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A ilha de São Jorge vista do Space shuttle (fotografia: Wikipédia)
Devido à origem vulcânica dos Açores, as ilhas possuem, por norma, uma zona central mais elevada e relevo acentuado (onde se instalaram os maiores centros eruptivos) e uma periferia mais baixa e menos declivosas, por onde se espraiaram as escoadas de lava ou de piroclastos (gotículas ou fragmentos de lava projectados durante uma erupção que depois caem por gravidade) provenientes do vulcão. Assim, um dos principais circuitos turísticos e passeios consiste em "dar a volta à ilha".

Ponta dos Rosais e o seu ilhéu, no extremo ocidental da ilha
A ilha de São Jorge corresponde a um grande alinhamento de cones de escórias vulcânicas, implantados ao longo de uma fractura geológica da crosta terrestre de direcção WNW-ESE, ou seja, foi formada por tipo de vulcanismo chamado de
vulcanismo fissural. Assim, esta terra açoriana é, sobretudo, uma cordilheira estreita, com 55 km de comprimento, uma largura máxima de 6,75 km, mas que atinge 1053 m de altitude.

Ilhéu do Topo, junto à ponta do Topo, no extremo oriental da ilha e com a Terceira no horizonte ao longe.
Logo o tradicional trajecto, mais ou menos circular, só é viável no terço central de São Jorge. Conhecer esta ilha, é ir de uma ponta à outra, mas onde, ao longo de dois terços do seu comprimento, se vai e vem pelo mesmo caminho, mais ou menos rectilíneo.

A freguesia das Manadas vista do Pico da Esperança, o ponto mais alto da ilha.
Tendo eu uma relação especial com a ilha de São Jorge, quando em tempo livre lá me desloco não me limito a ir de ponta-a-ponta, mas também a subi-la (de carro é claro!) de cima-a-baixo e foi o que fiz da última vez em que lá estive durante dois dias no último mês de Agosto e, nos próximos tempos, de uma forma nem sempre continuada, irei descrever a geologia, a geodiversidade das estruturas e as minhas impressões pessoais sobre esta belíssima ilha do Triângulo.

O Pico da Esperança visto do nível do mar na zona do Porto das Manadas