sábado, 27 de setembro de 2008

VULCÃO DOS CAPELINHOS 1 ANO DE ACTIVIDADE

A 27 de Setembro de 1957 iniciava-se a erupção dos vulcão dos Capelinhos, através de manifestações de emanações submarinas mostradas neste post, a 27 de Setembro de 1958 a mesma erupção completava UM ANO DE ACTIVIDADE... e continuava activa.

O Cone do vulcão dos Capelinhos semelhante a um campo de fumarolas

Todavia depois de ter sido um vulcão submarino, do tipo surtsiano, com explosões hidromagmáticas muito intensas, devido à entrada do mar na chaminé vulcânica. Depois de neste tipo de actividade ter emitido grande quantidade de cinzas e blocos que criaram um grande cone vulcânico e soterrou numerosos edifícios no Capelo.
Depois da chaminé ter deixado de estar em contacto com o mar e a actividade se ter transformado de essencialmente surtsiana, para passar a ser, sobretudo, estromboliana, não sem antes ter ocorrido a crise sísmica que destruiu a quase totalidade da Praia do Norte.

Um hornito nos capelinhos, um local por onde saiu antes um repuxo de lava

Após as várias escoadas de lava, sobretudo no verão de 1958, o vulcão passou a ter um enorme edifício, mas já sem grandes explosões, embora, por vezes surgissem algumas escoadas de lava num local ou outro, com repuxos de lava nocturnos que pareciam fogo de artifício.  

O interior da cratera, cheia de fumo das suas fumarolas

Um ano depois do início da erupção, os Capelinhos era, sobretudo, um grande cone com numerosas fumarolas e ia perdendo a sua força do passado...

[fotos publicadas em: Machado, F. e Forjaz, V. H. (1968) "Actividade Vulcânica do Faial - 1957-67" Ed. Com. Reg. Turismo Distrito da Horta]

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

RIBEIRINHA EM FESTA: SÃO MATEUS

Não deve haver aldeia em Portugal e nos Açores que não realize a sua festa religiosa, de preferência no Verão para aproveitar o bom tempo. Cá, pela minha zona, é hábito dizer-se que, no Faial, as festas começam aqui na freguesia, com o Santo António, nos Espalhafatos, em meados de Junho e encerram aqui na Ribeirinha, com o São Mateus, no final de Setembro.
(clique nas fotos se pretender ampliar)

Este ano não é excepção e este fim-de-semana, Sábado à noite e Domingo a partir das 15 horas, realizam-se as festas de São Mateus, aquele cobrador de impostos que achou que era melhor trabalhar para a mensagem de Cristo do que servir o poder do estado... e eu compreendo-o cada vez melhor!

Numa comunidade sem templo, devido ao sismo de 1998, esta festividade, além de ser um ponto alto de convívio entre as pessoas da freguesia e também com os seus visitantes, serve igualmente para a angariação de fundos para a construção da nova igreja... e independente de se ser crente ou não, reconheço que este tipo de espaço é extremamente importante como referência de uma localidade e, muitas vezes, porto de abrigo de diversas crises individuais e colectivas.

Por agora estima-se Bom Tempo neste início de Outono.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

no PATRIMÓNIO... acontece

A pedido da Câmara Municipal da Horta, apresenta-se o programa de "No Património... acontece" e o Fórum "Memória, Património e Identidade" a decorrer neste município e associado às Jornadas Europeias do Património.

Clique nas figuras para a sua ampliação e leitura do programa




APROVEITE!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A HISTÓRIA GEOLÓGICA DE S JORGE II: O salto para ocidente

Talvez ainda ocorressem erupções na zona do Complexo Vulcânico do Topo quando uma nova zona de actividade vulcânica fissural, igualmente de direcção WNW-ESE, se iniciou  mais para ocidente.
A partir desta falha geológica, a ilha desenvolveu-se entre a ponta dos Rosais, a ocidente, e a actual região dos Biscoitos, próxima do centro da ilha. Ao conjunto de materiais que forma esta unidade vulcanoestratigráfica denomina-se Complexo Vulcânico dos Rosais.

Caminho de acesso à ponta do Rosais circundado de vegetação natural, para onde a ilha se estendeu ao longo da direcção WNW-ESE, tal como a via.

Curiosamente, no passado talvez tenham existido duas ou mais ilhas ao longo desta cordilheira de cones vulcânicos alinhados (nos Açores conhecidos por cabeços), uma vez que não se conhece contacto, pelo menso acima do nível do mar, entre materiais do Complexo Vulcânico do Topo com os do Complexo Vulcânico dos Rosais.

Freguesia dos Rosais, à direita cabeços alinhados pela direcção WNW-ESE

Quanto à idade do vulcanismo do Complexo Vulcânico dos Rosais não conheço análises laboratoriais em rochas que permitam dizer os milhares de anos do início ou do termo deste vulcanismo - Geocronologia absoluta. Todavia, existem elementos que apontam para um início mais recente que o começo do vulcanismo da região do Topo e outros que provam, seguramente, ser anterior à unidade vulcanoestratigráfica mais nova da ilha (a apresentar brevemente) - Geocronologia relativa.


Freguesia de Santo Amaro, no interior desta estreita ilha e implantada numa zona de relevo suavizado.

Algumas das características que demonstram uma certa antiguidade desta unidade vulcânica são, novamente: o interior da ilha suavizado pela erosão, mas a forma dos cabeços está melhor preservada que para os lados do Topo; e as arribas costeiras, norte e sul, muito escarpadas e com grandes desníveis, indiciando tempo suficiente para um avanço erosivo significativo do mar  que atingiu mesmo cones vulcânicos situados dentro da ilha.

Cone vulcânico cortado pela costa sul escarpada, um sinal de antiguidade, pois já permitiu um grande avanço do mar até atingir o cabeço

Uma curiosidade para os Faialenses, sobre rochas desta zona da ilha encontra-se pedra-pomes proveniente da Caldeira do Faial, um sinal da  intensidade de algumas das explosões então ocorridas na ilha azul e da direcção dos ventos nesse momento, aproximadamente de sudoeste.

domingo, 21 de setembro de 2008

EQUINÓCIO DE OUTONO

Adeus Verão... entra lá Outono, mas porta-te bem!

Um pôr-de-sol de Verão no Triângulo, visto de São Jorge, com o Faial ao fundo e o Pico à esquerda

No próximo dia 22, pelas 15:44 horas dos Açores, ocorre o Equinócio de Setembro, o que coincide com o fim do Verão e a entrada do Outono. Uma época do ano onde a duração da noite é igual à do dia.
Assim, hoje temos o último dia completo de Verão e amanhã o primeiro incompleto de Outono. O fim do Verão é uma interrupção daquela época de mar azul transparente e banhos como estes, de dias longos sem vento e de festas por todos os cantos das nossas ilhas.
Embora a nova estação traga as frequentes ameaças de mau tempo sobres estas ilhas, como tempestades tropicais e chuvas persistentes que geram grande ansiedade por uns raios de sol sobre estes corpos ilhéus, sou daqueles que gostam do Outono.
O Outono é minha estação de férias, do aparecimento de eventos culturais mais íntimos em recintos fechados, de viagens com visitas a novas terras, a museus e presença em concertos e óperas, é o meu período ideal para aquisição de discos e dvd... é a época dos meus passeios em busca de araçás, do cheiro a castanhas na rua e do despertar daquela pieguice que antecede o Natal.
Por isso, apenas desejo que o Outono se porte bem e não me desiluda...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A HISTORIA GEOLÓGICA DE SÃO JORGE I: O início

Tal como fiz para o Faial no verão passado, falarei agora, de uma forma curta, simples e possivelmente descontinuada, da história vulcanoestratigráfica da ilha de São Jorge, ou seja, do seu aparecimento e posterior crescimento, com base em documentação que conheço (ver nota) e nas muitas explorações de campo que agradavelmente faço nesta ilha.

A zona mais antiga da ilha fica além da linha vermelha traçada na foto (clique para a ampliar)

A ilha iniciou-se com a subida de magma ao longo de uma importante fractura na crosta terrestre de orientação Noroeste-Sudeste, o que permitiu a instalação de cones vulcânicos alinhados (vulcanismo fissural) sobre essa falha geológica na zona a leste da Ribeira Seca, até ao Topo.
Assim, a zona oriental da ilha, é a mais antiga de São Jorge, este vulcanismo deve ter surgido acima do nível do mar há mais de 600.000 anos e marcou o nascimento desta ilha. O conjunto das estruturas então formadas é denominado por:  Complexo Vulcânico do Topo.

Farol do Topo, na freguesia que deu o nome à unidade vulcânica mais antiga da ilha.

Tendo em conta o referido aqui, conclui-se que São Jorge é ligeiramente mais novo que o Faial, embora deva ter existido vulcanismo activo simultaneamente na área do Complexo Vulcânico da Ribeirinha do Faial e no Complexo Vulcânico do Topo. 

Relevos suaves no interior da Serra do Topo, devido a sua antiguidade relativa.

O vulcanismo nesta zona desenrolou-se, com possíveis interrupções, ao longo de 500.000 anos aproximadamente. Assim, devido à maior antiguidade desta parte da ilha, a mesma sofreu uma maior erosão pelas águas (chuvas e humidade), ventos, amplitudes térmicas e seres vivos, o que faz com que nas suas zonas interiores o relevo seja mais suave que a ocidente da Ribeira Seca.

O contraste do relevo suave do interior com o abrupto da zona costeiras e linhas de água

Todavia, na zona mais litoral, para onde as águas das chuvas escorriam e o mar fazia recuar a linha de costa, foram escavados profundos vales e a linha de costa foi talhada de forma muito escarpada e com grande altura. 

Vales de linhas de ribeiras muito profundos situados no Complexo Vulcânico do Topo


Nota - Madeira, J. (1998): Estudos de Neotectónica das ilhas do Faial, Pico e S. Jorge. (Tese de doutoramento FCL)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

PRÉMIOS BLOGOSFÉRICOS

Numa só semana, Geocrusoe recebeu duas vezes prémios, sempre provenientes do blog Ematejoca Azul. É verdade que nunca dominei esta ideia de prémios na blogosfera, mas também é verdade que são um meio de chamarmos à atenção para determinadas páginas que admiramos e de as divulgar, por isso decidi, o que nem sempre faço, dar continuidade à corrente, assim nomeio:

Como Brillhante Weblog o Desambientado, pela beleza da imagens seleccionadas, pelos poemas elaborados, pelas suas mensagens universais e, sobretudo, por ser uma página que mostra a sensibilidade interior de poeta num cientista amigo que admiro.

Dardos de cultura e criatividade ao blog: Diz que não gosta de música classica? pelo magnifico trabalho de divulgação da música erudita na blogosfera, uma página, em português, ímpar no ciberespaço.

sábado, 13 de setembro de 2008

SÃO JORGE: DE PONTA A PONTA, DE CIMA A BAIXO

(clique nas fotos para as ampliar)

A ilha de São Jorge vista do Space shuttle (fotografia: Wikipédia)

Devido à origem vulcânica dos Açores, as ilhas possuem, por norma, uma zona central mais elevada e relevo acentuado (onde se instalaram os maiores centros eruptivos) e uma periferia mais baixa e menos declivosas, por onde se espraiaram as escoadas de lava ou de piroclastos (gotículas ou fragmentos de lava projectados durante uma erupção que depois caem por gravidade) provenientes do vulcão. Assim, um dos principais circuitos turísticos e passeios consiste em "dar a volta à ilha".

Ponta dos Rosais e o seu ilhéu, no extremo ocidental da ilha

A ilha de São Jorge corresponde a um grande alinhamento de cones de escórias vulcânicas, implantados ao longo de uma fractura geológica da crosta terrestre de direcção WNW-ESE, ou seja, foi formada por tipo de vulcanismo chamado de vulcanismo fissural. Assim, esta terra açoriana é, sobretudo, uma cordilheira estreita, com 55 km de comprimento, uma largura máxima de 6,75 km, mas que atinge 1053 m de altitude.

Ilhéu do Topo, junto à ponta do Topo, no extremo oriental da ilha e com a Terceira no horizonte ao longe.

Logo o tradicional trajecto, mais ou menos circular, só é viável no terço central de São Jorge. Conhecer esta ilha, é ir de uma ponta à outra, mas onde, ao longo de dois terços do seu comprimento, se vai e vem pelo mesmo caminho, mais ou menos rectilíneo.

A freguesia das Manadas vista do Pico da Esperança, o ponto mais alto da ilha.

Tendo eu uma relação especial com a ilha de São Jorge, quando em tempo livre lá me desloco não me limito a ir de ponta-a-ponta, mas também a subi-la (de carro é claro!) de cima-a-baixo e foi o que fiz da última vez em que lá estive durante dois dias no último mês de Agosto e, nos próximos tempos, de uma forma nem sempre continuada, irei descrever a geologia, a geodiversidade das estruturas e as minhas impressões pessoais sobre esta belíssima ilha do Triângulo.

O Pico da Esperança visto do nível do mar na zona do Porto das Manadas

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

SETE ANOS: 11 de Setembro de 2001

(clique nas imagens para as ampliar)

11 DE SETEMBRO DE 2001 - 11 DE SETEMBRO DE 2008
7 ANOS

Fotografia extraída da Wikipedia


Duas torres gémeas, irmãs unidas na origem e no fim, símbolo da violência que o homem é capaz de exercer sobre o seu irmão.
Ausência que me faz recordar não só os mortos daquele dia, mas também me torna presente todas as vítimas da intolerância que religiões irmãs sempre têm  infligido aos seus crentes.
Desaparecimento que evidencia todas as injustiças que esta civilização actual e global comete contra a humanidade e cujos seus membros entroncam num antepassado comum.
Ground Zero que me ensina que o mundo tem de saber recomeçar de novo, mas sem cometer os mesmo erros.

Mensagem em memória de todas as vítimas do terrorismo fruto desta sociedade injusta!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

BELEZAS AÇORIANAS IV: A ilha em frente/ o Grupo Central

No Grupo Central dos Açores, com várias variantes, é normal dizer-se : a maior beleza de uma ilha é a ilha em frente.
Em São Jorge, no coração deste arquipélago, esta ideia torna-se mais intensa, devido à possibilidade de observação do conjunto das cinco ilhas do Grupo Central: Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial.
(clique nas fotos para as ampliar)

A ilha do Pico, vista do Pico da Esperança, o ponto mais elevado de São Jorge.

A ilha do Faial, vista do porto da Urzelina ao pôr-do-sol.

A ilha Graciosa, vista da Costa Norte de São Jorge.

A ilha Terceira, lá longe, vista da Costa Norte de São Jorge

sábado, 6 de setembro de 2008

ENERGIA GEOTÉRMICA III - A central

Uma Central Geotérmica, como as existentes em São Miguel, são alimentadas por vários poços geotérmicos, por onde o fluido quente ascende, depois, à boca do poço é captado e canalizado para a Central.


À superfície e por razões técnicas, o fluido passa por uma espécie de torre - separador - onde é retirada a parte gasosa, enquanto a fracção líquida vai para cilindros - aquecedor e vaporizador - onde, sem se misturar, irá aquecer um outro fluido - fluido de trabalho - a utilizar nas turbinas da central. O fluido geotérmico, depois de transferir o calor ao fluido de trabalho é reinjectado no jazigo através de um poço a tal destinado, poço de reinjecção.


O fluido de trabalho aquecido expande-se e com esse gradiente de pressão é forçado a ir para as turbinas, cujo fluxo as faz girar e onde alternadores associados transformam a energia cinética (energia do movimento) em energia eléctrica.

O fluido de trabalho, depois de fazer girar a turbina, prossegue o seu caminho e passa por zonas mais expostas à temperatura ambiente - aerogeradores - onde perde calor, manifestado pelo vapor, e reduz o seu volume. O que mantém o gradiente de pressão e alimenta a sua circulação, pelo que este volta a entrar nos vaporizadores, será repetidamente reaquecido e o circuito prossegue indefinidamente.

A Central Geotérmica da Ribeira Grande recebe visitasem determinadas condições , fornece folhetos explicativos e, por vezes, faz sessões informativas sobre o seu modo de funcionamento e as características geológicas e geotérmicas da zona.

Independentemente de terem uma visita guiada ao local, esta central possui um trilho pedestre à sua volta, que permite a observação de magníficas paisagens do interior da ilha de São Miguel.

Para saber mais sobre esta Central e o Projecto Geotérmico dos Açores ,consulte a página na internet da empresa SOGEO do grupo EDA.


Abaixo um vídeo para uma visão de conjunto da Central Geotérmica da Ribeira Grande.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

CONCERTO DA VARADOURO: Milagre da Musica

Uma jovem flautista, uma violetista de grande nível, uma pianista professora com um simples órgão eléctrico de igreja e a direcção artística de Kurt Spanier, no Faial fazem milagres no mundo da música.

Elena Zhuravska mostrou a sua especialidade em música sacra, abriu e fechou o seu programa com duas Avé-Marias, mas não deixou de encantar com Mozart, Grieg, Bellini e Puccini.

A violetista Danusha Waskiewicz é uma autêntica pérola, ao interpretar em viola dois andamentos da suite para Violencelo de Bach justificou porque Claudio Abbado a admira e quando tocou composições do seu pai, não sei se foi o amor Divino que desceu ao templo ou o filial que subiu aos céus... uma maravilha que veiu viver para os Açores!

Como sempre, Kurt Spanier não se envergonha de mostrar ao público açoriano jovens com grandes potencialidades, como forma de promoção e incentivo e a flautista de 14 anos Elisabete Costa, da Praia do Almoxarife, soube mesmo brilhar como devia.

Olga Gorobets ao piano, já frequente nestes concertos, mais uma vez soube ser aquele acompanhamento que faz brilhar os outros artistas... Parabéns a todos!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

ENERGIA GEOTÉRMICA II: O jazigo ou reservatório

Apesar do interior da Terra ser quente e por isso, teoricamente, em muitos locais ser possível aproveitar esse calor para obtenção de energia, na realidade, hoje esta fonte alternativa de energia é aproveitada a partir de Jazigos Geotérmicos existentes em profundidade.

Esquema de formação de um Jazigo Geotérmico e alimentação da Central
(clique na figura para a ampliar)

Para existir um Jazigo Geotérmico são necessárias, pelo menos, reunirem-se três condições:
1. A existência de uma fonte significativa de calor, como uma grande massa quente, frequentemente uma câmara magmática;
2. Uma quantidade suficiente de fluido armazenado, líquido ou vapor, que possa receber esse calor ; e
3. Uma rocha permeável assente noutra mais impermeável onde esse fluido aquecido fica armazenado, sem se infiltrar para grandes profundidades, para que se possa extrair de uma forma controlada.

Assim, podem-se acumular grandes quantidades de fluido quente que o homem extrai através de furos ou poços geotérmicos, que por vezes ultrapassam os 1000 m de profundidade, que fornecem o calor à central e alimentam as turbinas.
O fluido depois de usado é reintroduzido no jazigo por poços de injecção, para se manter o equilíbrio de pressão em profundidade e futuramente serem reaquecidos.

Uma grande fracção do fluido provêm de infiltrações das chuvas, lagos e rios (água meteórica), outra parte vem dos minerais hidratados ou com compostos voláteis contidos nas rochas que se libertam por acção da pressão ou do calor, e ainda, pode vir dos líquidos e gases libertados de uma câmara magmática (água juvenil) ou de outra massa quente que veiu da profundidade.

Em próximo post desta série mostrarei uma Central Geotérmica.