domingo, 26 de fevereiro de 2012

As primeiras neves de 2012 a partir da Ribeirinha do Faial

Após janeiro seco e quente, veio um fevereiro mais chuvoso e quente...
Só agora, felizmente no início do fim de semana, surgiu uma noite chuvosa e fria e um sábado e domingo radioso e frio
O espetáculo da neve na montanha do Pico não se fez esperar e cá da Ribeirinha do Faial pode ser visto assim...
Não sei se o facto das primeiras neves deste inverno serem tão tardias tem alguma coisa a ver com alterações climáticas ou é apenas um desvio às temperaturas normais este ano, sei que já tinha saudades de ver neve na montanha do Pico...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Carnaval - Coscorões

Já falei aqui sobre a gastronomia, essencialmente doçaria, típica do Carnaval Faialense, mas como as tradições estão vivas por cá, apenas uma atualização para o ano de 2012 em termos de coscorões, que à semelhança de outros doces desta época no Continente são de Natal.

Apesar das dificuldades, este ano o Carnaval tem-se mostrado com quase a mesma força dos anos anteriores
Assaltos, fantasias, gastronomia, bailes.... apesar de não ter ouvido a referência a danças, mas a tradição está viva e recomenda-se.
Já agora uma receita continental de coscorões... claro que nos Açores a gordura da massa é manteiga, perdoa-se já a substituição de banha por óleo no fritar 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval dos Animais: Na música erudita também se brinca

A música erudita procura-se sempre algum nível estético elevado, mas também não exclui o humor e a o divertimento... Saint Saëns soube compor uma obra para brincar com os seus amigos: o Carnaval dos Animais é constituído por 14 quadros musicais e tornou-se numa das obras mais conhecidas do mesmo do compositor:

Como este é um blogue de geólogo eis uma brincadeira com fósseis.

Uma a gozar com alguns maus pianistas que torturam os melómanos.

Um final divertido com um vídeo oportuno para o Carnaval.


Ainda num tom mais romântico o cisne e o famoso aquário... a todos bom Carnaval.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Igreja das Manadas - Património Nacional


Classificada como Património Nacional em 1950 pelo Decreto 37 728, de 5 de Janeiro. Esta pequena igreja, baixa, pouco imponente, dedicada a Santa Bárbara, na freguesia das Manadas da ilha de São Jorge, implantada junto ao mar, com cantaria basáltica e de aparência humilde...


possui um interior barroco com um conjunto de pinturas representando cenas religiosas, azulejos e talha dourada de uma riqueza dificilmente igualável noutros templos em espaço rural neste País e especificamente nos Açores.


Não são altares imponentes individualmente, é um conjunto que se interliga e forra praticamente todas as parede...


onde escultura, pintura e azuleijaria se estendem desde o altar-mor até às paredes e


e ainda sobem até ao teto numa harmonia e equilíbrio que se pode classificar como um dos melhores tesouros patrimoniais mais bem escondidos dos Açores.


Um templo não muito divulgado que merece a visita de qualquer Açoriano ou Português em geral, bem como todos os turistas estrangeiros que se desloquem a este Arquipélago.
Um monumento que faz parte da minha infância quando me deslocava às Manadas por estar integrado no conjunto paroquial onde passava as minhas férias, mas que vale muito mais do que a paixão que nutro por ele.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

ADEGA e DIVERSIDADE


Palavras para quê... basta ir ao Pico e saborear a variedade de aguardentes e licores... a moderação aconselha um motorista abstémio.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Corte geológico e princípios estratigráficos

Pelo princípio da sobreposição em estratigrafia os sedimentos mais recentes formam leitos que se depositam por cima dos estratos mais antigos e embora as rochas vulcânicas não tenham uma origem igual à das sedimentares, frequentemente, por gerarem camadas, respeitam muitas vezes este princípio.
Junto ao porto de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, é possível observar numa parede, resultante provavelmente de escavação humana, um antigo cone de escória vulcânica (avermelhado) que esteve exposto ao ar e se cobriu por um solo (ocre) e onde todo o conjunto foi posteriormente soterrado por escoadas mais recentes (cinzentas).
O princípio da interseção refere que é mais recente uma estrutura que corte de que a que é cortada e na imagem é possível também observar que tanto o cone, como o paleossolo e ainda as escoadas lávicas são todos cortados por filões verticais, sendo por isso este últimos: as formações mais jovens de todas.

Pormenor do filão situado no centro da foto acima

Aplicar os vários princípios estratigráficos é fundamental para a interpretação e compreensão da história geológica de muitos locais onde se encontram formações rochosas que se apresentam sob a forma de camadas.

Para conhecer os vários princípios estratigráficos, muitos deles enunciados há mais de 300 anos por Nicolas Steno, consulte esta lista.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Bonitas Terras Açorianas 5 - Ribeira Grande


Principal povoação da costa norte da ilha de São Miguel. Ribeira Grande deve o seu nome ao curso de água que atravessa o seu centro, cujas margens presentemente são um belo jardim e um exemplo de como é possível aproveitar  as zonas sujeitas a inundação numa cidade sem ser com ocupação por edifícios habitacionais e de escritórios.


O centro histórico é uma área onde se encontram vários edifícios com cantaria de lava lindamente esculpida e que forma um contraste de cores com as alvenarias e as flores que se encontram nas vizinhanças.


Possui um teatro recuperado e ao qual foram adicionadas novas áreas com valências várias que o tornam num bom exemplo de como é possível compatibilizar o património histórico com a nova arquitetura, sem destruir nenhuma das partes e enriquecendo todo o conjunto.


Uma cidade calma, mas arquitetonicamente rica, sobretudo ao nível de património religioso, que importa visitar...


e explorar...


Ribeira Grande é uma pequena cidade que gosto, continua a ser o principal centro de energia geotérmica dos Açores, com um enquadramento tectónico algo instável, mas é uma terra onde já trabalhei que me deixou boas recordações, inclusive das suas gentes...