sexta-feira, 30 de novembro de 2007

NY - Primeiras noticias a todos

Bem... em primeiro lugar isto e' fantastico...
Segundo, a cidade e' mais clara e espacosa do que eu pensava..., menos educada que Toronto, o centro e' enorme e nao vejo areas degradadas, ao contrario da anterior cidade.
Broadway e' um espanto e tive a sorte de terem recomecado os espectaculos, devido a uma greve consecutiva de 19 dias, apenas ontem reabriram os teatros... claro espreitei um: "A chorus line".
Ha muitas cidades... mas NY e' unica
Museus e lojas de musica e livros so' a partir de amanha, ate' hoje so explorar meios exteriores
Hoje tenho a Norma de Bellini...
Uma curiosidade: que diriam os portugueses se as Camaras de Lisboa e Porto tivessem uma muralha de proteccao distanciada a mais de 50 m dos imoveis? Efectivamente, nesta cidade o dinheiro e' proporcional a' necessidade de seguranca, em Lisboa ao menos circulamos por todos os espacos publicos.
Nas entradas de algumas lojas a propaganda diz: maior livraria, o maior centro comercial o maior qualquer coisa do mundo... mas quem conhece este mundo sabe que por vezes ha maior no ocidente e mesmo neste continente... e' uma questao de mentalidade.
Mas quem nao conhece NY deve conhecer, faz bem conhecer uma cidade assim.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

FÉRIAS - NEW YORK

Nesta terca-feira parto para Nova York, foi a ultima paragem antes de deixar o Novo Mundo e dirigir-me para um outro pouco mais velho nas historia da humanidade, pois que embora os Acores pertencam ao velho mundo, fazem parte das descobertas dos portugueses e ao nivel de geologia sao do mais novo que existe neste planeta.
(Fonte: Wikipedia)




Ha 40 anos esta urbe foi terra de passagem e de arranque num cruzeiro para Ponta Delgada... hoje, espero que Nova Iorque seja uma cidade a descobrir depois de tantos anos sem por aqui passar... alem do cosmopolitismo que lhe lhe e' reconhecidada, os museus, as galerias, o teatro e a musica sao campos que pretendo descobir... claro a opera esta' no cardapio

domingo, 25 de novembro de 2007

Toronto: Primeiras Impressoes

Toronto recebeu-me com frio, coberta de neve, mas de ceu limpo... tirando algumas obras de arquitectos famosos, de outra a nascer de Frank Gehry, (nascido na zona central desta cidade) e da entrada em funcionamento do novo edificio da Opera, o centro da cidade pouco mudou, embora a floresta de arranha-ceus, ao contrario da amazonia, aqui esteja a expandir-se.

Salvo raras excepcoes, continua a ser verdadeira aquela fama de haver uma grande dose de civismo nas pessoas desta cidade... apesar da dimensao desta e do transito ser intenso, o respeito e a tolerancia para com o outro condutor e com o peao continua a imperar, mas este ultimo tambem respeita os automoveis e a sinalizacao, dar prioridade ao outro nao `e um exclusivo do condutor automovel e assim o transito flui civilizadamente.

Os semaforos existem e controlam a circulacao, mas quem circula de carro ou de outro modo tambem ajuda... seria bom que em Portugal e inclusive nas pequenas ilhas dos Azores tambem fosse assim...

sábado, 24 de novembro de 2007

ENTRADA NO PAÍS NATAL - TORONTO ON

Toronto, capital da provincia de Ontario, porta de saida do Canada 40 anos atras e de onde arranquei de comboio, a primeira viagem que me lembre neste meio de transporte. Hoje habitual porta de entrada na minha Terra, mas de aviao.

Toronto visto da Casa Loma, palacio de um excentrico milionario do começo do seculo XX, que construiu a sua casa como um castelo do fantastico.



Toronto, situada na margem do lago de Ontario, e' um cidade multicultural, nas ruas continua-se a ouvir o portugues falado por trabalhadores na obras e centenas de outras linguas completamente estranhas, mas alem dos cheiros de comida das mais variadas origens, sente-se aqui o poder do dinheiro, como capital economica e industrial do pais, mais de um terço da riqueza nacional vem desta cidade e muito mais quando se junta a Greater Toronto Area, conhecida por Golden Horseshoe, com cerca de 8 milhoes de pessoas.


Camara Municipal de Toronto e a sua praça, com decoraçao de Natal e onde se encontra uma pista de gelo, corresponde a um marco da arquitectura da decada de 60 do seculo XX



Para mim, mais que tudo, Toronto e' uma cidade de teatro, musica, cinema, museus, galerias e livrarias, pois corresponde ao meio do meu principal amigo e primo, que aqui reside como curador de uma galeria de pintura canadiana contemporanea. Por isso, aqui sinto-me em casa.


PS: Este computador ainda permite o ç... vamos ver como me comporto se algures perder esse simbolo de identidade lusitana...

e' = 3.ª pessoa do presente do indicativo do verbo ser!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Centro de Vulcanologia da Universidade dos Açores

Grande parte do primeiro dia de férias foi passado no seio do Centro de Vulcanologia da Universidade dos Açores, com geólogos daqule departamento e a matar saudades.
É bom conhecer os novos equipamentos, ver as novas tecnologias em prol da ciência, as publicações mais recentes e é agradável observar que ali há quem trabalha com gosto.
É verdade que trabalhar com gosto também cansa, mas ao menos é menos difícil e saber que quem vigia as fúrias da Terra, tira prazer do seu trabalho, dá motivo de alegria e permite em parte relaxar com a presença destes vigilantes.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

PONTA DELGADA - Primeira Paragem

Ponta Delgada, a penúltima cidade do trajecto da minha vinda para Portugal há 40 anos... Importa esclarecer que não vim de avião, após um primeiro troço de combóio, seguiu-se uma semana de cruzeiro turístico a atravessar meio Atlântico e a minha entrada neste país deu-se na doca de Ponta Delgada mesmo defronte das Portas da Cidade.

Portas da Cidade, antiga entrada portuária da maior cidade do Arquipélago

Como já disse no passado, esta cidade tem uma arte de esculpir a rocha vulcânica de uma forma que para mim é única nos Açores e embora não seja uma urbe arquitectonicamente muito consistente, existem imóveis que vale a pena visitar, só para ver a sua riqueza escultórica na fachada e o interior de algumas igrejas.
Igreja Matriz com uma fachada com basalto esculpido em estilo manuelino, o pórtico principal é de calcário importado


Hoje esta cidade parece querer assemelhar-se a uma megalópolis, construiram espaços típicos de grandes urbes separados por zonas com ruas estreitas e arquitectura tradicional, um transito por vezes caotico. Uma miscelânea confusa que permitiu um adolescente na televisão comparar Ponta Delgada actual a Nova Iorque, mas ainda existem muitas zonas características que interessa conhecer.

Igreja de São Pedro, uma fachada típicamente micaelense onde o basalto sobressai

Ponta Delgada, local onde se encontra concentrada a maior quantidade de vulcanólogos de Portugal, situa-se na unidade estratovulcânica mais recente da ilha, que uniu duas antigas ilhas, uma a leste, que se estendia do vulcão do Fogo até ao Nordeste, e outra a ocidente, formada pelo vulcão das Sete Cidades... hoje há quem pense que, num futuro mais ou menos longíquo, algo de semelhante pode ocorrer no canal Faial - Pico.

PS: Ainda estou em Portugal mas os teclados para os ultimos retoques do post ja embirram com acentos... um treino para o cidade que se segue.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

FÉRIAS - Memória dos 40 anos de partida, 40 anos de chegada

Finalmente férias!

As férias são minhas, não do blog, neste tempo espero aqui falar da minha peregrinação às cinco cidades daquela primeira viagem entre a Terra Natal e a Pátria de Sangue, agora com um percurso sensivelmente inverso ao de então.
Horta vista do canal do Faial

HORTA! hoje a estação de partida, mas de chegada 40 anos atrás, cheguei à ilha de barco, pisei terra pouco depois do nascer do Sol, agora devo partir de avião, mas naquela época não havia alternativa.
Dizem os entendidos que a forma mais adequada de chegar à Horta, a cidade-mar dos Açores, é de barco, então eu cheguei do modo ideal e, talvez por isso, a abracei desde o início.

domingo, 18 de novembro de 2007

Geologia em açoriano - MISTÉRIO

Todas as línguas criam palavras para descrever situações específicas da sua área, as descobertas portuguesas levaram ao contacto com novas realidades e obrigaram ao aparecimento de vocábulos novos ou à atribuição de novos significados a palavras antigas. A actividade vulcânica dos Açores teve o seu contributo nesta área e assim criaram-se palavras e significados regionais que explicam fenómenos e estruturas geológicos.
MISTÉRIO - Designação das zona nas ilhas do Grupo Central dos Açores: Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa, que foi ocupada por uma escoada de lava depois do povoamento destas ilhas.
A zona entre a povoação em primeiro plano e a segunda ao fundo corresponde ao Mistério da Praia do Norte, a escoada que se desenvolveu para norte na erupção de 1672
A palavra encerra em si uma situação de angústia, ansiedade e insegurança das populações que de um momento para o outro viam extensos campos agrícolas e as suas povoações serem destruídas por um "rios de fogo" que saíam da terra e sem explicação aparente, no caso da foto acima, a freguesia da Praia do Norte foi coberta pela escoada e reconstruída depois a leste do Mistério.
Mistério do Capelo entre as povoações da foto, fruto da escoada que correu para sul na erupção de 1672 e apagou definitivamente as habitações de Ribeira Brava, hoje o nome nem existe na toponímia
No Pico existem também vários mistérios: Prainha, Santa Luzia, São João e Silveira, correspondentes a outras tantas escoadas históricas.
Em São Jorge existem os mistérios de Santo Amaro e da Urzelina, fruto das duas erupções na ilha após o povoamento.
Na Terceira existe o Mistério dos Negros, no interior da ilha.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

ILHAS DO TRIÂNGULO - O ENCANTO AÇORIANO

Todo o arquipélago dos Açores é belo, nesta região só existem ilhas bonitas, embora umas mais que outras, mas para mim, o topo da beleza não é uma ilha é o conjunto das três ilhas conhecidas como do Triângulo: o Faial, o Pico e São Jorge (clique nas fotos para ampliar).
O Triângulo: o Faial em primeiro plano, ao fundo à direita o Pico e à esquera, alongando-se entre o mar e o céu... São Jorge.

Nenhuma destas três ilhas é semelhante à outra, todas se completam, cada uma tem uma especificidade única e a proximidade entre elas, bem como as numerosas ligações marítimas existentes (sobretudo no Verão), fazem do Triângulo um destino fascinante e surpreendente.


Baías do Porto Pim e da Horta onde sobre as quais se desenvolve a cidade em anfiteatro no Faial.

O Faial, com o seu impressionante vulcão dos Capelinhos, a sua magnífica Caldeira coberta de verde, os extensos campos de pastagens circundadas de hortências azuis, os seus vales suaves entre serras, o recreio náutico e a observação de cetáceos, praias de mar calmo e areia preta, a sua cidade em anfiteatro para baías, montes e cabos que se prolongam mar a dentro e entre os quais se instalou a marina mais importante de todo o Atlântico norte e a vista imponente da montanha do Pico, são cenários inesqueciveis de uma beleza e delicadeza sublime.
Costas Sul de São Jorge entre Manadas e Urzelina
São Jorge com com o seu relevo agressivo, nesgas de terra de difícil acesso na base de escarpas, entre o mar e a serra, onde se implantaram trilhos pedestres que atravessam uma natureza forte com cenários ora deslumbrantes ora de causar vertigens, os alinhamentos de crateras, os caminhos sobranceiros às freguesias e ao mar, o seu queijo único e lagunas que invadem o mar, permitem esquecer que a Terra está em perigo e que existem zonas urbanos longe da natureza.


A Montanha do Pico ao fundo e campos de lava em primeiro plano

O Pico e a sua majestosa montanha que permite um montanhismo acessível a muitos, as sua longas grutas vulcânicas preservadas, os seus campos de lava onde se estende uma reticulado único de muros entre os quais depontam videiras, uma paisagem património mundial, as suas adegas aonde o visitante aprende a amar os frutos saídos da rocha, a vista para as ilhas de São Jorge e do Faial e a observação de cetáceos, tornam esta ilha única no equilíbrio entre a terra agreste e o engenho da sobrevivência que permitiu uma cultura singular.

Três ilhas de beleza impar, um destino único sublime!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

SISMO NA RIBEIRINHA - Acordar Agitado

Novamente, enquanto dormia na calma freguesia da Ribeirinha, sou bruscamente acordado por uma agitação da cama, ruído grave e nervosismo de gatas pela casa, foi mais um dos muitos sismo que se deram ao trabalho de me despertar... felizmente nada mais!
Cartão de identificação do evento: Hora - 01 36 locais; Epicentro - 9 km para Nordeste da Ribeirinha, onde atinge intensidade IV na escala de Mercalli Modificada; e Magnitude calculada - MD 3 . Mais informações disponíveis na página do Centro de Vulcanologia da Universidade dos Açores.
Localização do epicentro (Fonte: página do Centro de Vulcanologia da UA)
Uma coisa é certa, morar onde resido permite o relaxamento típico do meio rural. O tempo corre devagar, tudo é calmo. Há vacas que por vezes se passeiam na estrada me espreitam o carro com curiosidade, as flores despontam todo ano, o verde das zonas densamente arborizadas dá abrigo a orquestras de aves que actuam diariamente e a paisagem montanhosa descobre cenários magníficos... mas o chão continua a ser esta fonte frequente de sobressaltos e de agitação.
Para um geólogo esta actividade é um motivo de interesse... desde que não ultrapasse o limite tolerado pelos edifícios e a estabilidade das vertentes, como já aconteceu no passado.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

CAPELINHOS - a União ao Faial

No final de Outubro, como já dissemos, a Ilha Nova, formada ao longo daquele mês pela erupção surtseyana dos Capelinhos colapsou e praticamente desapareceu numa noite aquilo que o vulcão levara semanas a construir.
Em Novembro os Capelinhos continuaram com uma erupção tipicamente submarina, fortes explosões devido ao contacto de magma quente com o mar frio e a expelir grandes quantidades de cinzas e vapor. Recomeçou então a construção de nova ilha...
[Excerto de foto à venda na Foto-Jovial, Horta, e publicada em: Machado, F. e Forjaz, V. H. (1968) "Actividade Vulcânica do Faial - 1957-67" Ed. Com. Reg. Turismo Distrito da Horta]


Ao longo do mês, enquanto uma nova ilha crescia com os materiais expelidos, o mar deu uma ajuda nas obras, revolveu os sedimentos do seu fundo, muitos provenientes do colapso do mês anterior e começou a construir um cordão de areia entre a nova terra e o Faial, aproveitando ainda o abrigo dado pelos ilhéus dos Capelinhos, no dia 12 de Novembro, o edificado pelo vulcão ligou-se ao Faial através de um istmo de areia.

A partir desta data, a ligação a terra foi-se alargando, com a adição de mais cordões de areia, trazida pelo mar, criando lagunas entre o istmo e os novos cordões. Agora já não era apenas o vulcão que crescia... o Faial também aumentava em tamanho e a Península do Capelo deixou de acabar no Costado da Nau e passou a terminar no Vulcão dos Capelinhos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

FALHAS GEOLÓGICAS DO FAIAL II - as incertezas

Tal como no post anterior, na imagem vê-se o Faial cortado à faca pela mesma falha geológica e de uma forma muito evidente, mas nem sempre é assim, basta deslocarmo-nos para junto do aqueduto que está na foto e...... encontra-se um cenário diferente. O pequeno degrau do terreno para os olhos mais treinados é uma falha geológica, mas para outros pode parecer a cicatriz de uma antiga divisão de propriedade que o emparcelamento agrário eliminou... todavia é uma curvatura na falha geológica e até desvia a ribeira que a jusante era tão rectilínea!


Devido aos Açores estarem junto a uma estrutura por onde o Atlântico cresce, as falhas inversas são raras e pouco extensas no Faial, tal como referi no post "Falhas Geológicas - tipos de movimentos", todavia existem indícios que o degrau e a elevação à esquerda resultam de um comportamento de falha inversa deste troço, mas o geólogo que por lá se aventurou em escavações não teve a ajuda da natureza e a dúvida persiste...
É na tentativa isenta de comprovar hipóteses que se atinge novas certezas, por vezes autênticas surpresas, e a ciência vai avançando... até lá, sem demonstração, fica a dúvida, mas esta faz parte da vida da Geologia.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

FALHAS GEOLÓGICAS VS RIBEIRAS - uniões de conveniência I

Não é o único caso, mas a foto mostra porque o primeiro post sobre falhas teve o título de "O Faial cortado à faca".

Embora mais evidentes na parte leste do Faial, algumas falhas também cortam, de forma muito marcada, a superfície da zona ocidental da ilha, como nas imagens abaixo de uma falha a sul da Lomba do Meio. (Clique nas fotos para as aumentar)

As falhas, porque alteram o relevo, influenciam no terreno a orientação das ribeiras.
Nos Açores as linhas de água tendem a ser aproximadamente radiais em torno dos vulcões centrais, só que, por vezes, as falhas provocam desvios desta distribuição regular, como é o caso da Ribeira das Águas Claras que nesta zona quase corre paralela à linha de costa.
Uma outra forma de detectar uma falha geológica associada a um ribeira consiste em verificar que as duas margem não são simétricas, que um lado é muito mais inclinado ou com maior desnível de altitude do que o outro, que a ribeira tem extensos troços rectilíneos, e tudo isto acontece na foto acima.

Esta associação água/ falhas não é apenas em ribeiras e nos Açores, é possível ver situações semelhantes em lagoas (Lagoa do Capitão no Pico) e em rios: foz do Tejo junto ao Cristo Rei, e rio Jordão, entre muitos outros exemplos.

À ORGANIZAÇÃO DO FAIAL FILMES FEST

PARABÉNS PELO SUCESSO E QUALIDADE DO FESTIVAL

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

AÇORES - PRATA NA CATEGORIA ILHAS A VISITAR

O Arquipélago dos Açores foi classificado como o 2.º melhor grupo de ilhas para se visitar a nível mundial, num conjunto de 111 regiões insulares pela revista National Geographic Traveler
Marina da Horta - Faial

Parabéns Açores
Mais uma explicação porque não consigo abandonar estas ilhas...
Porque me apaixonei por elas logo na primeira visita