sonhos", de Nélida Piñon, corresponde a uma saga familiar bem escrita que atravessa quatro gerações de uma família, das quais três na condição de imigrantes galegos que servem para contar não só os sonhos de quem escolheu o Brasil como sua pátria, lutou por ser alguém aos olhos dos outros ou na sua forma de ser e se confrontou com os obstáculos da integração mas também para analisar mais de meio século de história do país de acolhimento com todos os seus defeitos e virtudes e crises políticas, regimes democráticos e ditatoriais. Extenso, mas sem dúvida um bom livro.

Mais Apreciada Leitura de obra Original em língua estrangeira

Foi sem dúvida a escolha mais difícil, havia vários romances possíveis, alguns de laureados com o Nobel, mas a riqueza de informação neste livro sobre a vida da população urbana nigeriana, a caracterização da integração da emigração atual africana nos Estados Unidos e Reino Unido, além do facto de ser uma obra que mostra que na atualidade ainda se escrevem grandes e bons livros, pelo que ainda há esperança na continuação da literatura, incluindo a partir de países de grande dificuldade social e pouco admirados no ocidente, levaram-me a selecionar "Americanah" de Chimamand Ngozi Adichie.

Mais Apreciada Leitura de obra Canadiana


Apenas li três obras canadianas, "The origin of species", de Nino Ricci, foi lida na língua original  e ganhou GG prize do Canada em 2008. É sem dúvida um excelente romance que mostra muito do que é a vida multicultural do meu país natal, onde também ocorrem desencontros pelas diferenças, buscas de identidade e do significado da vida nesta biodiversidade de povos que segue muito das mesmas regras materializada na teoria da evolução de Darwin. Uma obra que me despertou interesse em ler outros título do autor e por isto eleita nesta categoria.

sábado, 22 de abril de 2017

22 de abril - Dia Mundial da Terra

Vulcão do Pico visto da Ribeirinha, Faial

Porque a Terra é a nossa casa comum, este Planeta é único e este Astro é lindo, temos de o preservar para que a sua diversidade biológica e geológica persistam em equilíbrio entre o seu sistema ambiental e o Homem.
O blogue Geocrusoe, como tem sido tradição, comemora o Dia Mundial da Terra e, como Geólogo, desejo a todos um dia feliz e responsável para com o nosso Planeta.

sábado, 15 de abril de 2017

"Bíblia" Na nova tradução de Frederico Lourenço - Cristo Ressuscitou!


Não importa se a tradução é do grego, canónica ou não, em todas elas, incluindo nesta tradução dos Quatro Evangelhos de Frederico Lourenço, prémio Pessoa 2016, o texto continua claro a comunicar: Cristo Ressuscitou - Feliz Páscoa a todos

quinta-feira, 2 de março de 2017

Aniversário de Geocrusoe: 2 de Março desde 2007 a 2017: Dez anos de vida deste espaço

Geólogo - pintura de Carl Spitzweg (wikipedia)
Comecei a página Geocrusoe numa experiência para verificar como funcionava isto de fazer um blogue, mesmo sem ter qualquer ideia editorial definida. Os primeiros posts foram incoerentes por falta de uma estratégia - meros frutos do acaso. Depois dei ao site um rumo com objetivos: divulgar à população em geral aspetos da geologia do Faial e um pouco também das outras ilhas dos Açores, relatar eventos culturais que me agradassem e ocorressem nesta terra ou que eu assistisse e ainda curiosidades sobre Ambiente, a área em que trabalho há décadas, sem esquecer o meu Canada natal e a minha freguesia  de residência: Ribeirinha, Horta. A paisagem destas ilhas e o seu património mereceram destaque, sobretudo naquela onde vivia e das que, entretanto, ia visitando e onde recolhia fotos, sem esquecer a respetiva geologia. Assim se passaram cerca de cinco anos após uma regularidade quase diária neste primeiro período.

Com assunto quase esgotado, no ano de 2012 Geocrusoe deu uma grande volta, já não dava mais para falar da geologia de modo menos profundo e desta terra mantendo uma forma acessível a um não especialista e em paralelo a redução da agenda cultural tão rica como então tinha acontecido no Faial, pensei em fechar o espaço, mas em boa hora optei por centrar-me no meu mundo de leituras de ficção, que por norma atinge quase meia centena de livros por ano, estes passaram a ter uma apreciação pessoal e uma resenha para eventuais interessados numa perspetiva de um simples leitor não formado em letras, mas novos leitores fixos surgiram e daqui saíram dicas que foram seguidas que me foram comunicadas, sendo que a Geologia e o Ambiente escassearam com novos posts, mas os antigos nunca saíram dos que são diariamente visitados neste blogue.

Tive o prazer em ler citações deste blogue em revistas, jornais e  rádio e em viagens conheci pessoas que me referiram o blogue como um espaço em que recolheram informações sobre o Faial, o Triângulo e outras ilhas dos Açores, descobri a pronúncia de Geocrusoe em inglês e francês e fui questionado sobre a origem do nome, explico: veio do facto de durante anos ter estado no Faial sem mais geólogos amigos para conversar sobre as Ciência da Terra, sentia-me um geólogo Robison Crusoe, isolado numa ilha que amava, mas sentia a falta de conversas sobre geologia, não apenas leituras de livros e o blogue permitiu trocar opiniões nestas áreas com o interessado comum e colegas que entretanto fui descobrindo na blogosfera, este espaço passou a ser o meu Sexta-feira.

10 anos é muito tempo a manter viva uma página sem nela falar de política ou de futebol. Foi um projeto onde já tive períodos de entusiasmo, como quando falei da história geológica do Faial e as celebrações dos 50 anos da erupção do vulcão dos Capelinhos, tive incentivo de pessoas ligadas a eventos culturais, com destaque para o extinto Faial Filmes Fest. Por aqui estabeleci novos contactos, conheci outros leitores e ouvi sugestões de escritores e obras que sem ser por esta via talvez não viesse a conhecer incluindo as do mundo da literatura lusófona.

Obrigado a todos os que de alguma forma contribuíram para que este projeto atingisse uma década.

sábado, 23 de abril de 2016

Dia Mundial do Livro - As leituras preferidas do último ano

Ao longo dos últimos anos este blog tem comemorado o Dia Mundial do Livro com a apresentação de uma seleção das obras que mais me marcaram desde a anterior celebração deste dia comemorativo, considerando várias categorias classificativas, nem sempre precisamente iguais. Estes últimos 12 meses foram férteis no número de obras lidas: 53, só no domínio da ficção que são as abordadas em Geocrusoé, pois outras temáticas são tratadas noutros espaços.
A escolha não foi fácil, até porque nalgumas categorias apetecia-me colocar duas obras ex-aequo, mas no fim resisti e optei sempre por uma e aí vão e sem dúvida que alguns frequentadores de Geocrusoé poderão ser de facto surpreendidos.

Romance Nacional
"A Ilustre Casa de Ramires" de Eça de Queirós


Gostei de vários livros de ficção portuguesa, mas, em termos de envergadura de conteúdo e qualidade literária, para mim dois livros se destacaram, "A alma dos ricos" e "A ilustre casa de Ramires" de Eça de Queirós, como no ano passado já destacara um obra densa de Agustina Bessa-Luís, a escolha recaiu desta vez no outro autor de renome internacional de Portugal.


Romance original em língua estrangeira
"Sombras Queimadas" de Kamile Shamsie


Não foi fácil a escolha, mas por fim recaiu sobre "Sombras Queimadas", uma excelente obra, escrita por uma paquistanesa, um romance que se inicia em Nagasaki no dia da bomba nuclear e estende-se até o pós 11 de setembro de 2001, passando por vários países asiáticos e chega aos EUA, tornando-se num magnífico relato do que foram os maiores conflitos mundiais das últimas décadas e mostra de forma neutral o desentendimento entre o ocidente e o mundo islâmico. Tudo isto narrado de uma forma cheia de ternura e paz, falar pacificamente de guerra penso que só seria mesmo possível com uma protagonista japonesa e foi o que Kamila Shamsie fez. A melhor surpresa da literatura contemporânea deste 12 meses.

Clássicos da literatura ocidental
"Anna Karénina" de Lev Tolstoi



Aqui também houve algumas dúvidas, apesar de Dostoiévski me ter marcado fortemente com duas obras, nos clássicos aquela que considero mais completa, rica de conteúdo dramático, mensagem e qualidade literária foi mesmo "Ana Karénina" de Lev Tolstoi e já é a segunda vez, não consecutiva, que atribuo este lugar a este escritor russo, país com o qual nutro uma grande empatia literária ao nível de obras literárias do século XIX.

Literatura lusófona
"O Tempo e o Vento" de Érico Veríssimo (10/10) -


Confesso que hesitei muito com outra grande obra, mas "O tempo e o Vento" foi selecionado pela sua maior facilidade de leitura cheia de qualidade literária, a sua informação histórica sobre o Rio Grande do Sul e a divulgação da influência dos Açorianos no povoamento e cultura deste Estado do Brasil numa magnífica saga familiar. Sem dúvida que a alternativa em termos de riqueza literária é um monumento ímpar: "Grande Sertão Veredas", de Guimarães Rosa, mas parte do seu valor resulta da transposição do sertanejo para e literatura e esta traz dificuldades de leitura e em termos de divulgação este blogue teve em conta o leitor menos habituado a vencer um leitura difícil pela escrita, mas pela sua importância não podia deixar de o citar nesta alternativa.

Literatura Canadiana
"Murther & Walkings Spirits" de Robertson Davies



Robertson Davies é um dos escritores do Canadá mais importantes do século XX e do qual gostei  de tudo o que li, "Murther & Walking Spirits" talvez não seja a minha obra predileta dele, mas mesmo assim gostei e aprendi algo sobre a história da América do Norte e mostra as raízes imigratórias dos Canada, como foi a única que li nestes meses da ficção canadiana e é interessante foi por isso listada.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL

Imagem daqui

Para todos os leitores, habituais ou ocasionais deste blogue Geocrusoe, quer sejam amantes de livros ou de outras formas de expressão cultural, geólogos ou com outras formações profissionais ou sem elas e diferentes preferências, apresento os meus sinceros votos de que tenham:

UM FELIZ NATAL DE 2015

quarta-feira, 23 de abril de 2014

23 de abril - Dia Mundial do Livro

Nos últimos anos tornei norma identificar nesta data e neste blogue os livros que mais gostara de ler ao longo dos anteriores 12 meses, talvez seja pretensioso dizer que coincidem com os melhores lidos, pois nisto de qualidade há sempre uns critérios objetivos, mas também outros subjetivos e até alguns subversivos. 
Tenho de assumir que a quantidade de obras lidas foi numerosa neste período e incluiu alguns dos títulos globalmente considerados mais importantes da história da literatura, o que torna a escolha desta vez bem mais complexa, contudo vou fazer um esforço de expor algumas das obras que ficaram no topo das que mais gostei de ler e considerei melhores segundo categorias distintas.

Melhor Livro de ficção nacional
Penso que a literatura contemporânea portuguesa está pujante e com qualidade, embora sofra de elogios promocionais a mais sobre quase tudo o que vai saindo, tornando difícil distinguir o bom trigo do joio valorizado para fins comerciais em benefício das editoras. Todavia, tendo em conta a sua riqueza interna e os 40 anos de liberdade que esta semana comemoramos, a escolha recaiu numa obra que mostra muito dos males da ditadura no passado e muitos dos problemas da terceira idade de hoje e ainda possui um estilo de escrita que embora influenciado não deixa de ter uma dose de originalidade:



Melhor  Livro de ficção de expressão portuguesa
Face à categoria acima apresentada aqui excluo Portugal. O conjunto da literatura lusófona expõe as subtilezas que resultam da diversidade lexical, gramatical e sintática da nossa língua e até as influências geográficas e climáticas que se perdem em traduções (como tornar compreensível ao leitor noutra língua o pormenor da origem da obra em África, Brasil ou Portugal face à posição dos pronomes na frase ou a preferência por cacimba, sereno, rocio, orvalho ou relento ou mesmo a frequência do gerúndio da maioria dos lusofalantes face ao seu uso escasso no norte e centro de Portugal?). No uso da linguagem foi Ondjaki quem mais me surpreendeu com o linguajar de Luanda. Mia Couto cria palavras moçambicanas que chocam ao substituir termos usuais. No Brasil sobrevivem sinónimos arcaicos, alguns que ainda subsistem em nichos rurais e ilhas de Portugal e mostram-se outras regras de criar neologismos... tudo isto justifica a frase de Pessoa "A minha pátria é a língua Portuguesa"... mas a obra literariamente mais original e profunda que li ao longo deste ano, nem sempre fácil, mas que se destacou pela qualidade interna foi:



Melhor Livro de ficção de outra língua original
Procurei aqui não incluir romances já reconhecidos como grandes clássicos da literatura mundial, tendo em conta a última categoria deste artigo e por que tal tenderia a afastar outras grande obras menos famosas. A hesitação rondou "Nostromo" de J Conrad, "O Sino da Islândia" de Laxness, "O Carteiro de Pablo Neruda" de Skarmeta (sem dúvida o mais pequeno e ternurento), ou "A Guerra do Fim do Mundo" de Llosa em grande parte baseado em factos reais e o conjunto de "O Quarteto de Alexandria" de Durrell, mas a escolha foi para uma grande obra recente, por vezes incómoda e desagradável, que reflete muitos dos temores da sociedade atual, denuncia muitos dos seus vícios e está em parte relacionada com a minha vida profissional:
Melhor Livro de ficção canadiana
Esta é uma categoria que resulta do facto de ser cidadão e natural do Canada, confesso contudo que só li um livro deste País ao longo deste ano e pela primeira vez sem ser na língua original, só que também o mesmo corresponde a um título de contos da escritora que foi este ano galardoada com o prémio Nobel da Literatura e como tal não poderia deixar de fora esta oportunidade para mais uma vez homenagear a escritora de quem sou um grande admirador:
Melhor ficção  de clássicos da literatura mundial
Aqui foi talvez o domínio mais complicado de seleção. Só considerei obras com mais de cem anos que recentemente foram reeditadas por serem tidas pelos críticos como grandes obras e continuarem a ser sucessos persistentes no tempo: "O Idiota" e "Os Irmãos Karamzov "de Dostoievsky a baterem-se com Guerra e Paz de Tolstói, romances mais pequenos como "O Monte dos Vendavais" de E Brontë, "História de duas cidades" de Dickens e mesmo originalmente em português por que não mencionar as deliciosas sátiras de "O Conde de Abranhos" e "O Mandarim" de Eça de Queiroz ou o "Dom Casmurro" de Assis, mas no fim penso que globalmente o clássico mais completo deste ano foi mesmo:


Nota: Os títulos "vencedores" estão sempre ligados ao endereço do artigo em que falei sobre a obra.

terça-feira, 22 de abril de 2014

22 de Abril - Dia da Terra

Porque hoje é o dia da Terra e eu nunca deixei de ser geólogo e Geocrusoe já foi sobretudo um blogue de Geologia, mesmo que hoje esta anda menos presente por aqui, fica neste espaço a lembrança da comemoração deste planeta que necessita da proteção do um dos seus filhos: o Homo sapiens


Recomendo-vos ainda uma visita hoje ao excelente Doodle animado da página da Google que celebra igualmente o dia da Terra estaticamente mostrado neste artigo.

UM BOM DIA PLANETA TERRA!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS


 A todos os que ao longo deste ano se tornaram visitantes desta página, partilharam comigo comentários sobre livros, música, viagens e temáticas sobre o Faial e os Açores e cada vez mais raramente geologia Votos de Feliz Natal.

Deixo-vos com uma bela canção de Natal, mas diferente daquelas que nos inundam comercialmente nestes dias

terça-feira, 1 de outubro de 2013

DIA MUNDIAL DA MÚSICA - a minha recordação musical mais antiga

Praticamente todos nós temos uma música que nos marcou em criança, que nos ficou na memória e a qual nunca mais nos esquecemos...
Sei que entrava no genérico de um programa de rádio no Canada... talvez para emigrantes. Não sei do que falavam a seguir, mas sei que a recordação musical mais antiga que tenho não é de uma balada de infância, não é de uma canção de cinema na televisão ou de um concerto num arraial de rua... é simplesmente deste tema tão marcante que se desenvolve em forma de sonata neste andamento:
Não é presunção, apenas aconteceu. Teria eu 2, 3 anos... também não sei, precisar. Só que nunca mais deixei de gostar desta música que saía daquele rádio sobre um frigorífico numa cada de emigrantes Portugueses e que me deixava parado, extasiado, enquanto soava e me marcava para sempre...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

1.º de julho - dia do Canada

Fundado a 1 de julho de 1867, o Canada será sempre o meu País natal, o meu primeiro berço e um Estado de que me orgulho de ser cidadão.
Feliz dia do Canada a todos os Canadianos.
Uma história reduzida deste grande País que é o Canada

Oh Canada - Hino nacional numa versão algo diferente do habitual

quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 de Abril - Dia da Liberdade

Liberdade,
Que se alimenta na luta,
Que se oxigena no respeito,
Que tem por cicuta
Pisar do outro o leito.
Renasce na fraternidade

Liberdade,
Apesar de tão amada
e fonte de esperança,
Por vezes aproveitada
No semear da desconfiança.
Renova-se na solidariedade

Liberdade,
Que na luta é ferida
Nunca é uma causa perdida.
Nos anseios de uma criança
Recria-se a esperança
No voltar da Liberdade