Mostrar mensagens com a etiqueta Faial. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Faial. Mostrar todas as mensagens

sábado, 7 de dezembro de 2019

"Um crime em Ponta Delgada" de Francisco José Viegas


Excertos
"Nas ilhas temos de inventar coisas para não morrermos. Temos de viver no meio de ilusões que gostamos muito."
"Não vale a pena sair da ilha para procurar paz em outro sítio qualquer."

Este é já o terceiro romance que leio do português Francisco José Viegas. Crime em Ponta Delgada, à semelhança de todos os anteriores, está classificado como policial, género de que fui um grande fã na adolescência. Pela minha parte este autor nas suas obras fala, sobretudo, de melancolia, de memórias, da beleza das terras reais que servem de cenário à estória, do interior das personagens e dos desencontros humanos na sociedade e isto une-se através de uma investigação criminal que atravessa a narrativa e dá corpo ao romance. É esta integração que me agrada nos livros de Viegas.
Um taxista transporta à noite para junto de uma praia nas imediações da cidade de Ponta Delgada um homem que reconhece ser um importante membro do partido do Governo dos Açores, pouco depois encontra-o morto na estrada com uma bala. O Comissário Castanheira em Lisboa sente-se estranho à cidade, divorciou-se da sua mulher com quem continua a conviver, mas decide ocupar uma vaga na ilha de São Miguel e é-lhe de imediato entregue o caso.
Castanheira procura conhecer quem é esta vítima, António Gomes Jardim: faialense, casado com uma continental e regressado ao Faial no período do conflito independentistas da FLA e autonomista do PSD que leva ao poder regional Mota Amaral e com a adesão à vida política Jardim mudara-se para a maior ilha do Arquipélago. Castanheira vai descobrir que este casal de mentalidade moderna e acomodado ao cosmopolitismo da Horta vai entrar em choque com a sociedade conservadora, elitista e reservada do poder político e económico micaelense. Estará perante um crime político entre separatistas e autonomistas ou Jardim terá pisado os usos das grandes famílias de São Miguel e então estaríamos perante um crime passional ou uma vingança de costumes.
Pelo meio Castanheiro terá tempo de descrever ilhas e perceber o que foi a conquista da Autonomia dos Açores, os abusos, os compromissos e os silenciamentos, bem como, o que era o estilo de vida em Ponta Delgada com um estrato social dominador, cheio de abusos ocultos que não permite forasteiros.
Gostei muito, sobretudo porque me recordou uma época que vivi como adolescente e jovem, década de 1970/80, porque curiosamente parte da narrativa ocorre precisamente onde vivi em São Miguel ou na ilha onde resido e vim morar quando criança. Um romance onde a descoberta do interior das personagens e os seus sentimentos são parte importante da narrativa com uma escrita cuidada e cheia de belas descrições humanas e paisagísticas do Faial e São Miguel, além de um retrato de época visto de um ângulo diferente do meu.

terça-feira, 19 de junho de 2018

"Meridiano 28" de Joel Neto


Excertos
"A primeira impressão que José Filemom teve da Horta foi essa: a de uma cidade que entardece à sombra, como lhe houvessem amputado metade do dia...
...
Na manhã seguinte, porém, uma luz radiosa veio dos lados do Morro da Espalamaca, projectou-se no mar, incendiou as arestas do casario e as torres das igrejas, e o Pico explodiu em frente, imperial, como restos de uma civilização que uma tragédia tivesse devolvido à superfície."

"Na sua cidade, naquela pequeníssima cidade atirada para os altos encapelados do oceano, escondia-se, afinal, uma chave para entender o seu país."

"Muitas vezes os crimes mais hediondos são cometidos a pretexto dos sentimentos mais elevados."

Não me é fácil falar do romance "Meridiano 28" lançado este mês pelo escritor Açoriano Joel Neto. Não só porque cruza várias estórias em diferentes tempos, locais e em estilos distintos (o que dificulta qualquer sinopse sem desvirtuar a ficção e sem revelar a trama); como também estas estórias retratam a cidade Horta e mostram o seu papel fulcral no mundo ocidental nos anos que antecederam à II Grande Guerra e durante esta  (o que moldou o seu carácter cosmopolita liberal e a transformou numa urbe muito maior e mais importante que as suas dimensões físicas); e ainda porque o autor não perde a oportunidade para expor a ilha durante o vulcão dos Capelinhos já em 1957/58 e até faz várias "selfies" dele com a Horta nos tempos atuais (mostrando o que esta é agora em 2018) e com tudo isto, além da estória, faz História.
Importa desde já deixar claro que este romance escrito por um Terceirense e cuja trama se centra na Horta, não é um livro regional, é uma peça literária de categoria nacional que ombreia com obras contemporâneas de referência no País e digna de traduções fora da lusofonia. É uma obra que pela sua profundidade e riqueza literária é universal e é literatura nascida nos Açores destinada ao mundo, tal como já fizeram outros escritores de renome em relação às suas terras: Victor Hugo com Paris, Érico Verríssimo com o Rio Grande do Sul e Eduardo Mendoza com Barcelona, só para citar alguns exemplos do passado ao presente.
Ao nível da trama, a Filemom, nascido no Faial, desenraizado da sua terra natal e gestor de um site de citações literárias, é encomendado a biografia de alguém que lhe é próximo e terá desmascarado um criminoso nazi refugiado na Horta. Na sua investigação, ele tem acesso a cadernos diários do pretenso herói, desloca-se à ilha e descobre a pujança social e cultural desta terra onde escalaram as rotas dos hidroviões entre Europa e os EUA, visitada por estrelas mundiais e onde residiam os locais e famílias inglesas, americanas, alemãs, entre outras nacionalidades, por aqui estarem sediados os nós de amarração dos cabos submarinos das empresas comunicação telegráfica entre o velho e o novo mundo, gerando um intercâmbio difícil de igualar noutro ponto do planeta numa cidade tão pequena. O investigador vai assim descobrindo este passado real, com estórias de amizades, tradições, paixões, amores polémicos que mexem com preconceitos, ciúmes e até ódios, concebendo uma grande estória, enquanto o narrador toma ainda contacto com a realidade desta terra hoje e algumas das suas referências atuais. Em paralelo, a vida pessoal deste entra num turbilhão complicado de relações pessoais, problemas de consciência e obrigações. No seu trabalho abrem-se ainda portas para memórias do seu passado em Porto Alegre (RS) e investigações na Alemanha, Praga e Nova Iorque.
Pode-se dizer que além das personagens da trama, há uma personagem principal no livro: a cidade da Horta, no que foi até meados do século XX e é presentemente. Uma cidade descrita paisagística e socialmente, que foi centro dos principais acontecimentos mundiais, que recebeu influências das mais diversas nações do ocidente e assistiu de "bancada" à II Grande Guerra e viu em direto confrontos reais da batalha do Atlântico, num espaço onde pessoas de povos inimigos mantinham o convívio, o respeito e a amizade junto com os locais. Joel Neto disseca tão bem estas personagens que mostra porque a Horta foi designada a mais pequena das grandes cidades do mundo.
Ao nível da escrita, Joel Neto é igual a si próprio, não embarca na moda da escrita criativa que embrulha estórias banais numa revolução de sintaxe e figuras de estilo. Tal como no seu anterior romance: Arquipélago, ele escreve de forma escorreita, sem exageros estilísticos, embora a forma se vá adaptando ao serviço da narrativa, muda se são transcrições do diário, reflexões do narrador, descrições sociais ou geográficas ou desenrolar de ações e assim constrói uma grande estória.
Um dos aspetos interessantes do livro é a inclusão no início de alguns capítulos de paráfrases de grandes obras da literatura mundial. Chega a ser desafiante determinar a fonte, pois recorda-nos outras obras lidas, embora em certos casos o autor dê pistas claras e noutros, não tivesse o biógrafo um site de citações, estas são bem referenciadas. É nesta intertextualidade que ao mostrar a vida social na Horta no auge de brilhantismo somos brindados com entradas de Tolstoi, o que enche de orgulho qualquer Faialense.
Sendo Geocrusoe um blogue que nasceu como de divulgação geológica, não poderia deixar passar as muitas menções ao enquadramento geotectónico dos Açores, mesmo que expostas com um saber presciente da personagem na sua juventude naturalista.
História e estória, onde se cria uma magnífica trama em torno de paixões, sonhos, ciúme e ideologias, narrado de modo emocionante, com trabalho detetivesco e surpresas até ao final. Cruza-se realidade histórica e extrapolam-se factos. Um romance que é um excelente e grande livro e uma magnífica homenagem à cidade da Horta que, sendo diferente, complementa a reconhecida obra "Mau Tempo no Canal" de Vitorino Nemésio. Como Faialense, não me limito a dizer que gostei muito, tenho, sobretudo, que agradecer ao escritor por esta grande obra sobre a Horta.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Livros sobre a cidade da Horta, o Faial e inclusive outras ilhas dos Açores

No verão a Horta recebe muitos turistas e descendentes das nossas comunidades de emigrantes pelo mundo fora, perguntam-me por vezes onde podem encontrar livros sobre a história desta terra. A receção da biblioteca pública regional João José da Graça, no edifício situado no extremo sul do largo Duque d'Ávila e Bolama, a mesma praça onde se encontra a Matriz e o Museu, é talvez o local mais adequado a este objetivo.


Na minha opinião a maior produção de publicações sobre o Faial, a sua cidade da Horta e outras ilhas relacionadas com esta relacionada tem sido fruto do trabalho do Núcleo Cultural da Horta através de investigadores por cá residentes ou por cooperação com professores de outras instituições, com destaque para a Universidade dos Açores.

Nas fotos alguns dos títulos disponíveis neste local e editados pelo Núcleo Cultural da Horta cujas obras podem também ser encomendadas pela internet através deste site do NCH.

Boas opções que recomendo

sábado, 3 de junho de 2017

Os dias de Charlie nas Western Islands


Fui ao lançamento de mais um livro editado pelo Núcleo Cultural da Horta que tem em cooperação com vários historiadores publicado um conjunto de obras sobre o passado do Faial e várias outras ilhas dos Açores.
Desta vez temos uma edição epistolar bilingue, português e com o textos originais em inglês na segunda parte, com várias imagens da Horta do século XIX. 
"Os dias de Charlie nas Western Islands" tem como subtítulo " As ilhas do Faial e Pico na visão de um turista americano a meados do século XIX" corresponde a uma coletânea de cartas de um jovem americano que saiu de Havard para combater na guerra civil da América, onde se feriu e desenvolveu febre tifóide, pelo que a família, de estrato social elevado de Boston, o mandou para a Horta a fim de se reabilitar fora dos rigores do inverno na Nova Inglaterra.
Durante a sua estada no Faial escreveu diversas cartas aos familiares, onde não só narra a sua visão da vida de então no Faial e Pico, como os seus contactos com algumas das pessoas de maior craveira intelectual e social da cidade de acolhimento, nomeadamente o clã do Cônsul Dabney e elementos Arriagas, de onde saiu poucas décadas depois o primeiro presidente da república eleito de Portugal.
Assim, num trabalho de Ricardo Madruga da Costa, Carlos Riley e Isabel Albergaria, mais um livro acessível a quem domina apenas o Português ou o Inglês com um retrato destas ilhas quando o cosmopolitismo internacional era uma marca fortíssima que marcava a cidade da Horta.
O livro pode ser adquirido diretamente no Núcleo Cultural da Horta, a funcionar na Biblioteca Pública João José da Graça, ou através da internet no site deste núcleo aqui 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Festa do Livro 2016 da cidade da Horta

Todos os anos a na celebração da Semana do Mar, sempre com início no primeiro domingo de agosto, decorre, em paralelo ao festival náutico, gastronómico e lúdico, um evento especial dedicado aos livros organizado pela Biblioteca Pública João José da Graça, antes era a Feira do Livro, depois transformou-se em Festa do Livro.
Para divulgação, junto imagem com a lista dos livros que estarão em especial promoção nos vários dias da Festa do livro neste ano de 2016 na cidade da Horta, bem como o horário e endereço deste evento cultural.


Clique na imagem para a ampliar

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

"Não se paga! Não se paga!" de Dario Fo


Há muito tempo que aqui não falava de teatro, ontem foi dia de ver o grupo amador Faialense "Teatro de Giz" que tem encenado nesta ilha autores de grande reconhecimento internacional, desta vez o laureado com o Nobel da literatura: Dario Fo, com a sua obra "Não se paga! Não se paga!".
Uma paródia sobre uma revolta popular contra os preços, que depois contagia todos, inclusive os mais conservadores e legalistas e até agentes de autoridade. Ocorrem momentos hilariantes, outros menos realistas mas que a brincar levam ao desabafo sobre muitas verdades amargas sentidas por quem tem de sobreviver no dia-a-dia e, em paralelo, há uma crítica à politica da Igreja Católica sobre o controlo da natalidade.
A representação e encenação está muito bem conseguida, envolvendo todo o espaço e vale a pena assistir se vive no Faial e ainda não foi ver, hoje é o último dia. Diverti-me imenso.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

História da ilha do Faial - das Origens a 1833 - Edição C. M. da Horta

Acabei de ler o Volume I da "História da Ilha do Faial - das origens a 1833", uma edição de luxo da Câmara Municipal da Horta .
O primeiro volume é uma excelente coletânea de excertos de crónicas das partes referentes ao Faial e escritas por portugueses (açorianos ou não) e estrangeiros, nomeadamente espanhóis, ingleses, flamengos e italianos, entre outros. Estas estão ordenadas cronologicamente desde o século XV até 1833, ano da elevação da Horta a cidade, e descrevem o povoamento, a geologia, a demografia, a divisão administrativa, batalhas, a conquista desta terra aquando do domínio de Portugal por Espanha, a agricultura, o comércio internacional, as tradições, a religião, o património desta ilha e os passos que levaram à instituição do ex-Distrito Autónomo da Horta.
Na última parte há uma análise crítica de historiadores contemporâneos sobre o conteúdo dos textos listados na obra e o seu contexto político.
A obra dá-nos um retrato da evolução desta ilha, a importância dos flamengos no povoamento do Faial, a resistência que os espanhóis encontraram por aqui, o peso desmesurado da religião, descrições do vulcão da Praia do Norte, a impossibilidade dos estrangeiros conquistarem a ilha a partir da Ribeirinha, as fragilidades desta terra e uma apreciação bastante crítica dos estrangeiros sobre o modo como os portugueses, faialenses e a religião desperdiçavam as potencialidades geoestratégicas, condições de abrigo da baía da Horta, climáticas e pedológicas para a economia do Faial.
Uma excelente volume, mesmo para quem não adquira a coleção constituída por mais dois que abordam aspetos diferentes da História do Faial. altamente recomendável a qualquer Faialense.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Concerto da Páscoa - Um magnífico serão musical!

Após uma longa espera para se ouvir novamente no Faial um novo concerto da Horta-Camerata, orquestra que tem marcado positivamente pela qualidade musical ímpar o reportório erudito que se tem interpretado nesta ilha ao longo dos últimos anos, foi com elevada ansiedade que esperei pelo concerto Sinfónico de Páscoa 2013 e confesso que valeu a pena. 
A primeira parte foi inteiramente preenchida pelo Concerto para Piano e Orquestra n.º 8 de Mozart, sendo solista Alexander Kuklin, que atualmente desempenha atividade de professor convidado na ilha Graciosa.
Além da sempre agradável música de Mozart, Alexander Kuklin tocou esta obra clássica respeitando o estilo da época e resistindo a certas tentações frequentes nalguns intérpretes de expressarem com maior intensidade a emoções do período romântico e por vezes mascaram a fluidez do estilo clássico original. Assim, neste concerto foi bom ouvir-se Mozart a respeitar o estilo da época de Mozart na sua forma alegre e contida como este compositor brincava com as teclas e a música.

A segunda parte começou por recuar ao barroco no larguetto da ópera Berenice de Händel, uma linda composição musical, tocada com a sensibilidade adequada e que nos preparou para  o regresso ao período clássico com a sinfonia 43 de Haydn - Mercúrio mas agora anterior a Mozart.
Uma Sinfonia onde os temas são repetidos com subtilezas de modulação e variações que mostram a genialidade do Haydn e preparam o ouvinte ir descobrindo a evolução desta música e a reconhecer as suas principais frases de forma a ficar cativado pelos temas principais dos vários andamentos e sem dúvida que a qualidade posta na interpretação, mesmo com músicos amadores, soube tirar partido máximo das particularidades desta sinfonia. 

Por fim uma palavra para a direção musical de Kurt Spanier que mais uma vez mostrou que sabe descobrir, selecionar e potenciar ao máximo músicos dispersos por estas ilhas e não só, nas sua grande maioria ainda jovens mas com grande talento, e ainda consegue juntá-los e em poucos dias viabilizar concertos de grande qualidade de interpretação.
Uma palavra para os músicos que apesar de terem sido afetados por uma greve de transportes para chegar ao Faial, mesmo assim com o seu saber, talento e empenho foram capazes de chegar a um patamar de qualidade de interpretação e integração na orquestra de forma a conseguir um magnífico serão musical!
Parabéns!

sábado, 23 de março de 2013

Concerto Sinfónico da Páscoa 2013


Uma boa notícia nestes dias é a retoma dos tradicionais concertos da Páscoa executados pela Horta-Camerata sob a direção artística de Kurt Spanier.
Assim no domingo de Páscoa, pelas 21h30, as obras de Haendel, Haydn e Mozart vão ser ouvidas no Teatro Faialense.
Os bilhetes já se encontram à venda... aproveite!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Dias de Reis - Presépios tradicionais no Faial

Dia 6 de janeiro era tradicionalmente o Dia de Reis, coincidente com a festa da Epifania da Igreja Católica. Os tempos modernos e laicos transferiram esta festa para o primeiro domingo após o primeiro dia do Ano Novo, mas em 2013 as duas datas sobrepuseram-se.
 Presépio nos Espalhafatos

Tradicionalmente as famílias faialenses faziam os seus presépio com recurso a pedras que cobriam com musgo, líquenes, ramagens, serradura, bagacina e areia para imitar pastagens, currais, terras de cultivo e caminhos, sobre os quais se sobrepunham figuras de pessoas e animais, miniaturas de casas e monumentos das nossas terras, num recanto ficava a lapinha com a Sagrada Família com um menino Jesus recém-nascido, pelo caminhos havia sempre a representação dos 3 reis magos.

Presépio em Pedro Miguel

Desde que se instalou o hábito dos concursos de presépios passei a dar a volta ao Faial a visitar várias destas representações abertas à população, em 2013 cumpri esta tradição e aqui vão dois dos presépios tradicionais entre outros que visitei.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Privilégios Açorianos

Praia do Almoxarife no Faial com o Pico ao fundo

Seria bem mais fácil atualizar este blogue não fosse este privilégio de poder mergulhar no Atlântico no regresso a casa após um dia de trabalho...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Livros sobre a nossa Terra

Mostra da minha estante sobre o Faial

Muitos de nós temos por hábito comprar o romance que está na moda, o título que relata aquele escândalo político ou pessoal, a obra que disserta sobre um grande tema... mas praticamente todas as terras têm livros que nos dão a conhecer a sua região e no caso do Faial existem tantos a contar a historia desta ilha, do concelho e das suas gentes....

domingo, 25 de março de 2012

Morte do escritor Antonio Tabucchi

Antonio Tabucchi, o escritor italiano de Pisa que se apaixonou pela obra de Pessoa e daí se tornou de coração  um Português e o melhor divulgador da literatura lusitana na Itália, morreu hoje em Lisboa.

Antonio Tabucchi - Imagem Wikipédia

O Faial não foi uma ilha estranha para este escritor, um dos seus livros mais conhecidos é a "Mulher de Porto Pim" (no original: Donna di Porto Pim e Altre Storie), sem dúvida um conjunto de contos que mostram como se encantou com a cultura baleeira destas ilhas e como levou à Itália o lugar mágico faialense que é a Baía de Porto Pim.

Baía de Porto Pim, ilha do Faial

Igualmente a luta pela democracia em Portugal foi alvo da sua escrita com a Firma Pereira (no original Sostiene Pereira) que foi passado a filme com o mesmo nome por Marcello Mastroianni, no Brasil com o nome de "Páginas da Revolução".
Para saber mais da sua biografia consultar aqui.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

As primeiras neves de 2012 a partir da Ribeirinha do Faial

Após janeiro seco e quente, veio um fevereiro mais chuvoso e quente...
Só agora, felizmente no início do fim de semana, surgiu uma noite chuvosa e fria e um sábado e domingo radioso e frio
O espetáculo da neve na montanha do Pico não se fez esperar e cá da Ribeirinha do Faial pode ser visto assim...
Não sei se o facto das primeiras neves deste inverno serem tão tardias tem alguma coisa a ver com alterações climáticas ou é apenas um desvio às temperaturas normais este ano, sei que já tinha saudades de ver neve na montanha do Pico...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Presépio de 42 Presépios

Ao nível de presépios originais no Faial, tema que habitualmente retomo no início de cada ano, em 2012 destaco um aqui na rua da Igreja da Ribeirinha, um Presépio constituído por 42 representações da cena central do Natal: a Sagrada Família na gruta de Belém.


Desde a cortiça, passando pela lapinha tradicional dos Açores até à madeira, ao papel e continuando pelo pano pintado...


... prosseguindo por vários tipos de pedra, avançando para as modernas cápsulas de café expresso e voltando aos já esquecidos sabugos das espigas ou maçarocas de milho, além de outros materiais e técnicas diversas...


que totalizam as 42 formas diferentes de ver um presépio junto à casa de venda de artesanato da Ribeirinha... uma originalidade de originalidades a não perder nesta época.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Neves de Outono

Foi no fim-de-semana passado, num curto período de acalmia dos ventos, que têm com força insistido em passar por cá que as temperaturas obrigaram a retirar dos armários as roupas de Inverno e o topo de Pico lá se revestiu de uma penugem branca e mostrou-se ao Faial, como para lembrar que o Verão acabou e apesar do aquecimento global ainda neva na Montanha.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Os meus predilectos do Faial Filmes Fest 2011

Sangue do Meu Sangue de João Canijo foi a longa-metragem vencedora do Faial Filmes Fest, talvez mesmo a obra mais forte passada neste festival, um retrato de problemas sociais de bairros periféricos de Lisboa e, sobretudo, um hino à força de muitas mulheres que aí vivem.



Estrada de Palha de Rodrigo Areias foi menção honrosa, mas sem dúvida uma linda obra de arte do cinema português. Um western lusitano praticamente sem tiros, complementada em contínuo por um fundo musical interessante numa estória que decorre sem pressas e com uma mensagem política libertária. Destaco a fotografia, a mais bela que me lembro de até hoje ver num filme feito em Portugal



Viagem a Cabo Verde de José Miguel Ribeiro foi a minha curta predilecta, ganhou o prémio de melhor animação... um obra de arte perfeita no seu género simples e humano.



Votos para que para haja novo Faial Filmes Fest e que a grande qualidade de 2011 se repita.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Faial Filmes Fest 2011 - Continua

Num ano onde o festival passou também a acolher longas metragens... também a qualidade tem sido um ingrediente importante.
Aproveite... ainda há mais 3 dias de cinema com fitas curtas e longas no Teatro Faialense, veja o programa.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Faial Filmes Fest 2011 - Longa portuguesa reconhecida

Cartaz tirado daqui

No primeiro dia duas longas-metragens interessantes, hoje na IV sessão de competição (16h00) do Faial Filmes Fest outro filme lusitano já duplamente vencedor em San Sebastian: prémio TVE e da crítica.

Uma oportunidade para ver uma longa-metragem reconhecida do cinema que presentemente de faz em Portugal.